Loreena McKennitt - Dante's Prayer

terça-feira, agosto 30, 2005

Amizade e Camaradagem

Sempre considerei a Amizade e a Camaradagem, o bem mais precioso que o Ser Humano pode e deve cultivar.

Amizade e Camaradagem, sem quaisquer contrapartidas que não sejam as de sentir reciprocidade a quem nos devotamos de Corpo e Alma.

Dizem que o tempo nos ensina a criar anti-corpos contra quem não é merecedor da nossa entrega ou devoção. Mas, no que me diz respeito, penso que só em parte esta concepção funcionará. E é assim que nesta fase da Vida, ainda há coisas, não digo que me surpreendam, mas que provocam em mim um certo desencanto e até amargura.

É certo que a perfeição não existe, mas há atitudes, pensadas ou impensadas, que ultrapassam o limite da razoabilidade ou do bom senso.

Há quem se aproveite da nossa generosidade e lealdade, para no momento oportuno nos cravarem a tal punhalada traiçoeira ou nos façam digerir a sua cicuta disfarçada de precioso néctar.

Antes da Revolução de Abril dizia-se que os Amigos se revelavam quando alguém fosse preso ou hospitalizado. Essas duas situações aconteceram-me. A primeira, no tempo da ditadura. A segunda, por quatro vezes, desde 1995.

Dos Amigos que tinha em 1963, só um, que faço questão em referir o nome, Manuel Araújo, tentou visitar-me, apesar de não comungar da minha ideologia e de saber que tal atitude poderia acarretar-lhe muitos dissabores. Os restantes afastaram-se para sempre.

Quanto às minhas estadias hospitalares, para além da minha Família mais próxima, só a minha querida Filha espiritual, Elsa e, o estimado Carlos, seu marido, estiveram sempre presentes. Dos outros, “Amigos” ou Companheiros, nem um telefonema.

Desculpem-me estes desabafos. Vocês sempre me conheceram como um Ser combativo e fraterno. Nunca cruzei os braços e nunca o farei enquanto tiver uma réstia de lucidez. Mas sou um Ser Humano como qualquer um de vós. Não obstante a minha recusa de me limitar a passar só pela Vida, há momentos em que sinto necessidade do calor humano, que muitos de vocês me têm devotado.

Mas muitos outros, que tinham obrigação moral de o fazer, ficam quedos e mudos.

Uns certos “compagnons de route”...


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domingo, agosto 28, 2005

Pantanero

(Ao amigo Machado - "O Pantanero")

À PÁTRIA ONDE FORES TER...

À Pátria onde fores ter, vai confiante
Seguiste pela vida adiante
O caminho que leva à amizade
E a senda que te fez chegar, tão cedo
É senda ideal de paz sem medo
É caminho triunfal e de verdade…

À Pátria onde fores ter, levas bandeira
De amor repartido, de maneira
Que esse amor em ti é passaporte
E terás, vermelhos, à chegada
Os cravos da vitória mais sonhada
A liberdade plena, além da morte! …

Maria Mamede
(20/Agosto/2005)



Ao
PANTANERO
... com Amizade.



Foto tirada na "Noites de Poesia em Vermoim" em 5 de Novembro 2004

"Pantanero" partiu na tarde do dia 19 de Agosto de 2005.

Perdemos um amigo, um companheiro nas lutas do dia a dia em prol duma sociedade mais justa e mais fraterna, um entusiasta deste mundo da
Blogosfera.

Apareceu em algumas "Noites de Poesia de Vermoim" dando o seu contributo de alegria, animação e camaradagem.

"Pantanero" partiu... cabe a nós, seus amigos, fazer com que o seu espírito de luta, camaradagem e abnegação se transforme em semente germinada que dê frutos para a construção do Mundo sem barreiras e sem opressões que ele sempre sonhou.

Até sempre, Zé Machado.


(José Gomes)




É sempre dolorosa a partida de um Amigo, principalmente quando essa partida é efectuada de uma forma irreversível – o seu desaparecimento físico. Então, nada mais nos resta senão a presença da sua memória, honrando-a, continuando a nossa Luta que era a desse alguém de quem nos vimos privados da sua presença física.

Não conhecia pessoalmente o José Machado “
Pantanero”. Creio que nunca trocámos sequer correspondência através de e-mail ou qualquer outra forma de comunicação, assim como nunca nos cruzámos em alguma conversa on-line. Sei que mutuamente os links dos nossos Blogs estavam inseridos no Pantanero e no Fraternidade.

Aqueles/as que me conhecem, pessoalmente, ou da Blogosfera, sabem que nunca expressei qualquer tipo de dogmatismo inerente à minha formação ideológica. Sempre afirmei que as pessoas valem pela sua praxis quotidiana e não pelos valores ideológicos que dizem defender. Daí considerar gratificantes as Amizades cimentadas, independentemente das opções de cada um, respeitando-nos mutuamente, unidos no essencial, relegando para segundo plano o acessório das nossas convicções.

O nosso Amigo “Pantanero” partiu para “outras bandas” , legando-nos o exemplo da sua Luta durante a sua permanência “aqui”. O Zé Machado, não era uma figura mediática, mas tão e somente, um cidadão comum preocupado com o colectivo.

Daí que considere absolutamente lamentável o silêncio de quem tinha por dever, expressar algumas palavras, honrando a memória de um Companheiro que partiu.

Mas a Luta Continua, querido Amigo “em viagem”…

Pantanero, Presente!

Até Amanhã Companheiro




Nota: O Poema inicial deste "post", da autoria da Poetisa Maria Mamede, foi publicado no Blog do Amigo Pantanero pelos seus Familiares e Amigos.

O texto seguinte da autoria do Zé Gomes, foi publicado no Blog Chuviscos. Sugiro também a visita ao outro Blog do Zé Gomes Movimentum, onde este nosso Amigo presta também homenagem ao Companheiro Pantanero.

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quarta-feira, agosto 24, 2005

Estado da Justiça – Os Dados do Juiz


logotipo da Associação Sindical dos Juízes Portugueses


Há muito que me sentia tentado a escrever sobre o estado da Justiça neste cantinho lusitano. Tinha muito por onde “pegar”, mas um dos títulos de primeira página realçado no DN do passado dia 7 de Agosto, Juiz condena funcionária da PGR sem convicção, obriga-me a avançar com um primeiro texto acerca do estado da Justiça em Portugal.

Foi sem convicção que o juiz do Tribunal da Boa Hora condenou a quatro anos e seis meses de prisão a funcionária da Procuradoria-Geral da República (PGR) Teresa de Sousa, por corrupção, violação do segredo de justiça e tentativa de extorsão, num julgamento que terminou a 13 de Julho”.

Mas o que é isto? Então o meritíssimo Juiz profere uma sentença sem a convicção da natureza do seu acto?

E (este parece um episódio de uma novela mexicana, com o conteúdo e a forma habituais), o “magistrado confessa no acórdão que teria preferido jogar os dados da sorte e do azar a decidir com base nos factos provados, evocando o exemplo do juiz Bridoye, personagem criada pelo romancista francês François Rabelais”.

Exemplar. Bem sei que o meritíssimo Juiz entendeu (creio que não há Lei nenhuma que o impeça), fazer um jogo metafórico na produção do seu acórdão. Mas a decisão sobre a aplicação de uma pena condenatória de um presumível crime, seja ele de que natureza for, não está dependente do “par ou impar” ou do tal “lançamento de dados” como a personagem de François Rabelais.

Se o meritíssimo Juiz tinha duvidas e ficou com a consciência intranquila, certamente poderia ter evitado esta situação, com mecanismos (creio eu) que a Lei lhe confere.

"Seria ouro sobre azul se o tribunal pudesse, ao menos desta vez, fazer uso dos dados do juiz Bridoye, a carinhosa personagem do romance de Rabelais”.

Não me compete a mim, cidadão comum, aquilatar sobre a culpa ou a inocência da funcionária da Procuradoria-Geral da Republica. É para isso que existem os tribunais e os seus magistrados.

Presumo, que a produção ou a ocultação de provas se poderá fazer de muitas maneiras. Mas penso que o nosso Estado de Direito, tem várias entidades e mecanismos, para esclarecer, até a exaustão, a verdade dos factos passíveis de julgamento, de modo a que o Colectivo de Juízes e em última instancia o seu Presidente, possa decidir em consciência, evitando assim qualquer suspeita de nebulosidade sobre o funcionamento do nosso sistema judicial.

O futuro de um indivíduo não deve estar dependente de um lançamento de dados, mas de actos límpidos de quem tem por dever exercer a sua missão, em consciência e com toda a responsabilidade que a Sociedade deve exigir a todas as instâncias reguladoras das Instituições de um Estado de Direito.

In Voz das Beiras.

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quarta-feira, agosto 17, 2005

Os Esquilos de Yardley





Costumava visitar profissionalmente o National Exhibition Centre (NEC), situado nos arredores de Birmingham (UK), para assistir, talvez à mais importante Feira do Reino Unido, a International Spring Fair, que se realiza anualmente nos primeiros e gélidos dias de Fevereiro, a meio do rigoroso Inverno britânico.

Alojava-me na Central Guest House, em Yardley, uma pequena cidade ou pitoresca vila tradicional inglesa, a poucos quilómetros do centro de Birmingham. Michael e Marlene, um simpático e simples casal, são os seus proprietários.

Michael trabalhava como técnico de manutenção de ar condicionado, numa conhecida marca de viaturas alemã, a alguns quilómetros dali. Sem qualquer folga semanal. Penso que seria para amealhar algumas libras, para ir com a sua Marlene, visitar os quatro cantos do Mundo, durante as três semanas de férias anuais. Da última vez que lá estive, em 1998, tinham marcado férias para a Grécia.

A casa, uma moradia tradicional inglesa, com rés-do-chão e primeiro andar e uma meia dúzia de quartos, incluindo o do casal, como se poderá ver a sua frente no lado esquerdo da fotografia acima inserida, era e, penso que ainda será, bastante acolhedora. Muito bem concebida para o conforto dos seus utentes. A entrada, como se vê na foto, é como que uma antecâmara para quem chegue vindo do frio ou para quem saia na sua direcção. Após a passagem por esta dependência encontra-se a porta principal de acesso à moradia. Do lado direito o quarto do casal de proprietários. Em frente, uma simples mas acolhedora sala de estar, onde Marlene e Michael, fazem os seus longos serões, vendo televisão e degustando, a maioria das vezes, um adocicado vinho alemão e uns petiscos preparados por Michael. Sempre acompanhado pela doce Susie, uma simpática caniche negra.

No compartimento seguinte, de igual modo muito simples, situa-se a sala onde os hóspedes tomam o tradicional “english breakfast”. Esta divisão da casa tem portas envidraçadas, que dão acesso a um jardim com algumas árvores, plantas e relva bem cuidada. Como usual nas moradias britânicas, no jardim, por entre as arvores, estão presos uns cabos e nos troncos alguns recipientes com alimento e água para os engraçados esquilos e demais bicharada.

Junto da porta de entrada do “breakfast room” uma minúscula cozinha onde o casal confecciona as suas refeições e prepara os pequenos-almoços para os hóspedes. Ao lado da pequena cozinha, uma escada estreita em “caracol” que dá acesso ao primeiro andar. Cinco quartos para os hospedes. Os quartos são amplos e acolhedores. Muito bem cuidados e duma limpeza irrepreensível. As vidraças duplas das janelas estão sempre brilhantes. Cheguei a ficar no do lado esquerdo como se vê na imagem, situado na frente da casa, de onde se avista a movimentada Conventry Road. Outras vezes ficava noutro do lado oposto, com janelas para as traseiras, de onde se vê o quintal e as brincadeiras dos esquilos e, mais adiante, o pequeno cemitério de Yardley.

O contrato era alojamento e pequeno-almoço e quanto substancial ele era. O Michael quando regressava ou antes de ir para a fabrica ajudava bastante a Marlene. Ao pequeno-almoço empanturravam-me, é o termo, mas desta última vez, agradeci e recusei aquele autentico banquete matinal por causa dos meus problemas cardio-respiratorios.

Mas à noite, quando regressava do NEC, não resistia. Ia para o meu quarto, organizava os meus catálogos e descansava um pouco. A maior parte das vezes adormecia. O Michael ou a Marlene, gritavam cá de baixo “Fernando!”. Tomava um duche rápido e descia. Era o costume. Eles nunca me permitiram que fosse comer fora. Ia para a sala de estar. A Susie vinha logo postar-se no meu colo. Daí a pouco, entrava o Michael com uma garrafa de vinho gelado alemão e um tabuleiro com pratos contendo os petiscos que ele tinha preparado. Adeus dieta! Era comer, beber, conversar, até ficarmos com a voz empastelada pela bebida e só depois íamos descansar.

Num desses fins de tarde, depois de organizada a papelada trazida da Feira, estando no quarto das traseiras, postei-me à janela, já com o lusco-fusco a inundar Yardley observando o bucólico nocturno do local. O meu olhar deteve-se em dois pequenos seres que se movimentavam graciosamente. Era um casal de esquilos. Embevecido, observei as doces carícias trocadas entre eles e as suas corridinhas sobre os cabos, cauda garbosamente erguida, como um belo estandarte.

Lancelot e Guinevere. Baptizei-os de imediato. Despedi-me silenciosamente daquele casal de amantes e estiracei-me sobre a cama.



Se tem interesse em saber como termina este conto, clique aqui.

E... Se considerar que o deve fazer, no final, feche a janela do link e comente.

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sábado, agosto 13, 2005

Um Ano e um Mês na Blogosfera


stars

Treze meses. Dia 13 (é sempre a dia 13). O dia das minhas amigas Fatinhas. Uma, a Bela Amita, vive no Porto e tem por companhia o maravilhoso Douro, certamente, aliado ao seu grande talento, fonte inspiradora para os Belos poemas com que nos brinda nos seus dois Blogs Branco e Preto (Sapo e Blogspot). A outra, uma Amiga muito Especial, com quem tenho o privilegio de privar amiúde, devido à proximidade geográfica, sendo imbuído pelo perfume emanado pelo seu doce olhar, tem a proximidade do Tejo e o Fernando sempre a chateá-la por causa da Ilha Encantada que a ajudou a construir e a Doce Fatinha cá da minha zona não ata nem desata. Qualquer dia a retro-escavadora que eu lhe arranjei fica gripada…

Hoje o Fraternidade completa 13 meses, mas este vosso Companheiro e Amigo, decidiu não falar do Blog. Já falei das minhas duas queridas Fatimas e agora vou falar de outras Amigas muito especiais: A Mitsou e a Trintapermanente.

Estas duas meninas fizeram ontem, dia 12, anos (não digo quantos). Sugiro que vão lá deixar as vossas prendinhas virtuais e, já agora, aproveitem as
receitas do nosso Amigo Eduardo do Bloguices.

Para a querida Cinda e para a doce Pat os meus desejos para que consigam realizar os seus Sonhos ou pelo menos uma força enorme para lutar por eles.

E como Blogues há muitos e a Cinda e a Pat, são Amigas do peito, acabo este “post” dedicando-lhes um Poema do grande Eric Clapton, com a respectiva musica, fazendo votos para que a oiçam nas devidas condições.


Wonderful Tonight
by Eric Clapton

It's late in the evening; she's wondering what clothes to wear.She puts on her make-up and brushes her long blonde hair.And then she asks me, "Do I look all right?"And I say, "Yes, you look wonderful tonight."

We go to a party and everyone turns to seeThis beautiful lady that's walking around with me.And then she asks me, "Do you feel all right?"And I say, "Yes, I feel wonderful tonight."

I feel wonderful because I seeThe love light in your eyes.And the wonder of it allIs that you just don't realize how much I love you.

It's time to go home now and I've got an aching head,So I give her the car keys and she helps me to bed.And then I tell her, as I turn out the light,I say, "My darling, you were wonderful tonight.Oh my darling, you were wonderful tonight."


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quarta-feira, agosto 10, 2005

Mensagem para Viviene


Querida Viviene,

Hoje decidi expressar-te o que me vai na Alma. Revelar-te o que este teu velho Companheiro, de percursos, quantas vezes enviesados pelos labirintos da Vida, de há muito vem sentindo, tendo por companhia a solidão da minha Utopia de transformar esta Terra num aprazível Éden onde o Amor e o Companheirismo fossem sublimados entre todos os seres que por aqui permanecem.

Tive momentos de grande Felicidade, como aqueles em que consegui sentar ao redor daquela enorme mesa, dezenas, centenas, de Cavaleiros, que durante muito tempo permaneceram de costas voltadas, derramando inutilmente o Sagrado Sangue Fraterno.

Deleitava-me com os olhos brilhantes do meu querido e amado Pupilo, em animadas, por vezes acaloradas conversas, com os seus Cavaleiros. Lancelot, sempre fiel ao seu grande Amigo Arthur sentava-se sempre a seu lado.

Foram tempos em que estivemos muito próximos de alcançar a Utopia. A concepção da grande Mesa, obrigava aqueles homens a olharem-se olhos nos olhos, sem hierarquias entre eles, tratando respeitosamente, mas de igual para igual, o seu querido Arthur.

Tão inebriado fiquei, com o sabor daqueles momentos fraternos, que não fui capaz de discernir os maus tempos vindouros que se aproximavam. A pouco e pouco, os Amigos foram quebrando os seus laços e seguiram outras rotas.

Só então este teu velho Companheiro, acordou do torpor que lhe tinha invadido o Corpo e a Alma. Não, ainda não estava tudo perdido. Ainda era possível juntar de novo os Irmãos desavindos. Ainda era possível caminhar juntos ao encontro da Utopia.

Continuei a Lutar pela convicção dos meus Sonhos, ainda que o Verão estivesse quase a atingir o seu Ocaso e o Outono se aproximasse em largas passadas.

Consegui ainda algumas vitórias. Mas o sabor amargo dos ponteiros do tempo a rodarem em sentido inverso, a pouco e pouco, foi toldando de negras nuvens a doçura do meu Sonho.

De quando em vez cruzávamos os nossos caminhos. E este Ser que sempre conheceste forte e combativo, ao penetrar no brilho dos teus belos olhos, ficava completamente envolvido com o seráfico odor emanado pela tua íris.

Abandonava-me em Ti como um pássaro de asas feridas suplicando-te o bálsamo do teu Amor para as sarar.

Conhecedora da minha vulnerabilidade perante Ti, tocavas-me ao de leve, acariciando-me a barba salpicada de prata e beijando-me suavemente.

Aprisionaste-me, após teres apropriado os meus mais íntimos segredos, que eu perante o delírio em que me envolvias te revelava.

Mas sabes uma coisa querida Viviene? Este velho tonto não se arrepende de nada. Tudo o que fiz, mesmo os erros que cometi foi por Amor aos meus Irmãos de Jornada. Àqueles que eu pretendia que caminhassem comigo em direcção à Utopia.

E aqui estou, já ultrapassado o Solstício do Outono, atravessando mais um momento de dúvidas e desencantos. Com o Corpo acusando cansaço e o Espírito envolvido por catadupas nebulosas que toldam o meu Eu, tal como os cristais embaciados através dos quais só conseguimos ver ténues luzes difusas, projectando sombras desconexas que nos barram o Caminho.

Só. Com o turbilhão das ondas da incerteza, que cada vez com mais frequência afoga o meu Âmago e me dificulta o respirar do pulsar da Vida.

Mas não te preocupes em demasia com este teu velho Companheiro. O Outono prossegue o seu Caminho. Estou certo que ultrapassarei o Solstício de Inverno, afastando as ondas que me submergem.

É possível, que um dia destes te diga que renovei forças para prosseguir a minha jornada rumo à Utopia dos meus Sonhos e, se quiseres, caminharás ao meu lado.

Merlin

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domingo, agosto 07, 2005

Lendas Arturianas

CELTIC PRINCESS

Coming from Dover, now sitting in Paris,
got to find a way to get home.
No cigarettes, just this bottle of gin
and those Pakistanis gave us some food.
That’s where we met on a railway-station
and a train will bring us home.
That’s where we met, my Celtic princess and me,
but I’ve got to go home Celtic princess.


Ref.:
Celtic princess, Celtic princess,
Celtic princess stay with me
Celtic princess, Celtic princess,
Celtic princess let it be (rep.)


I remember the sound of the rolling train,
as we rolled the rails in the pooring rain,
and in the dark of the night,
I’ve seen the light in your eyes,
that I’ll never forget my Celtic princess.


Ref.
Weary hair, an fucked up trench coat,
broken nails and dust in her throat,
we were feeling like the last of Camelot, living a dream no
one would understand but


Ref.
It doesn’t matter how long love
takes, me and you forever in our minds.
Well I don’t know your way and you don’t know mine, but
in the end
we’ll meet again my Celtic princess.



Para começar a semana, oiçam e leiam o Poema "Celtic Princess". Depois, se quiserem dar uma vista de olhos, visitem as paginas que eu me entretive a fazer.

A primeira versão estava alojada no Terravista. Mas este servidor acabou com as “borlas” e eu por distracção, fiquei sem essas páginas. Felizmente, tinha guardado no meu PC a tradução que a Elsa tinha feito em 1999 e a partir daí construí novas paginas.

Quero esclarecer que escolhi cinco das principais figuras Arturianas, muito embora houvesse outras de relevo que eu poderia de igual modo ter inserido, tais como Viviane, Galahad, Percival, Mordred, etc.

A minha atracção pelo mito Arturiano tem sido evidente ao longo de alguns textos aqui publicados e não é por acaso que o meu url começa por lusomerlin...

Mas fico-me por aqui. Talvez mais tarde volte ao assunto.

Agora se quiserem é só clicar na imagem:



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sexta-feira, agosto 05, 2005

As Rosas de Hiroxima e Nagasaki



Seis de Agosto de 1945. Nove de Agosto de 1945.

“Uma única bomba atómica foi lançada por um avião norte-americano sobre a cidade japonesa de Hiroxima. Numa fracção de segundo, dos 250 mil habitantes da cidade, cerca de 100 mil haviam morrido, ou estavam moribundas. Num raio de dois quilómetros do centro da explosão, tudo foi destruído. Para os sobreviventes, cem mil dos quais com ferimentos resultantes da explosão e muitos desde já condenados à morte pelas doses de radiação sofridas, o que se seguiu foi um autêntico Inferno (descrito de forma terrivelmente eficaz pelo jornalista John Hersey, numa reportagem para a revista New Yorker, mais tarde publicada em forma de livro). Três dias após Hiroxima, a cidade de Nagasaqui era igualmente vítima do terror nuclear. O número total de mortos de ambas as explosões ascendeu a mais de 200 mil. Ainda hoje, meio século volvido, mais de 300 mil pessoas sofrem os efeitos da radiação.

As bombas atómicas de Hiroxima e Nagasaqui constituem um dos crimes maiores da História da Humanidade. Mas nunca os seus autores americanos pediram desculpas ou se arrependeram dos seus actos. A mitologia oficial norte-americana sempre justificou esta barbaridade alegando que as armas atómicas eram necessárias para forçar o Japão à rendição e para poupar as vidas de soldados americanos. E desculpa-se com os crimes do Império militarista japonês na sua guerra de agressão na Ásia. Que as explosões nucleares fossem necessárias para pôr fim à Guerra é desmentido pela insuspeita opinião de Churchill, que na sua história da Segunda Guerra Mundial afirma: "seria errado supôr que o destino do Japão foi decidido pela bomba atómica. A sua derrota era já certa antes da primeira bomba cair". Convém relembrar que a guerra na Europa havia terminado três meses antes, com a derrota da Alemanha Nazi, e que as forças armadas japonesas estavam já em recuo generalizado. Alguns milhares de soldados americanos terão sido poupados. Mas, em contrapartida, centenas de milhar de civis japoneses perderam a vida. As bombas nucleares foram lançadas sobre cidades, não sobre alvos militares. Quem pagou pelos crimes do fascismo japonês foi o povo do Japão. O então Imperador Hirohito, pai do actual Imperador japonês, nem sequer perdeu o trono. As tropas de ocupação americanas que governaram directamente o Japão nos primeiros tempos do pós-guerra, e que escreveram mesmo a nova Constituição do país, garantiram-lhe o lugar.


As verdadeiras razões do crime atómico não residem tanto na Segunda Guerra Mundial, que entrara já na sua fase conclusiva, quanto na nova ordem mundial do pós-guerra e na Guerra-fria que norte-americanos e ingleses estavam já a preparar. Numa colectânea recente de textos históricos sobre o caso – Hiroshima’s Shadow, Pamphleteer’s Press, citada pela revista norte-americana The Nation – o General Leslie Groves, chefe do Projecto Manhattan (o Projecto norte-americano de concepção e fabrico das primeiras bombas atómicas) confirma esta tese, afirmando: "O verdadeiro objectivo da construção da bomba era o de subjugar os Soviéticos". Daí a "necessidade" de uma utilização "exemplar" da arma atómica, que mostrasse a todo o mundo o terrível potencial destrutivo de que os EUA eram (então) os únicos a dispor. O povo japonês seria uma mera cobaia destes desígnios imperiais.


Importa não esquecer Hiroxima e Nagasaqui. Por respeito para com as vítimas, e para assegurar que nunca mais o ser humano volte a viver o pesadelo das armas nucleares. Os últimos meses (1998) desmentiram claramente a tese de que a "queda do Muro" haveria de pôr fim ao pesadelo nuclear. Os muito publicitados ensaios nucleares da França, China, Índia e Paquistão, os quase silenciados "ensaios sub-críticos" de norte-americanos e russos (que mereceram protestos veementes do Presidente da Câmara de Hiroxima, ignorados pela comunicação social mundial), a denúncia pelo Ministro da Defesa grego de que a Turquia está a construir armas nucleares (France Presse, 23.7.98), a conhecida – mas ignorada pelo amigo americano – posse de armas nucleares por Israel, o programa secreto do governo dos EUA para a construção duma nova geração de armas nucleares (The Guardian Weekly, 24.8.97) são tudo factos que confirmam que o perigo nuclear está na ordem do dia e que a luta contra as armas nucleares tem de tornar-se de novo uma prioridade dos povos do mundo. —
Jorge Cadima


Todas as formas de terrorismo devem ser condenadas. Já neste século, em Nova York, Madrid, Londres, etc., morreram milhares de pessoas inocentes, vítimas de ataques sanguinários e cobardes. No meu extenso artigo,
Sementes de Violência, aqui publicado no passado dia 5 de Julho, tentei, através de alguns exemplos históricos, demonstrar as causas que estão na génese de actos violentos.

Existem os executores e os mandantes de tais actos. As mãos que lançaram as bombas sobre Hiroxima e Nagasaki, foram guiadas por gente de muita responsabilidade no seu país e perante a Humanidade. Os mandantes ou mentores de semelhantes crimes devem ser julgados e condenados pelos seus actos. A maioria dos responsáveis por acções criminosas na década de 40 do passado século já faleceu, impunemente, sem que tenham sido julgados pelos seus actos.

Mas a Historia repete-se. E as grandes potências, com especial destaque para os Estados Unidos da América, continuam a cometer crimes de vária ordem contra a Humanidade e de igual modo, impunemente.

Se os chefes terroristas possuem meios logísticos, eles foram colocados à sua disposição pelos “senhores do Mundo”, repito, com um grande destaque pelos USA. Uma Nação que produziu John Steinbeck, William Faulkner, Ernest Hemingway e tantos outros valores, também tem gerado autênticos monstros. Seres desprezíveis, responsáveis pelo genocídio de milhões de Seres Humanos. Não são só os USA? Pois não, mas estes há muito que se assumiram como o pináculo da pirâmide do eixo do mal.

Quantas Hiroximas e Nagasakis estarão para acontecer? Até quando a maioria dos Seres Humanos vão permitir que um punhado de algozes da Humanidade a conduza à sua destruição?

Curvemo-nos perante as Rosas de Hiroxima e Nagasaki. Lembremo-nos das bombas de napalm lançadas sobre o Vietname e tantos outros lugares do globo.

Só cumpriremos a nossa missão de “pessoas de bem” quando dermos a nossa quota-parte para que as Rosas retornem ao Vermelho da sua pureza, impedindo a negrura do sangue imposto pelos algozes da Humanidade.


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terça-feira, agosto 02, 2005

Eu e a Blogosfera


Há um ano, mais precisamente em 13 de Julho de 2004, coloquei o meu primeiro texto (não gosto de utilizar o termo post) no meu recém-criado Blog, o Fraternidade
.

Decidi iniciar a minha incursão pela Blogosfera com um texto intitulado Valsa nas Brumas . Quatro páginas em A4, completas onde relato os dias dramáticos vividos há 10 anos atrás, quando em 2 de Julho de 1995 fui acometido por um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Passados dois ou três anos cruzei-me com o José Cardoso Pires, em Lisboa, no ISPA – Instituto Superior de Psicologia Aplicada (*), que tinha igualmente sofrido um AVC e onde o saudoso escritor foi fazer uma conferência sobre a sua Valsa Lenta, obra onde descreve a sua dramática experiência. No ano seguinte faleceu.

Não iniciei de ânimo leve a minha incursão na Blogosfera, pois já estava habituado a escrever textos em prosa e poesia, no meu site, “mais ou menos comercial”, todo planeado e executado por mim e onde, a par da divulgação de peças coleccionáveis, importadas do Reino Unido para distribuição em Portugal, inseria textos sobre figuras da mitologia celta, tais como: O Rei Artur, a Rainha Guinevere, Sir Lancelot, Merlin, Morgana, etc., etc., além de alguns poemas de minha autoria, links para ficheiros de música e assim por diante. Além da minha colaboração pontual no jornal Noticias da Amadora desde antes do 25 de Abril.

Planeei o meu Blog como um espaço de diálogo e de partilha. Não o querendo essencialmente político, mas sempre recusando uma postura apolítica. Os dramas do quotidiano, tendo a preocupação de não os empolar e transforma-los, como já diziam os nossos ancestrais, em romances de “faca e alguidar”. Revelações de experiências pessoais, fruto da vivência de seis décadas. Enfim, sempre fui um observador atento e interventivo de tudo quanto me rodeia e como tal, sempre que considero que o devo fazer, intervenho, através da escrita (e não só), em tudo o que nos afecta, tanto a nível nacional como internacional.

Também não foi por acaso que baptizei de Fraternidade o nome do meu Blog. A trilogia Liberdade, Igualdade e Fraternidade, sempre foram valores muito queridos para mim. Valores esses que sempre considerei pertença de todo o Ser Humano. Repudiando a sua assumpção por grupos compostos por “elites Iluminadas”.

Apesar de só estar há doze meses na Blogosfera, este período de tempo deu-me para apreender um pouco do que se passa neste meio de comunicação on-line. Há de tudo “como na Farmácia”:

- Pessoas que se limitam (o que aliás considero positivo) a transcreverem Poemas e excertos em prosa, de conhecidos Poetas e Escritores. A algumas destas pessoas, tenho-as incentivado a tentarem produzir os seus próprios poemas ou textos em prosa.

- Há quem se limite a inserir aquelas imagens, por vezes de gosto duvidoso, que diariamente atulham as nossas caixas de correio electrónico.

- Outros ou outras, enveredam pelo erotismo, o que não é grave, antes pelo contrário, pois cada um pode exprimir pela Arte das Palavras, as suas emoções, sem descambar na ordinarice gratuita.

- Existe um número significativo de pessoas que utilizam a Blogosfera como um escape para a solidão das suas angústias e os seus desencantos, o que muitas vezes, ao invés suscitar da parte de quem lê sentimentos solidários, é motivo de chacota ou de comentários soezes e, o que é mais grave, na maioria dos casos, cobardemente anónimos.

- Também podemos encontrar uma grande profusão de blogues de opinião. Esquerda, Centro, Direita ou “assim, assim”. Bem como um certo número de paginas de inspiração nazi-fascista.

- Aqueles a quem eu classifico de deserdados ou órfãos políticos (não são tão poucos como isso) debitam, a maior parte deles diariamente, textos em profusão de palavras envenenadas pelo fel ressabiado, muitas vezes ditado por sentimentos de culpa ou pura e simplesmente, resultado do seu mau carácter ou desonestidade intelectual.

Poetas, escritores anónimos ou desconhecidos, temas como arte, cinema, teatro, etc., etc. já fazem parte da temática de muitos Blogues.

A Blogosfera é um meio muito importante de comunicar. Debatermos ideias com frontalidade, fazendo pleno uso da Liberdade que muitos de nós ajudámos a reconquistar e de que muitos ainda mantêm acesa a chama da sua preservação, é obrigação de todas as pessoas honestas.

Utilizar-se a Blogosfera para atitudes de libertinagem, ataques pessoais, directos, ou, o que é ainda mais grave, sub-repticiamente, com atoardas decrépitas ou reveladoras de uma senilidade precoce, são, não só reprováveis, como altamente condenáveis.

Tentemos utilizar este meio que temos à nossa disposição, com toda a nossa honestidade, diálogo, sem unanimismos, confronto directo de ideias, próprio de espíritos fraternos.

Para terminar, caros leitores, uma pergunta e uma sugestão: Já construiu o seu Blog? Se não o fez, pense em faze-lo. Eu ajudarei no que puder.

In Voz das Beiras.



(*) Nota: No texto original enviado para o jornal Voz das Beiras, em vez de ter escrito: Instituto Superior de Psicologia Aplicada, escrevi: Instituto Português de Psicologia Aplicada.

Por este lamentável lapso apresento as minhas desculpas aos leitores do Jornal e ao seu Director e meu Prezado Amigo, José Pinto Correia.


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segunda-feira, agosto 01, 2005

Burbujas de Amor



Neste final de domingo, com o cérebro em ebulição, ouvi na emissora de rádio que normalmente sintonizo, o Juan Luís Guerra e as suas “Burbujas de Amor”. Musica pimba? Talvez. Mas eu, que até nem gosto de música pimba, aprecio ouvir este tema de vez em quando. Não compraria o CD, mas naquela emissora, quando vou a conduzir, até me é aprazível ouvir o Juan Luís Guerra, misturado com os Pink Floyd, Queen, Patxi Andion, Luís Represas, and so on…

A douta Irmandade que dirige os destinos da Gulbenkian decidiu dar mais uma machada no depauperado panorama cultural nacional. Assassinaram o Ballet Gulbenkian, mas os seus componentes saem de cabeça bem erguida e certamente não cruzarão os braços perante a Arte que abraçaram. O acto da dita Irmandade, quanto a mim, só tem uma classificação: CRIME! E os crimes devem ser passíveis de julgamento.

O que é que o segundo parágrafo tem a ver com o primeiro? Para mim tudo. É o resultado da saturação que por vezes me invade em relação ao meio que nos envolve, pleno de salteadores de colarinho branco, inimputáveis perante a classe dirigente que nos governa e que compactua com semelhante gentalha. Como tal, de quando em vez, uma canção leve provoca em mim um efeito relaxante. O de serenar um pouco a minha revolta.

Tenham uma boa semana.

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