Loreena McKennitt - Dante's Prayer

sábado, outubro 29, 2005

Montanha Russa


Montanha Russa


- Quantas entradas?
- Uma, por favor

De seguida, dirigiu-se para o portão de acesso ao recinto. Entregou o bilhete ao funcionário.

- Boa noite
- Olá, boa noite
- Espero que se divirta
- Pode crer que sim. Obrigado

Entrou compassadamente. A algazarra provocada pelas inúmeras colunas de som foi-lhe indiferente. Vagueou pelas mesmas ruas que conhecia dos anos anteriores, em que, pelo menos uma vez, visitava aquele espaço com a Família. Não apreciava particularmente aquele tipo de diversões. Carrosséis; carrinhos de choque; o castelo fantasma; as cadeirinhas nas extremidades dos tentáculos do enorme polvo ou naquela boneca gigante desengonçada; os tristes e conformados póneis, esqueléticos, montados por crianças que rodavam olhando sem entusiasmo para os papás embevecidos e apatetados. Muitos deles, de câmara fotográfica em riste, iam captando aqueles momentos tragicómicos. Um homem e uma mulher, vestidos a rigor, com as respectivas motas, balanceavam-se sobre elas, enquanto uma voz enfatizada berrava através da aparelhagem de som, convidando os visitantes a entrarem no “Poço da Morte”…




Caro Leitor/a,

O que acabaste de ler é parte de um conto, com cerca de 5 páginas A4. Caso o queiras ler completo clica aqui.

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segunda-feira, outubro 24, 2005

Personalidade e Motivação

1 - Introdução


Aristóteles concedeu-me a honra, de me dar, o empurrão decisivo e necessário para meter ombros a este meu trabalho.

Mas terei aqui, de fazer justiça, ao saudoso e genial Poeta Ary dos Santos, cujo Resumo, um pequeno livro com alguns dos seus poemas mais significativos, publicado no ano de 1972, fui descobrir na minha biblioteca.

Há trinta e dois anos, ano da publicação do citado livrinho, vivia-se ainda, num clima de castração do Pensamento. Numa sociedade cinzenta, onde a grande maioria as pessoas, se sentia ferida na sua dignidade, de não poderem expressar-se e ter livre acesso ao Conhecimento.

Mas passados dois anos, graças à luta persistente de um punhado de Homens e Mulheres, livramo-nos do pesadelo que nos atormentava e recuperámos a nossa auto-estima. Abrimos as portas e soltámos as grilhetas do Conhecimento que nos tinham negado.

Actualmente, pesem embora, as vicissitudes que conhecemos e nos apercebemos, temos à nossa mercê, uma riqueza tão vasta, como a de termos a oportunidade de nos enriquecer através do Conhecimento, que podemos e devemos adquirir.

Aristóteles fala-nos sobre a qualidade moral das acções humanas, que são o bastante para extrairmos dele uma teoria do comportamento, apesar do próprio filósofo não ter apresentado as suas ideias sob essa forma.

No primeiro livro da Ética a Nicómaco, Aristóteles questiona-se sobre qual o bem cuja busca é a motivação fundamental do comportamento humano. Apesar de filósofo, ele não parte de deduções filosóficas, mas da opinião do que as pessoas têm, sobre qual a finalidade que as atrai naquilo que fazem. E revela: Em palavras, o acordo quanto a este ponto é quase geral; tanto a maioria dos homens quanto as pessoas mais qualificadas dizem que este bem supremo é a felicidade, e consideram que viver bem e ir bem (ser bem sucedido) equivale a ser feliz.

O que será, então, para essas pessoas mais qualificadas, viver bem ou "ir bem"? Diz Aristóteles, dos indivíduos mais qualificados, que estes parecem perseguir as honrarias com vistas ao reconhecimento de seus méritos; ao menos eles procuram ser honrados por pessoas de discernimento, e entre aquelas que os conhecem, e com fundamento em sua própria excelência. E mais adiante: Na realidade, são nossas actividades conformes à excelência que nos levam à felicidade, e as actividades contrárias nos levam à situação oposta.

Para Aristóteles, a alma mais simples é própria dos vegetais. Ela é fundamentalmente "vegetativa", no sentido de que suas funções principais são a nutritiva e a reprodutiva. Mas é nos animais dotados de movimento que estas funções se traduzem em comportamentos.

Os animais têm na alma faculdades, outras, além daquelas próprias da sua alma vegetativa, pois movimentam-se e buscam os objectos que desejam, ou fogem dos que os assustam. Possuem almas sensitivas, a que somam funções da alma vegetativa e às funções que lhes são próprias, como animais, e que não existem nos vegetais. Entre as ocupações que se vinculam à alma sensitiva dos animais está a busca do prazer. Mas, a alma humana é a mais completa de todas, e assim sendo, além das funções que encontramos nas almas dos vegetais e dos animais, tem mais uma outra, que é a função da racionalidade, de modo que o seu comportamento mais próprio e mais excelente seria aquele governado por essa última e mais alta função. Porém, diz Aristóteles, incisivamente: A humanidade em massa assemelha-se totalmente aos escravos, preferindo uma vida comparável à dos animais.

Podemos, assim, concluir que o homem busca para ser feliz, seja tanto directamente no contacto e na posse de objectos de prazer, quanto por via transaccional, em que recebe do outro o reconhecimento da sua qualidade pessoal. No primeiro caso, busca a posse directa de objectos da sensualidade, na satisfação de necessidades vitais, incluído o objecto sexual, porém segundo uma conveniência racional. No segundo caso, podemos aproveitar a referência clara de Aristóteles às pessoas que procuram ser reconhecidas pelos seus méritos. E é fácil verificar que o homem também pode sentir-se feliz por estar bem, quando é ele próprio que se reconhece, ao buscar algo com que se premiar. Esse é um comportamento objectivo, no sentido de que lida com objectos, e que existem objectos com valor em si mesmos, que podem ser procurados e consumidos no viver bem e no ser feliz de uma pessoa, sem envolvimento de alguém mais.

Todos estes conceitos (resumidos), de um Homem da Grécia Antiga, adicionados a muitos, de outros, que têm concorrido para o enriquecimento do Património do Conhecimento Humano e à minha própria experiência vivencial, continuam a moldar a minha Personalidade e motivaram-me a tentar fazer algo de útil, contribuindo e partilhando com os meus pares, os Conhecimentos adquiridos.

Muito embora tenha a consciência de que a maioria deste texto introdutório tivesse cabimento no trabalho que vou procurar desenvolver, pareceu-me oportuno registar nesta Introdução, alguns princípios Aristotélicos, para tomar fôlego para a tarefa que me propus realizar.


Aristóteles (384-322 a. C)




Nota: Se desejarem ler o trabalho completo, por favor sigam a ligação abaixo indicada.

Este trabalho, realizado em 2004, foi executado em Word e está programado para ser impresso. Assim, ao clicarem no link, aparecerá uma mensagem perguntando se o desejam abrir ou guardar.

É natural que este ficheiro demore um pouco a abrir.


Clicar aqui

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sexta-feira, outubro 21, 2005

Blognócio do Outono 2005 – III


As Imagens do Encontro

Após umas boas horas de trabalho, é possível, finalmente, apresentar-vos as Fotografias captadas no passado sábado, dia 15, pela Sandra Feliciano , pelo OrCa e por mim. Aos dois Amigos atrás citados os meus reconhecidos agradecimentos.

Foi o trabalho possível, feito com todo o empenho e dedicação que coloco em tudo o que faço.



Quadro/Colagem executado por Stillforty
Imagem de OrCa

Por motivo de falta de espaço no meu servidor, tive de retirar, em 14 de Fevereiro de 2006, os ficheiros com imagens e outros, correspondentes a este Encontro.

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terça-feira, outubro 18, 2005

Blognócio do Outono 2005 - II

Participantes

Alexandre Ferreira do Sais Minerais
Amigo de Alex do Saber a Mar
Augusto Dias do Klepsidra
Dilbert do Confessionário do Dilbert
Dulce do
Além de Mim
Fernando Bizarro do
Fraternidade
Friedrich do A Babushka
Firmino Mendes do
Sopa de Nabos
Geosapiens do
Geosapiens
João do
A Casa dos Golfinhos (*)
Júlia Coutinho –
juliacoutinho@sapo.pt (**)
Lina/Mar Azul do
Que Bem Cheira A Maresia
Lina do
Um Olhar Sobre
Luís Bonifácio do
Nova Floresta
Noel do
O Escrevinhador Diário
OrCa do
Sete Mares (2)
Pássaro Azul do
Ilha Encantada
Paula Raposo do
Por Ti... Com os Meus Olhos
Perplexo do
Universos Assimétricos
Raul Ascensão do
Congeminações (2)
Sandra do
Cobre&Canela
Stillforty do
Dançomania
Zé do
Travessa Larga
Zecatelhado do
Limite

(*) O João, filho do Firmino Mendes, foi o mais jovem Blogueiro deste Encontro. Seis anos de idade!
(**) A Júlia, com a nossa ajuda, irá construir o seu primeiro Blog




Breve Relato

Como previsto, no passado sábado dia 15, a partir das 17h00, começámos a concentrar-nos na esplanada do Café Via Roma, no Centro Cívico de Carnaxide.

Alguns de nós já se conheciam entre si, outros, conheceram-se ali, fisicamente, pela primeira vez.

Vinte e seis pessoas, que representavam vinte e três blogueiros. Logo ali naquela esplanada, entre chávenas de café, cerveja com e sem pressão, águas lisas e minerais, soltou-se o informal linguarejar ameno e fraterno (tinha que ser…).

Falou-se de quase tudo um pouco. A
Sandra Feliciano transportava um portátil, um projector e vários conjuntos de folhas com o ABC (???). Mistério. Lá mais para a frente levantarei a pontinha do véu…

Pelas vinte horas, quase em bicha de pirilau, iniciou-se a debandada rumo ao Restaurante, sendo a Fatinha (
Pássaro Azul) a última a chegar e a única a quem não foi possível estar connosco na esplanada. A propósito, sugiro que visitem o cantinho dela, pois ontem, dia 17, foi lá colocado um excelente Poema.

Começámos a “papar” com muito palrar pelo meio. Com e sem a boca cheia (socialmente incorrecto, pois claro). Quando os/as confrades já tinham os estômagos bem aconchegados e refrescados, um careca barbudo e bem nutrido, trajando de negro, postou-se sensivelmente a meio daquele pessoal já saciado e pediu silêncio. Agradeceu a presença de todos e falou em Blognócios e Blogstícios versus Equinócios e Solstícios. Pedindo a colaboração dos presentes, chegou-se a um consenso de que o Blogstício do Inverno, se realizaria em 21 de Janeiro do ano da graça de 2006, em local a designar oportunamente. Seguidamente, este tal “careca” ainda tentou explicar o tal projecto associativo da
Sandra Feliciano. Mas mercê, talvez, do AVC sofrido em 1995 e das suas próteses dentárias, alguns dos presentes não conseguiram entender esta parte na perfeição. Mas prontamente se levanta o Firmino Mendes, que com voz límpida e incisiva, clarificou o que este vosso Amigo tentara transmitir.

A
Sandra Feliciano distribuiu pelos presentes o conjunto de folhas agrafadas que continham o seu projecto, um interessante e meritório trabalho base, que talvez venha a dar os seus frutos, se para tal houver empenhamento de todos nós.

Este trabalho, executado em “PowerPoint”, foi projectado numa das paredes do restaurante e sumariamente discutido por alguns dos presentes. Foi considerado pela generalidade dos participantes uma excelente base de trabalho, talvez um embrião de uma futura Associação Blogueira. E mais não digo por agora…

Pela meia-noite e vinte, abandonámos a sala do Restaurante e cerca de metade dos participantes ainda permaneceram por ali. Uns, dentro do Bar anexo, outros, no exterior, no hall, em amena cavaqueira. Cerca de duas horas depois lá “desamparámos a loja”, pois os funcionários do Alfredo também tinham que ir descansar.

Como disse no texto anterior, alguns de nós, ainda resistiram, no “paleio” em pleno Centro Cívico de Carnaxide. E para acabar digo-vos, que houve quem fosse para “vale de lençóis” às seis e trinta, já o sol despontava…



Nota:
Para completar este relato, ainda falta exibir as fotografias do Encontro, porém, eu só as colocarei on-line, após os participantes darem a sua anuência à exibição das respectivas imagens.

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domingo, outubro 16, 2005

Blognócio do Outono 2005 - I


A Gerbera da Paula e a Colagem da Stillforty






Clicar sobre esta imagem para ver maior


Ponto de Encontro


Pois foi Amigos/as, a nossa Festa acabou, para muitos dos participantes, já passava das três da madrugada, com alguns “resistentes”, em amena cavaqueira no espaço exterior contíguo ao Restaurante Alfredo, em pleno Centro Cívico de Carnaxide.

A Paula Raposo foi a primeira a chegar ao nosso Ponto de Encontro, pois este vosso Amigo tinha ido entregar os totolotos, esquecidos na algibeira, numa loja ali próxima.

Quando cheguei ao Café Via Roma, já a Paula tinha seguido as minhas instruções, dadas pelo telemóvel e as mesas da esplanada do Café Via Roma, o nosso Ponto de Encontro, já estavam devidamente dispostas para nos receber.

Cumprimentamo-nos e a nossa querida Paulinha, minha afilhada blogueira, com aqueles belos olhos e um sorriso divinal, oferece-me uma bela Gerbera, similar à da imagem, pois eu não iria sacrificar aquela delicada flor no meu scanner… Claro está, que este vosso Amigo, que vocês reconhecem como um Espírito forte, se emocionou. Mas as emoções não ficaram por aí.

Os Amigos/as foram chegando e acomodando-se. Até que aparecem o Augusto e a Teresa (Stillforty), sua Companheira. A Teresinha estende-me um embrulho rectangular e recomenda-me cuidado com ele. Abri. Um quadro feito por esta querida Amiga, composto por colagens, com as imagens dos participantes no Jantar de aniversário deste blog, realizado a 16 de Julho último. O meu scanner não conseguiu captar todas aquelas imagens, dadas as dimensões daquele maravilhoso Quadro, A todos/as os/as Amigos/as que estão inseridos nas partes superiores, inferiores e laterais, e que não aparecem na imagem de cima, as minhas desculpas.

Hoje não me alongarei mais. No próximo texto colocarei a Lista dos Participantes e, espero de igual modo, apresentar algumas imagens deste Encontro captadas por mim próprio e pela Sandra Feliciano, e também muitas outras coisas importantes que ali se passaram…

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quinta-feira, outubro 13, 2005

Um ano e três meses na Blogosfera

Ao assinalar o décimo quinto mês de presença na Blogosfera, saúdo todos os Companheiros/as e Amigos/as, com, ou sem Blog próprio, que me têm acompanhado nesta jornada.

Este último mês ficou marcado, principalmente, pela agitação politica interna provocada pelas Eleições Autárquicas e isso reflectiu-se no desempenho de muitos dos Blogues que costumo visitar.

Embora tenha bem arreigadas as minhas convicções, não quis referir-me a este acto de cidadania, não obstante o facto de em outras ocasiões, dizer aquilo que entendo, sempre que para tal o considere necessário, com a frontalidade que os meus habituais leitores conhecem.

No próximo sábado realiza-se mais um Encontro da “
Irmandade Blogueira” em que este vosso Amigo se encontra profundamente empenhado, de modo a que decorra, pelo menos, tão bem, como o Jantar de Aniversario deste Blog que se realizou em 16 de Julho passado no mesmo local.

Seremos um pouco menos do que em Julho, mas isso não me surpreende. Entre outras razões, o início do novo ano escolar e as movimentações politicas atrás referidas, contribuíram para a indisponibilidade de muitos/as Amigos/as que já tiveram a gentileza de justificar a sua ausência.

No próximo sábado, dia 15, alguns dos/as meus/minhas Amigos/as, estarão aqui, em Carnaxide, em amena e franca confraternização. Os/as ausentes estarão connosco em Espírito.

Um Fraterno Abraço.

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terça-feira, outubro 11, 2005

Pavlov e os Reflexos Condicionados


1 - Introdução


Dediquei este trabalho aos meus queridos Amigos de casa, Medroso, Pipocas e Farrusca. Um cão, um gato e uma gata.

Inclui um poema do Alexandre O'Neill, intitulado Cão, que eu considerei apropriado num trabalho sobre Pavlov. Considero o seu jogo metafórico de palavras, fascinante!

Quero desde já, no início deste trabalho, prestar aqui uma homenagem a todos os animais que têm contribuído, para o Conhecimento que temos à nossa disposição e como, de Pavlov se trata, uma especial referência, aos nossos nobres Amigos Cães.

Falar de Pavlov vai ser para mim um desafio e ao mesmo tempo o recordar de leituras da minha adolescência, que eu muito apreciava e devorava.

O que espero deste trabalho? É conseguir fazer algo de escorreito e corresponder às expectativas em mim depositadas e que eu impus a mim próprio.

Espero conseguir transmitir, de uma forma minimamente correcta a tarefa que me propus realizar.



Nota:

Quis partilhar com os meus leitores um dos meus trabalhos realizados no âmbito de um Curso de Psicologia.

Caso estejam interessados/as em ler o trabalho completo, preparado para ser impresso, por favor
cliquem aqui.

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quinta-feira, outubro 06, 2005

Blognócio do Outono - Sábado, 15 de Outubro

Caros/as Amigos/as,

Estamos a poucos dias de realizarmos o nosso Encontro e como tal, pedimos o favor da vossa atenção para o seguinte:


Inscrições

- Se bem que não tenhamos imposto uma data limite, sugerimos que o façam até ao próximo dia 12, quarta-feira, a fim de podermos dar uma estimativa de presenças à gerência do Restaurante.

- Para os/as Amigos/as já inscritos/as agradecemos a vossa confirmação o mais breve possível, pelas razões apontadas no paragrafo anterior.

- Não é condição fundamental ter um blog para qualquer Amigo/a proceder à sua inscrição. Porque, como todos sabem, há muitos leitores assíduos que não têm o seu próprio blog.


Dietas

Quem for vegetariano/a ou prefira um prato de peixe (consultar a ementa no
Blog do Jantar) por favor informe-nos atempadamente.


Concentração no sábado, dia 15

- Para que haja a oportunidade de nos conhecermos melhor, sugerimos a concentração dos participantes a partir das 17 horas, na esplanada do Café Via Roma, situado a escassos metros do Restaurante Alfredo.

- Próximo das 20 horas, dirigimo-nos para o Restaurante dando poucas passadas…


Localização/Itinerários

- Tal como aconteceu no passado dia 16 de Julho, no aniversario do Fraternidade, e, utilizando as mesmas indicações ilustradas com vários mapas, por favor consultem no
Blog do Jantar, o link lá indicado para o efeito ilustrado com um felino e que se encontra no lado direito do blog.


Sejam bem-vindos/as!


Fraternas Saudações,

Augusto Dias
Fernando Bizarro


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quarta-feira, outubro 05, 2005

Neste Cinco de Outubro


Por falta de inspiração ou motivação, hoje decidi repetir o texto aqui colocado há um ano atrás.

Só quero fazer uma advertência às gentes do meu País:

Releiam a História. Pensem nos erros cometidos durante os escassos dezasseis anos de Vida da I Republica que nos custaram 48 anos de obscurantismo, repressão e privação da nossa querida Liberdade. Estejamos atentos aos candidatos a Messias travestidos com novas roupagens, mas que, se atentarmos bem, estão imbuídas por anciãs traças cuja peçonha, após a sua disseminação, será muito difícil de combater.

Em frente pela LIBERDADE, IGUALDADE e FRATERNIDADE, para todos os que mereçam desfrutar estes valores e não somente para elites auto-iluminadas.




5 de Outubro de 1955

Há 49 anos (50) atrás, tinha eu 12 anos de idade e já fumava há dois... Mas isso é outra conversa, que relatarei, quando escrever algo sobre a minha entrada no então designado Ciclo Preparatório.

Era uma Quarta-feira, feriado Nacional, mantido a contragosto pelos senhores do chamado Estado Novo, de má memória.

Os meus Pais, tal como a maioria dos Pais portugueses de então, não "ligavam" à política. Ou para ser mais exacto, era um termo que lhes causava temor e arrepios gélidos através da medula espinal. Eu era um pré adolescente irrequieto, muito diferente em termos comportamentais, daquele menino, estudante certinho, que até completar a Instrução Primaria e o exame de admissão ao Secundário, tinha desempenhos brilhantes. Mas ao entrar no Ciclo Preparatório, o meu comportamento alterou-se, tendo chegado a frequentar um conhecido Colégio católico, que teve a virtude de me por a questionar sobre certos valores. Mas, adiante...

Nesse dia, há 49 anos, a minha Mãe, sempre muito diligente no aprumo dos Filhos, deu-me para vestir o fato das ocasiões especiais, ou seja, o domingueiro, camisa branca, gravata, sapatos bem engraxados pelo meu Pai, que era um Mestre na Arte de bem engraxar, sapatos (nada de confusões), com graxa e algum cuspo à mistura. Ficavam a brilhar de forma resplandecente. A D. Carolina deu-me uns escudos e disse-me:

"Meu Filho, já estás com 12 anos e é altura de começares a aprender a ser um homem. Hoje comemora-se o dia da implantação da República e tu vais até cemitério do Alto de S. João, porque vão lá uns Senhores fazer uma cerimónia e tu com certeza que vais gostar".

Lá foi o Fernandinho, a caminho da paragem do eléctrico, rumo ao Cemitério do Alto de S. João, em Lisboa. Chegado lá, este menino começou a observar o que se passava em seu redor. Muitos policias com a farda normal de caqui, na parte exterior do portão. Lá dentro umas dezenas ou centenas de pessoas, predominantemente do sexo masculino, falavam muito baixinho. Os homens, na sua maioria, trajavam fatos cinzentos, camisas brancas e chapéu de feltro na cabeça. Uma ou outra bandeira dos Centros Escolares Republicanos e bandeiras Nacionais.

A determinado momento aquelas pessoas começaram a movimentar-se silenciosa e ordeiramente. Paravam num ou noutro jazigo onde iam depositando coroas de flores. E eu ia acompanhando aquela gente de silêncios contidos, com muita curiosidade e tentando obter resposta do que estava a observar. Na última paragem que fizeram, as pessoas dispuseram-se em circulo, os senhores, todos, com os seus chapéus junto ao peito. Até que irrompendo o silêncio, um deles pôs-se a discursar muito baixinho. Foram palavras muito breves, pausadas e no final, todos disseram num tom não muito alto: "Viva a Republica!". Nessa ocasião reparei, que não muito longe, um grupo de policias e de outros indivíduos vestidos à civil (Pides, vim algum tempo mais tarde a saber), observam-nos muito atentamente. Um oficial da policia foi falar com o Senhor que tinha discursado e apercebi-me que ele lhe estava a dar instruções para as pessoas dispersarem rapidamente.

O grupo fez o caminho de volta. Alguns trocavam palavras quase imperceptíveis. Já perto do portão, abeirou-se de mim, um homem, que não estava engravatado e que eu conhecia de vista. Alto, seco e moreno. Vendia jornais e revistas, no Terreiro do Paço (Praça do Comércio), nas arcadas, com esquina para a Rua da Prata. Falou brevemente comigo. Incentivou-me a voltar no ano seguinte e a ler o jornal A República. Achei piada, porque ele disse-me que à noite ia participar num jantar com algumas daquelas pessoas e que também levaria fato e gravata como eu.

E fomos saindo do Cemitério. Cá fora, um grande aparato policial. Policias com capacetes. Iam berrando ordens de dispersar com ar ameaçador para aqueles pacatos cidadãos e fizeram-nos seguir em pequenos grupos. Penso que nesse dia não houve agressões, mas nos anos seguintes assisti a algumas.

Regressei a casa a pensar naquilo tudo que tinha visto e ouvido. Almocei e durante a tarde, pela primeira vez, comprei o jornal A Republica. Sem ser essa a sua intenção, a minha Mãe abriu-me os horizontes para a Vida. A partir desse dia, comecei a por de parte o Mosquito, o Cavaleiro Andante, o Mundo de Aventuras, etc. e comecei a interessar-me pelo fenómeno político e social.

Para além do jornal A Republica, o vespertino mais diminuto em termos de paginas, bem crivadas pela Censura, passei a frequentar os alfarrabistas da zona do Carmo. Aos 14 anos descobri num deles o Pequeno Manual de Filosofia do Professor Vitorino de Magalhães Vilhena e assim por diante...

Obrigado Mãe pelo conselho inocente que me deste!

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