Loreena McKennitt - Dante's Prayer

sexta-feira, julho 29, 2005

As Fotos de Ognid


Imagem de Ognid

Para este fim-de-semana decidi apresentar-vos uma composição minha, inspirada na Arte de bem fotografar do nosso querido Amigo Ognid.

Ele enviou-me mais de 100 imagens captadas durante o nosso encontro no passado dia 16. A sua quase totalidade está inserida num site que demorou umas boas horas a compor. Vocês farão o favor de me dar a vossa opinião.

Bem Hajas Ognid !



Clicar sobre a imagem para aceder ao link

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terça-feira, julho 26, 2005

Vou ser "tri" Avô



A Elsa e o Carlos



Quinta da Regaleira - Sintra
A Elsa no exterior e o Carlos no poço "iniciático"


Minhas queridas Amigas e meus queridos Amigos, há umas horas atrás, a Elsa, a minha querida Filha espiritual, disse-me que o bébé que está germinando no seu ventre é um rapaz. No caso de não terem lido, sugiro que leiam os comentários do texto anterior.

Vou ser avô pela terceira vez. Um “tri” Avô. Mais um rapaz a juntar ao André Alexandre (10 anos) e ao Daniel Alexandre (que completa 6 em Agosto), filhos da minha querida Sandra Paula.

Estou todo babado. A minha querida Elsa e o meu querido Carlos, depois de cerca de quinze anos de casamento, vão finalmente ver realizado o seu sonho nos finais do mês de Dezembro.

A fisiologia tem destas coisas. Nós acompanhámos a ansiedade e muitas vezes o desencanto, da nossa querida Elsa. Sempre a acarinhámos e demos-lhe palavras de Esperança e incentivo para continuar a sua Luta.

Quando no passado mês de Maio, o Carlos lançou o seu trabalho sobre os
Joy Division, nós já sabíamos da “Boa Nova”. Nesta segunda-feira, dia 25, pelo final da tarde, vim a saber do sexo do bébé.

Depois da Festa que foi o nosso encontro no passado dia 16, em que muitos de vocês estiveram presentes e a vós estou grato pelo calor humano que lhe imprimiram, com esta revelação da minha querida Elsa, sinto-me invadido por uma enorme Felicidade e convosco quero compartilha-la.

Viver e Lutar merece sempre a pena!



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segunda-feira, julho 25, 2005

Nova Imagem

Como não estou com inspiração para escrever e enquanto ela não chega, deu-me para tentar dar um novo visual ao Blog.

Gostam?

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quarta-feira, julho 20, 2005

Os Girassóis e a Grande Reportagem



Autor: Quim Nogueira


O passado sábado, dia 16, foi um dia bastante importante para mim.

Próximo às 17 horas, conforme estava combinado, recebo uma chamada no telemóvel da Amita (Fátima), a avisar-me que tinham acabado de entrar na CREL. Eram os Amigos que vinham da região do Porto, conduzidos pela Menina Marota (Otília). Para além destas duas Amigas, vinha o simpatiquíssimo casal Zé Gomes e Milú.

Eu tinha-lhes reservado os quartos num Hotel aqui da Zona. Enfiei-me no meu automóvel e fui postar-me à espera deles após as portagens de Queluz. Nem cinco minutos eram passados, quando recebo ou fiz novo telefonema (já não me lembro) e a Amita disse-me que estavam a passar as portagens. O meu carro encontrava-se totalmente encostado à direita (às vezes lá tem de ser…) e disse-lhe que estava com o colete reflector dependurado fora do carro. Mal acabei de dizer isto, já a viatura transportando quatro fragrâncias do Norte (embora a Marota seja uma pára-quedista lisboeta que ilumina Gaia), se postou atrás de mim. E lá fomos nós rumo ao Hotel.

Uns três ou quatro minutos depois estávamos lá. Beijos e abraços. Check-in na Recepção. Sentei-me num sofá e esperei que se refrescassem e mudassem de roupa. Depois seguiram-me até ao local da concentração, a esplanada do Via Roma, aqui em Carnaxide, onde já se encontravam alguns Amigos.

A gerente do Café estava avisada. Tínhamos duas filas de mesas reservadas para nós. Pedi aos Amigos que já lá estavam, mas noutras mesas, para se mudarem o local reservado. O pessoal da blogosfera foi chegando. Eu ia distribuindo os identificadores, os designados “badges ou crachás”. O António Dias destacava-se dos/as restantes Amigos/as, por ser um “homem de peso”. Foi o primeiro a avisar-me para o telemóvel, que já tinha chegado. Alto, massa muscular qb, um bigode bem cuidado e uma brilhante “mona lisa”.

Os/as Amigos/as, continuavam a chegar. Surge então o Augusto do Klepsidra, com a esposa, Teresa (Stillforty) e a filha, Patrícia (Trintapermanente), a quem eu carinhosamente chamo “Pat”.

Foi um momento de grande emoção para mim. A Pat transportava um lindo ramo de girassóis. Dirigiu-se-me e ofertou-mos. Abracei aquela Menina Linda, com um girassol graciosamente colocado nos seus longos cabelos e dei-lhe conta do que estava sentindo.

Tenho uma filha da idade da Patrícia, a minha querida Sandra Paula e tenho outra “filha espiritual”, a Elsa, de quem eu falo no texto anterior. O Augusto e a Teresa não vão certamente importar-se de eu adoptar uma segunda “filha espiritual”, a Sua.

Pat, querida Filha, a Vida é feita de “pequenos nadas” e este teu Amigo, tão frontal e combativo, cada vez aprimora mais as suas emoções, não obstante, ou talvez por isso mesmo, a fase Outonal em que se encontra. Foram só umas flores? Pois foram. Transportadas por ti, a quem eu estimo muito e por quem nutro um enorme carinho apesar de te conhecer há pouco tempo. Toldaste-me os olhos de Felicidade com o perfume dos girassóis emanados de Ti própria.

Muito obrigado, “Querida Filha”!

O que escrevi atrás, foi aquilo que eu classifico de “palavras intimistas”. Mas eu tinha que as partilhar com vocês.

Quero expressar aqui o meu enorme reconhecimento e gratidão, pela valiosa colaboração que prestaram, aos seguintes Amigos e Amigas:

- Ao António Dias, o tal “homem de peso” que animou, como só ele o sabe fazer, como homem da Rádio que é, o nosso convívio, imprimindo-lhe a energia da sua clara e potente voz.

- Ao Viktor do BonaMusica, que trouxe das Caldas da Rainha, a sua aparelhagem, que animou o nosso Jantar e as “performances” da Marta Caldeira (Blimunda) no Bar do Restaurante.

- À Marta Caldeira, uma Mulher possuidora de um enorme talento, que mesmo em condições menos apropriadas, consegue sempre brilhar com o seu magnificente trabalho de Arte de Talma.

- À Fatinha, nome carinhoso que eu chamo à Fátima (Amita) pelo trabalhão que teve, na tarefa que eu lhe pedi para fazer: receber a “massa” do Jantar.

- À Milú pela quase centena de fotos que captou do evento e que há dois dias o Zé Gomes esteve pacientemente a enviar-me por e-mail.

- Ao Zé Gomes, o dinamizador das noites de Poesia, no Norte, que para além de ter ajudado a Fátima na recolha e controlo do dinheiro, se disponibilizou para fazer uma magnifica e bem-humorada reportagem de que vos sugiro, “obrigatoriamente”, a sua leitura.

Quero também agradecer a todos/as os/as Amigos/as, que colocaram nos seus blogues simpáticos textos referindo o nosso animado encontro.

Para finalizar, quero informar que tenho dezenas de fotos, principalmente captadas pela Milú, que eu irei inserir numa página extra blog, no meu servidor português. Logo que tenha acabado esse trabalho e colocado on-line, avisarei por e-mail e também o referirei em lugar de destaque neste Blog.

Agora, minhas queridas Amigas e meus queridos Amigos, vou deixa-los em paz e sossego para lerem e ficarem bem dispostos com a:

Grande Reportagem do Zé Gomes

I ANIVERSARIO DO FRATERNIDADE


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segunda-feira, julho 18, 2005

A Ética e a Blogosfera

A minha intervenção no Jantar do 1º aniversario deste Blog:

Minhas Queridas Amigas, meus Queridos Amigos

Hoje, é um daqueles dias em que sinto, apesar de todas as circunstâncias que afectam o nosso quotidiano, ter merecido a pena de não me limitar a passar pela Vida.

Ao sentir-me rodeado de todos vocês, escribas ou leitores interventivos da Blogosfera, com todos os laços de Amizade e Fraternidade, que se foram estreitando ao longo destes doze meses de existência do meu Blog, continuo a pensar que vale a pena prosseguir a nossa Luta no sentido de cada um, dar a sua quota-parte para a construção de uma sociedade mais justa, onde todos tenham as mesmas oportunidades e o direito de poderem exercer, com toda a nossa querida Liberdade, as suas capacidades, ao serviço de toda a comunidade, contribuindo assim para a dignificação do Ser Humano.

O fenómeno do surgimento e posterior proliferação de Blogues teve como consequência o despertar de muitas mentes adormecidas, a revelação de muita gente talentosa e, o mais importante, na minha modesta opinião, a motivação para uma intervenção activa nos problemas que nos envolvem. De repente, aquilo que só encontrávamos nos meios de comunicação social, começou a estar inserto nos monitores das nossas casas, fruto do empenho e da revelação de muita gente nas mais diversas áreas: Política, Crónicas do nosso quotidiano, o despontar de novos e talentosos novelistas, de grandes Poetas, a partilha de emoções e estados de Alma, etc., etc.

É evidente que nem todos os utilizadores da Blogosfera, têm este espírito de partilha e Fraternidade. Infelizmente, prolifera por aí muita gentalha sem escrúpulos que, aproveitando-se da oportunidade da construção de uma página pessoal, têm o ensejo de revelar toda a sua ignomínia, boçalidade, libertinagem e de vomitar o ódio e o fel que os caracterizam. Pelo que tenho constatado e decerto que vocês também, este tipo de gentinha, abrange todas as faixas etárias.

Muita desta gente, aproveita-se das fragilidades emocionais e estados de Alma, revelados por algumas pessoas através da sua escrita. E a coberto do anonimato cobarde, vomitam comentários soezes, agravando assim os estados depressivos de quem precisa de uma mão Amiga que pouse no seu ombro e lhes diga: “Estou aqui para te ajudar” !

Queiram desculpar-me a frontalidade, mas como vocês sabem, eu sou uma pessoa muito fraterna e amistosa, mas, de igual modo, não contemplativo com os tartufos que pululam por aí. Este meu desabafo ou grito de revolta, não resulta de qualquer facto passado comigo, mas de alguns casos de que eu tenho tido conhecimento, e que me indignaram.

De igual modo, anda por aí uma certa “fauna” de escribas, na generalidade muito bem instalados na Vida, a maior parte deles, gozando de douradas reformas, que, talvez devido ao seu adiantado estado de senilidade ou à sua diarreia intelectual, se entretêm, com provocações torpes, a maioria das vezes, indirectamente, através do seu arrazoado diário de textos em profusão, reveladores do seu fel, talvez provocado pelos seus sentimentos de culpa.

Sempre defendi a Liberdade e sempre tenho apelado à unidade no essencial, colocando de parte o acessório que eventualmente nos possa dividir, apelando a todas as “pessoas de bem” para que unam as mãos na defesa da dignidade humana. Isto será possível, independentemente dos valores ideológicos de cada um.

Não avalio as pessoas pelas concepções que dizem defender, mas pela sua praxis no quotidiano.

Algumas Amigas e alguns Amigos, por vezes manifestam-me o seu desencanto por situações como aquelas que referi. Alguns desistem dos seus blogues ou colocam-nos em “banho-maria”, outros optam por encerrar os seus sistemas de comentários. A todos tenho dito que qualquer destas opções não é solução. Pelo contrário, tenho-os incentivado a irem em frente, ignorando as provocações e a prosseguirem na sua Caminhada.

Na Blogosfera, como em tudo na Vida, todos temos o dever de pautar o nosso comportamento pela Ética, respeitando os outros para que estes nos respeitem. Combatermos pela Liberdade e repudiar a libertinagem. É evidente que esta mensagem só encontrará eco nas gentes bem formadas, as designadas “pessoas de bem”.

Portanto, queridas Amigas e queridos Amigos, nunca desistam. Continuem a partilhar os vossos Poemas, as vossas crónicas; as vossas opiniões; as vossas emoções; os vossos encantos e desencantos. Enfim, prossigam o vosso Caminho de cabeça bem erguida, porque ao caminharmos assim, certamente que juntaremos a nós outras Amigas e outros Amigos, que de livre e espontânea vontade, seguir-nos-ão, rumo a uma sociedade mais justa e mais Fraterna.

Quase a terminar, permitam-me que vos leia um comentário acerca do meu texto “Um Ano na Blogosfera”, escrito pela Elsa, a mulher do Carlos Pereira, autor daquele trabalho sobre os Joy Division, referenciado no Fraternidade:

“Olá Fernando,

Parabéns pelo 1º. Aniversário do Vosso BLOG.

Que as tuas palavras, juntamente com as dos teus companheiros, sirvam para o bom entendimento entre todos, uma busca incessante do saber – esse que não ocupa lugar - uma troca de experiências, um crescente enriquecimento dos nossos ideais.

Parabéns mais uma vez, um Bom Jantar no Sábado e os votos sinceros de muito sucesso para o Vosso BLOG.

A tua filha espiritual”

Finalizando: Sinto-me muito honrado em vos ter como Amigas e como Amigos. Muito obrigado pelas vossas simpáticas mensagens de apoio e incentivo nos comentários insertos no “post” de aniversário. Muito obrigado por alguns me terem dedicado nos seus blogues, textos maravilhosos que muito me sensibilizaram.

Sinto-me possuidor de uma riqueza muito especial: a Vossa Amizade.

Bem Hajam!



A reportagem sobre o jantar está a ser preparada pelo nosso Amigo José Gomes.

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domingo, julho 17, 2005

Obrigado Amigas/os !

Presenças no Jantar de Aniversário


Alberto do Porquinho da India - (2)
Amita do Branco e Preto
André do
Metrografismos
António Dias do Em Directo e a Cores
Augusto Dias do
Klepsidra
Blimunda -
ante mare, undae - (2)
Blue C do
Deep Blue Sea
Bulbucus Íbis do
Manjedoura
Carla Luís do
A Outra Voz
Cris do
Sementes... - (2)
Espectro #999 do
Delírios Ascii
Fernanda Guadalupe do
lazuli
Friedrich do
A Babushka - (2)
José Gomes do
Movimentum... e do Chuviscos - (2)
Leonoreta do
Ex Improviso - (2)
Lina/Mar Azul do
Que Bem Cheira A Maresia
Lina do
Um Olhar Sobre - (2)
Menina Marota do
Eternamente Menina
Mitsou do
Tijolices
MJM do
Baby lónia
Ognid do
Catedral
Pamina do
BonaMusica - (2)
Patijo do
O Meu Patijo
Quimnogueira do
Lobices
São Alves do
Pandora's Box
Stillforty do
A Outra Face do Espelho
Susana do
Desabafos - Casos reais
Teles da Silva do
Ao Sabor da Aragem
Trintapermanente do
Do Mal o Menos
Vic/Yardbird do
Novos Voos - (2)
Wind do
WebClub


Muito Obrigado pelo vosso Apoio.

Bem Hajam!




Logo à noite ou amanhã, segunda-feira, publicarei detalhes sobre o jantar.

Entretanto, leiam um texto muito bonito colocado hoje pelo Friedrich.


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sábado, julho 16, 2005

Jantar em Fraternidade


Imagem do Victor da Oficina das Ideias

Hoje é dia de confraternização.

A todos os participantes desejo uma boa viagem, calma e sem sobressaltos.

Para aqueles que por motivos de varia ordem não podem estar presentes, creiam que estarão nos nossos corações.

Espero que tudo corra pelo melhor e que todos passem umas horas plenas de boa disposição.


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quarta-feira, julho 13, 2005

Um ano na Blogosfera

Doze meses. O tempo voou célere. Mas nestes 365 dias muitas coisas aconteceram, umas boas, outras nem tanto assim e, infelizmente, muitas outras más, que afectaram o nosso quotidiano.

Observador atento, sempre assumi o meu estatuto de cidadão interventor da “coisa” pública, quando para tal e em consciência, considerei que o devia fazer.

Há um ano este blog estreava-se com o texto: Valsa nas Brumas fruto de uma dramática vivência pessoal ocorrida há dez anos atrás. Aos leitores mais recentes que não conhecem este texto sugiro a sua leitura.

A partir daí seguiram-se textos e poemas de interiorização pessoal, de observações do quotidiano e de intervenção sócio-politica. Ultimamente e dadas as circunstancias, estes últimos têm sido privilegiados. Contudo, procuro faze-lo com a maior isenção possível, sendo avesso a quaisquer laivos de sectarismos e apelando sempre para a unidade no essencial, colocando de parte o acessório, a todas as pessoas que intervêm com seriedade para o bem comum, sem contudo renegarem as suas bases programáticas. Fiz-me entender, não é verdade?

Hoje, não vou adiantar mais. No próximo sábado, realiza-se o Jantar comemorativo do 1º aniversário deste Blog e como tal está nos meus planos preparar um texto que lerei nessa noite e em que abordarei, os temas atrás citados, bem como outros, fruto da minha vivência na Blogosfera e não só…

No próximo domingo ou no dia seguinte, publicarei o projectado texto, para que todas as pessoas que me lêem e que não tiveram oportunidade de estar presentes no citado Jantar, tenham o ensejo de conhecer aquilo que não quero calar.

A todas as Amigas e Amigos, desejo que alcancem tudo aquilo que merecem e que nunca desanimem perante os obstáculos que se lhes deparem, seguindo sempre em frente, com firmeza e determinação.

Queridas Amigas e Queridos Amigos, para todos vocês, os meus Fraternos beijos e abraços, eivados dos cravos vermelhos solidários que sempre me acompanharam.

Obrigado!


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segunda-feira, julho 11, 2005

Contagem Decrescente

Faltam poucos dias para aquela, que eu espero, venha a ser uma grande festa de confraternização, encontro e reencontro de Amigos/as, que se conhecem através deste admirável mundo virtual.

Estimadas Amigas e estimados Amigos, é já no próximo sábado, dia 16, o nosso, há já algum tempo, anunciado jantar.

Estou satisfeito com a resposta. Ainda ontem, domingo, se inscreveram mais duas pessoas. Quem quiser ainda pode efectuar a sua inscrição, terei todo o prazer de adicionar mais Amiga/os à Lista de participantes.

Mais uma vez solicito a quem ainda não o fez, o favor de me confirmarem a vossa presença e o contacto telefónico / telemóvel.

Por favor visitem o blog da Lista de Inscrições e confiram se está tudo em conformidade no que a cada um de vós diz respeito.

Só mais uma coisa. Com a aproximação da realização do jantar, tenho andado bastante assoberbado, com tudo o isto implica, para que tudo corra da melhor maneira possível. Isto reflectiu-se na minha produção de textos. Para a próxima semana, espero retomar o ritmo normal.

Bem Hajam!


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terça-feira, julho 05, 2005

Sementes de Violência

Por tudo quanto os Investigadores nos têm dado a conhecer, a violência vem do tempo até onde eles conseguiram chegar com as suas preciosas investigações, que tem sido objecto de um estudo contínuo, suas consequentes interpretações, análises históricas, antropológicas, sociológicas e mais recentemente da componente psíquica que, na minha modesta opinião, nunca poderá estar dissociada das áreas referenciadas.

Basta começarmos por atentar na história recente, de há uns mil e tantos anos atrás. Quantas nações existiam? Em que áreas geográficas? Quais as etnias que as compunham?

Mas se quiserem fazer o favor de seguir o meu raciocínio, vamos reduzir ainda mais esta análise, escolhendo como ponto de partida formação de Portugal.



O Condado Portucalense

Legenda:

1. Limites actuais de Portugal
2. Limites das dioceses
3. Sedes de arcebispado
4. Sedes de bispado
5. Principais centros não eclesiásticos
6. Burgos
7. Burgos eclesiásticos
8. Aldeias novas
9. Vilas novas

Fonte: Wikipédia

Relembrando um pouco, tudo começou quando em 1096, um conde francês, Henrique de Borgonha, veio auxiliar o rei de Leão e Castela, Afonso VI, na reconquista de terras aos Mouros. Como prémio, Afonso VI, concedeu-lhe a mão de sua filha Teresa de Leão e uma parcela de terras que iam desde o Rio Minho até ao Sul do Rio Mondego.

Deste enlace, nasceu em 1109, aquele que se tornou o primeiro Rei de Portugal: D. Afonso Henriques. Henrique de Borgonha morre em 1112 e a sua viúva Teresa de Leão sucede-lhe na gestão do Condado até 1127, data em que Afonso Henriques se rebela contra a mãe, tomando-lhe o poder e depois de muito sangue derramado, declara a independência do Reino de Portugal em 1139, que foi aceite pelo rei Afonso VII de Castela e Leão em 1143, mas só tendo sido reconhecida pelo Papa Alexandre III em 1170. Afonso Henriques ou D. Afonso I, morre em 1185. A sua vida foi marcada por lutas constantes, começando por rebelar-se contra a sua mãe. Expulsa os mouros que então ocupavam uma extensão grande da Península, empurrando-os progressivamente para sul, até parte do Alentejo. Os seus sucessores haveriam de fazer o resto até à conquista do Algarve.

A partir de então, guerras com os mouros e com os nossos vizinhos do lado foram “mais que muitas”. Conspirações e traições intestinas etc., etc. Veio a época dos Descobrimentos e com ela o tempo das “vacas gordas”. Foi-se formando uma nova classe social, a dos mercadores, a burguesia endinheirada, que admitiu ao seu serviço servos portugueses e, os escravos, arrancados à força das suas terras de Africa. Estes também foram forçados a povoar o Brasil descoberto por Cabral. Agrilhoados, espancados, mortos e mal alimentados, estes Seres, foram até quase aos nossos dias, pessoas sem quaisquer direitos até se livrarem, nas condições que conhecemos, das nações colonizadoras.

Entrando um pouco no panorama internacional, também sabemos que a maior parte do povo Africano, após a independência dos respectivos Países e em grande parte mercê da herança legada pelos antigos colonizadores, Reino Unido, França, Espanha, Holanda, Portugal, etc., se envolveu em lutas internas fratricidas, a maior parte das quais fomentadas pelas grandes potencias, que procuraram e procuram, à custa do sacrifício de milhões de vidas, sacar as riquezas naturais desses países, deixando os seus povos na miséria mais degradante.

Para além do povo Africano, outros povos colonizados tais como os da Índia, Paquistão, China, etc., etc., obtiveram, a maior parte deles, a sua independência, nos anos seguintes ao fim da II Guerra Mundial. As antigas colónias portuguesas foram das últimas a alcançar a sua independência e pelos motivos que também conhecemos. Timor ou Timor-leste, foi o último território de administração portuguesa, a ver reconhecida a sua autodeterminação. A Republica Sul-africana, após longos anos de domínio, principalmente, britânico e holandês, passou finalmente, após muita luta e sangue derramado, para administração dos seus autóctones.

Voltando a Portugal, que se manteve como monarquia até 1910, data em que como todos também sabemos se implantou um regime republicano, com todas as contradições que se conhecem, sabiamente aproveitadas pelas forças mais conservadoras da sociedade lusitana, que estabeleceram em 1926 um regime ditatorial que durante quase meio século sufocou o Povo Português.

Muito sangue suor e lágrimas correram durante esses quarenta e oito longos anos. Apesar do regime ter tremido com o final da II Guerra Mundial, o ditador Salazar ainda sobreviveu, mais de vinte anos. E nem a invasão e anexação dos antigos territórios de Goa, Damão e Diu, em 1961, o derrubaram da cadeira do poder. As estruturas do regime corporativista de inspiração nazi-fascista há muito que denotavam um caruncho em acelerado estado de putrefacção. Mas mantiveram-se miraculosamente de pé.

Nesse mesmo ano de 1961, eclode a primeira acção armada em Angola, contra os ocupantes portugueses. Seguiram-se os levantamentos na Guiné e em Moçambique. O autor destas linhas, esteve em comissão de serviço militar, em Angola, de Outubro de 1965 a Dezembro de 1967.

Pelo que pude constatar a posição dos colonos brancos era simultaneamente de reconhecimento da manutenção das forças militares portuguesas para sua salvaguarda e o desejo, que por vezes alguns não conseguiam calar, de uma independência branca, tendo como modelo os vizinhos do sul ou seja, o país de Nelson Mandela, a Republica Sul-africana, que vivia e ainda viveu por muitos anos o drama do apartheid, com toda a violência que se sabe.

Durante os dois anos e dois meses da minha comissão, apercebi-me do estado saturação denotado por alguns oficiais do Quadro, especialmente entre os alferes, tenentes e alguns capitães. A Pide também andava lá pelo mato, os seus agentes devidamente protegidos pelas forças militares, iam aparentemente em missão de captura dos então designados terroristas, aprisionados pelos militares, mas pelo que constatei, a razão principal da sua presença seria outra. De um modo geral afáveis, insinuavam-se principalmente entre os oficiais e, nós, os da classe de sargentos, também éramos objecto dos seus “sorrisos”. Mais palavras para quê?

No ano seguinte ao meu regresso de Angola, o decrépito Salazar dá uma misteriosa queda da sua cadeira de braços no terraço do Forte de Santo António. Depois de algumas hesitações, com leituras de boletins médicos para a RTP e para as Emissoras de Rádio e demais órgãos de comunicação social, a figura cimeira do Estado, o decorativo e inarrável Américo Tomás, após convocação do Conselho de Estado, nomeou seu substituto, aquele que foi um dos ideólogos do regime, mas que nos últimos anos que antecederam o fim de Salazar, era visto como “persona non grata”, pelos ultra-direitistas (vulgo fascistas) do regime: o Professor Marcello Caetano.

Marcello e a sua evolução na continuidade, ainda fizeram umas tímidas lavagens de cara ao Regime. Rebaptizando por exemplo, a União Nacional (UN), como Acção Nacional Popular (ANP) e a PIDE, como Direcção Geral de Segurança (DGS). Mas nem por isso os opositores ao Regime deixaram de ser perseguidos. A censura prévia aos órgãos de informação afrouxou tenuemente e nos escaparates das Livrarias faziam um pouco de “vista grossa” aos títulos apresentados, muito embora as apreensões continuassem a suceder-se com regularidade.

Em 15 de Maio de 1969 realiza-se em Aveiro o II Congresso Republicano, que reuniu resistentes de várias tendências. Nesse ano de eleições para a designada Assembleia Nacional, efectuadas em Outubro, Marcello Caetano convidou para integrarem as listas da Acção Nacional Popular, herdeira da decrépita União Nacional e como tal assente nos pilares podres do Corporativismo de inspiração nazi – fascista, como referido atrás, figuras de jovens licenciados, tais como: Pinto Balsemão, Magalhães Mota, Sá Carneiro, Miller Guerra, etc., não comprometidas com o Regime, mas também e até então, sem uma intervenção contestatária. Bem como para cargos de chefia em grandes empresas de, igualmente jovens licenciados, tecnocratas, como João Salgueiro, um dos impulsionadores da SEDES, instituição, que apesar de apolítica nos seu princípios programáticos, era motivo de grande desconfiança e ferozes criticas dos ultras, como Cazal Ribeiro o "manda chuva" da defunta Sacor e Henrique Tenreiro, o "grande pescador" e comandante da Brigada Naval, "delegação marítima" da Legião Portuguesa fundada por Botelho Moniz, em 1936. Um arremedo "saloio" das SS de Hitler.

Marcelo Caetano esforçava-se por mostrar aos seus comparsas, democratas ocidentais, que Portugal se ia adaptando aos novos tempos e até já poderiam constatar o seu simulacro democrático, com a permissão de um Congresso Oposicionista e a realização de eleições livres para a Assembleia Nacional. Para consumo interno eram as suas paternalistas Conversas em Família, que levaram muito boa gente a acreditar que a Democracia vinha a caminho...

O Congresso de 1969 terminou e como previsível, muitos dos congressistas passaram uma temporada nos calabouços da Pide. O mesmo acontecendo com a farsa eleitoral de Outubro desse ano, com a posterior prisão de muitos dos membros integrantes das listas, finalmente unitárias, CEUD / CDE.

A CEUD – Comissão Eleitoral de Unidade Democrática, impulsionada pelos posteriores fundadores do Partido Socialista (PS), em 1973, na Alemanha, também continha figuras independentes e católicos progressistas. A CDE – Comissão Democrática Eleitoral, era apoiada pelo Partido Comunista Português (PCP), único partido organizado, com largos anos de luta clandestina e, também, por católicos progressistas e outras pessoas de tendências de esquerda, não comprometidas ou mesmo criticas do PCP.

Passaram-se mais quatro anos nas condições habituais, Marcello permite um novo Congresso oposicionista, mas com a condição, como a já tinha imposto no anterior, de não se falar na Guerra Colonial. Cargas policiais, prisões, foi o rescaldo desse evento, em ano de novo simulacro de eleições livres para a Assembleia Nacional.

Finalmente em 1974, a Liberdade, mercê da luta de um punhado de homens e mulheres, que durante os anos da ditadura, semi-clandestinos ou em plena clandestinidade, deram a força anímica necessária, para na madrugada de 25 de Abril, um grupo de jovens oficiais, desse a machada final nos pilares do Regime.

O Regime realmente caiu de podre, mas muito germens carunchosos conseguiram sobreviver.

Suspenderam-se as acções militares contra os nacionalistas africanos. Nos meses conturbados que se seguiram, com a oposição de muitas figuras que aderiram ao derrube do Regime, encetou-se, com a metodologia possível, o caminho conducente à total independência dos territórios africanos, as chamadas colónias, também elas rebaptizadas ainda no consulado salazarista por Ultramar. Na Ásia, o longínquo Timor, foi ocupado pela Indonésia durante vinte e quatro longos e sangrentos anos, culminando, finalmente, com a intervenção da ONU, o que permitiu ao Povo timorense votar a sua independência em 1999, assumida integralmente em 2002, após um período de transição de três anos, supervisionado por aquele Organismo Internacional.

Com os preparativos para a independência das antigas colónias africanas, iniciou-se o regresso da grande maioria dos colonos residentes, muitos deles nascidos naqueles territórios. Foram tempos difíceis, em que muita dessa gente teve de reintegrar-se na sua terra mãe e outros tiveram que adaptar-se às condições proporcionadas pelo continente de origem dos seus progenitores.

Não foram só brancos que regressaram. Mestiços, que lá em Angola eu ouvia designarem por euro-africanos e negros, muitos deles colaboracionistas da extinta PIDE/DGS. Algumas destas pessoas, após o impacto inicial provocado pelas mudanças, concordo que muitas vezes dramáticas, foram-se integrando na sociedade portuguesa e aceitando a vivência democrática que então se passou respirar. Mas, muitos outros, nunca perdoaram ou nunca conseguiram acertar o relógio histórico dos novos tempos.
Após Abril de 1974, também foi significativo o grande número de cidadãos de origem indiana e paquistanesa, na sua maioria vivendo em Moçambique, a maior parte deles comerciantes, que refizeram as suas vidas no nosso País.

Portugal, que durante anos e anos, se habituou a ver os seus Filhos emigrar, principalmente para França, Alemanha, Brasil, Venezuela e Estados Unidos, em busca de condições dignas negadas pela Pátria mãe. Contudo, mesmo após o restabelecimento do regime democrático, alguns ainda o continuaram a fazer e ainda fazem.

Por ironia do destino, passámos também a ser um País receptor de imigrantes, com a vinda de naturais das ex-colónias, também eles na procura de melhores condições de Vida. Destes, o grupo de cidadãos mais expressivo, são os naturais do arquipélago de Cabo Verde e os seus descendentes, que passadas três décadas, poderemos presumir, que pelo menos, duas gerações já nasceram no nosso território. Os filhos e os netos.

Maioritariamente, os cidadãos imigrantes provenientes dos antigos territórios coloniais e muitos dos seus descendentes, empregaram-se na construção civil e as suas mulheres na prestação de serviços domésticos. Poderemos também constatar que a maioria destes cidadãos, os não nascidos em território português, teriam uma formação escolar deficiente ou nula, principalmente os elementos femininos.

Ao contrário do que muito boa gente poderá pensar, estas pessoas, prezam muito o conceito de Família e a entreajuda entre os familiares e amigos mais próximos era uma pratica comum e suponho que ainda o será. Mas estando os dois elementos do casal a trabalhar e não tendo condições de custearem as mensalidades de uma creche ou de serem motivados a faze-lo naquelas estatais ou das misericórdias, de custos simbólicos ou até mesmo gratuitas, não lhes restou outra alternativa senão resolverem este problema entregando os seus filhos ao cuidado de vizinhos ou a eles próprios, cuidando os mais velhos dos irmãos mais novos. É evidente que este não é um problema exclusivo dos pais de origem africana. Temos muita gente da chamada etnia caucasiana que vive em condições similares ou piores. Tudo isto é um problema de fundo que terá ser resolvido pelas autoridades competentes.

Com o desmembramento da URSS e dos países limítrofes, que deram origem a um número significativo de novos estados e com as convulsões político sociais que passaram a verificar-se nessas regiões, obrigaram milhões de cidadãos destes novos estados a emigrarem para outros países e, particularmente, os da Comunidade Europeia, foram o seu destino preferido.

Portugal foi um dos destinos escolhidos por estes cidadãos do Leste Europeu. Também eles, os homens, procuraram maioritariamente a construção civil para sobreviverem. A maioria veio só. As mulheres que os acompanharam e as que seguiram posteriormente para junto deles, tal como as cidadãs de origem africana, escolheram o serviço doméstico para trabalhar. Contudo, há aqui algumas diferenças que poderemos constatar. A maioria dos casais do Leste que cá vivem e trabalham, não têm os filhos consigo. E os que os têm, são jovens já adolescentes, com uma apreciável formação escolar e isto porque os pais destes jovens têm uma formação académica, na maioria dos casos bastante elevada, sendo, como sabemos, muitas destas pessoas, formadas em Medicina, Economia, Engenharia, etc.

Para não ser mais exaustivo, refiro aqui, somente mais outro exemplo, que é a apreciável comunidade de cidadãos brasileiros que vivem e trabalham aqui. Estas pessoas empregaram-se maioritariamente no sector da restauração e são, de um modo geral, de uma faixa etária bastante jovem. A sua integração na sociedade portuguesa foi muito facilitada pelo pormenor da identificação da linguística e pela sua maneira de ser descontraída e simpática. É evidente que, como em tudo, não há regra sem excepção.

E a propósito de regras e excepções, diz-se que o povo português não é racista nem xenófobo. Efectivamente, se compararmos os cidadãos portugueses de etnia caucasiana, com, por exemplo, outros da mesma etnia, mas de origem germanófila ou anglo-saxónica, temos provas dadas em relação a estes últimos, de tolerância e até de fraternidade. O que não quer dizer que em Portugal não haja um crescendo de manifestações racistas e xenófobas, que deviam merecer a atenção e preocupação de todos nós.

Os crimes, violentos ou não e a agressividade gratuita, são praticados por todas as classes sociais e de diferentes etnias. Os crimes do chamado “colarinho banco” e a violência a que se assiste nos campos de futebol são exemplo do que acabo de referir.

Mas os furtos por esticão, os assaltos a viaturas e a residências, de um modo geral praticados por indivíduos de etnia africana ou cigana, são os que nos são apresentados com maior visibilidade pelos meios de comunicação social. É certo que também referem os crimes praticados por brancos toxicodependentes e os assaltos cometidos contra dependências bancárias ou em lojas de produtos de fácil transacção ou receptação, executados por alguns indivíduos originários dos chamados países de Leste, que são a tal excepção, dado o comportamento exemplar da maioria dos seus conterrâneos.

Todos os crimes devem ser punidos de acordo com a sua gravidade. Porém, este é um problema de fundo que deve merecer da parte das autoridades competentes um estudo profundo e sério. A repressão ao crime representa parte da resolução dos problemas, não os erradica, porque a génese destas situações raramente são tomadas em linha de conta. E isto passa pela tomada de consciência do próprio Estado, tanto da parte da classe dirigente que escolhemos, como de todos nós enquanto pessoas “ditas de bem”.

As desigualdades sociais incentivam ao crime e à violência. É certo que existe muita gente a viver em condições degradantes que nunca tomou esse caminho, assumindo uma atitude conformista perante a sociedade recolhendo-lhe as migalhas. Mas seria bom, se os detentores do poder político em Portugal, abandonassem atitudes jactantes, como as de projectos de linhas para comboios de alta velocidade, novos Aeroportos, aquisição de material bélico, etc. e investissem na educação, saúde, reinserção social e procurassem uma forma de deter o encerramento uniformemente acelerado de Empresas. Que se investisse a sério na formação profissional, mas não para criar um país composto de pequenos empresários, onde só uma minoria consegue sucesso, ficando a maioria ainda em piores condições do que aquelas em vivia anteriormente.

Todas estas situações dramáticas podem conduzir ao desespero tais como atitudes suicidas ou ao caminho do crime e da violência.

Iniciei este texto com alguns detalhes históricos acerca da formação de Portugal. Mencionei algumas fases marcantes da sua história, deixando propositadamente para o final deste artigo uma fase hedionda, que marcou a nossa nação, embora não fosse um exclusivo português. Refiro-me à violência e aos crimes praticados pela Inquisição. Hitler foi o Inquisidor do século XX. Esta sinistra figura limitou-se a aprimorar ensinamentos da Idade Média legados pelos carrascos do Povo Judeu.

Os movimentos racistas e xenófobos, não são tão inocentes no que toca à perigosidade da sua disseminação como alguns cronistas da nossa praça querem fazer-nos crer. Dada a situação político-social que atravessamos, as forças de extrema-direita de inspiração nazi-fascista, têm um campo fértil para semearem o ódio entre os desencantados da Vida. Nós temos exemplos na nossa Historia recente que confirmam isto mesmo.

O crime ou a violência não têm cor. Antes de qualquer julgamento sumário, é obrigação de todos nós, analisarmos o porquê das coisas e darmos a nossa quota-parte de intervenção cívica para as solucionarmos.

Somente com o empenhamento de todas as pessoas amantes da Liberdade e do respeito por toda a Humanidade, poderemos edificar uma sociedade mais justa e mais fraterna, aprendendo com os erros do passado, aquela que deverá ser a nossa postura no presente.

Se o fizermos, certamente que erradicaremos as Sementes de Violência

In Voz das Beiras.

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segunda-feira, julho 04, 2005

Caminhos para o Jantar


Itinerários para Carnaxide


Do Norte pela A1

1ª Opção – pela Segunda Circular

Clicar para ver em maior

- Ao chegar a Lisboa seguir sempre em frente e fazer toda a Segunda Circular
- Percorrer um pouco do IC19 e virar à direita para Algés / Cascais
- Seguir sempre em frente até à saída para Cascais (A5)
- Manter sempre na faixa da direita. No final da subida virar para Carnaxide
- A partir daqui seguir as indicações do mapa do Restaurante no final deste texto

2ª Opção – pela CREL (Alverca)

Clicar para ver em maior

- Antes das portagens de Alverca virar para a CREL
- Seguir sempre até às portagens de Queluz
- Continuar sempre até à indicação para Lisboa pela A5
- Virar na saída Linda-a-Velha / Carnaxide
- A partir daqui seguir as indicações do mapa do Restaurante no final deste texto


Do Sul pela Ponte Vasco da Gama


Clicar para ver em maior

- No final da ponte, tomar a direcção da Segunda Circular
- Fazer toda a Segunda Circular
- Percorrer um pouco do IC19 e virar à direita para Algés / Cascais
- Seguir sempre em frente até à saída para Cascais (A5)
- Manter sempre na faixa da direita. Quase no final da subida virar para Carnaxide
- A partir daqui seguir as indicações do mapa do Restaurante no final deste texto


Do Sul pela Ponte 25 de Abril


Clicar para ver em maior

- Após o final da Ponte virar na terceira saída A5 Cascais
- Subida da A5, descida e, no final desta, ir encostando à direita. Recomeça a subida
- Manter sempre na faixa da direita. Quase no final da subida virar para Carnaxide
- A partir daqui seguir as indicações do mapa do Restaurante no final deste texto


Da Região Oeste


Clicar para ver em maior

- Seguir em direcção à CREL / Lisboa
- Continuar até às portagens de Queluz
- Continuar sempre até à indicação para Lisboa pela A5
- Virar na saída Linda-a-Velha / Carnaxide
- A partir daqui seguir as indicações do mapa do Restaurante no final deste texto


Lisboa / Carnaxide - Transportes Públicos

Marquês de Pombal (terminal provisório em frente ao Diário de Noticias)

- Carreira 13 da
VIMECA (clicar para ver horário)

Algés
terminal da Carris, VIMECA e LT, ligação com o comboio da linha de Cascais

-Carreiras
2, 12 e 114 : VIMECA/LT (clicar nos números para ver horários)

Amadora / Carnaxide – Transportes Públicos

Terminal da Amadora, com ligação ao comboio da Linha de Sintra

114 LT (clicar no número para ver horário)


Nota: Todas estas carreiras têm paragens a escassos metros do Restaurante. Por favor perguntem aos senhores motoristas onde devem descer para o Centro Cívico.

Diagrama da área de Carnaxide

Seguir o traçado vermelho e verde – clicar para ver maior


Por favor tomem nota:

- 16 de Julho de 2005
- Concentração na esplanada do Café Via Roma (junto ao Restaurante) a partir das 18H00
- Hora de inicío do jantar: 20H00 / 20H30
- Quaisquer duvidas, por favor contactem-me através do msn (conversação) ou por e-mail. Os endereços encontram-se do lado direito deste blog.


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sexta-feira, julho 01, 2005

Jantar de Aniversário do Fraternidade


Prezadas/os Amigas/os,

Faltam duas semanas e um dia, à data em que escrevo este texto, para a realização do 1º Jantar de Aniversário do Fraternidade.

Para as/os que ainda não se inscreveram apelo para que o façam com a maior brevidade possível, relembrando que não é condição fundamental ter um blog para participarem. Basta que sejam meus leitores habituais.

Aproveito para pedir aos/as Amigos/as já inscritos/as, para irem fazendo as vossas confirmações e assim como, que me indiquem os contactos por telemóvel, isto para quem se inscreveu sem ter preenchido a ficha de inscrição cujo link está no blog do jantar.

Volto a referir que os acessos a Carnaxide, não só no que respeita a transporte próprio, como na utilização de transportes públicos são bastante fáceis.

Daqui a uma semana, irei colocar on-line alguns mapas e escrever várias opções de itinerários a seguirem, para facilitar ainda mais a localização do Restaurante.

Bem Hajam pelo vosso apoio.

??? Surpresa de Blimunda e... mais alguém !!!

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