Loreena McKennitt - Dante's Prayer

segunda-feira, maio 30, 2005

Dez milhões de deprimidos


Portugal - Europa - Mundo


Segundo a Enciclopédia on-line Wikipédia, em 2004 a população portuguesa, Continente e arquipélagos da Madeira e dos Açores, estava estimada em 9,865,114. Números redondos, em cerca de dez milhões habitantes.

Penso que ninguém saberá ao certo quantificar a população portuguesa activa. Mas pelo que vemos à nossa volta, deve ser um número assustadoramente restrito. Uma grande parte desta população activa vive do trabalho precário, maioritariamente centrada no chamado sector de serviços.

Todos os dias temos conhecimento do encerramento, a maior parte das vezes criminoso, de Empresas do chamado sector produtivo, lançando no desemprego centenas, milhares de trabalhadores, afectando por arrastamento o seu próprio agregado familiar e o pequeno comércio que girava à volta dessa unidades de produção. Talvez não ande muito longe da verdade se afirmar que a taxa de desemprego em Portugal rondará um número que se aproximará dos 10%.

Somos uma população envelhecida, onde a baixa taxa de nascimentos assume proporções bastante preocupantes. É evidente que isto deve-se principalmente ao não vislumbramento de novos horizontes por parte dos nossos jovens casais.

Membro da União Europeia (EU) desde 1986, passados que são quase 20 anos, Portugal caminha num movimento uniformemente acelerado para o 25º lugar em termos de crescimento económico e social.

Intitulei este texto como dez milhões de deprimidos, mas não será exactamente assim. A partir da pré-adesão à então designada Comissão Económica Europeia (CEE) houve umas, centenas? milhares? de compatriotas nossos que auferiram e bem, dos fundos comunitários que então entravam “de bandeja” no espaço lusitano. Cursos de Formação, que a maior parte das vezes não tiveram aplicação pratica, servindo sim para engordar as tesourarias de algumas escolas (leia-se dos seus proprietários) criadas especialmente para o efeito e até de alguns organismos públicos. Proliferaram empresas prestadoras de serviços, única e exclusivamente, para, a troco de alguns milhares de escudos, formalizarem candidaturas de empresas tanto na área da produção como no sector de serviços, a fundos perdidos, para desenvolvimento de projectos e reestruturação das mesmas. Foi o tempo das “vacas gordas” a escorrerem milhões, muitos milhões de contos, para tão “nobres” projectos.

Pois foi, mas as “tetas da vaca”, por mais que as estimulem, secaram irremediavelmente. Seria no mínimo interessante, se algum Organismo, ainda reconhecido como “Pessoa de Bem”, fizesse uma auditoria a todas essas individualidades beneficiadas pelos fundos comunitários. E nós até sabemos quais seriam as conclusões não é verdade? Seriam essas mesmo que vocês estão a pensar.

A Procuradoria Geral da República certamente não teria dificuldade de instaurar milhares de processos, por utilização indevida, da grande massa monetária, que engordou os bolsos de gente sem escrúpulos, em grande parte responsáveis pelo estado caótico a que chegámos. Penso que haveria matéria suficiente, em muitos casos, de serem constituídos arguidos como membros de Associações Criminosas, tais os crimes que praticaram contra o Estado e contra milhares e milhares de trabalhadores, que de um momento para o outro foram lançados no desemprego.

Na realidade, não somos 10 milhões de deprimidos, porque algumas dezenas ou centenas de milhar, têm os bolsos plenos de dinheiro roubado a quem cometeu o único crime de querer trabalhar. E ainda daqueles que através de esquemas enviesados gozam de douradas reformas, por oposição a largos milhares pessoas que caminham a passos largos ou já estão numa situação de miséria e de fome. Estes sim, são os deprimidos que muitas vezes são levados a situações extremas, como o suicídio.

Mas enquanto os que classifico de criminosos e os beneficiários de pensões douradas recorrem à psiquiatria ou à psicologia privadas para tratar as suas depressões provocadas por problemas existenciais de uma vida artificialmente bela, plena de mentiras e traições, os outros, aqueles que estão a viver situações de miséria e os que vivem do trabalho precário não podem recorrer a esses “luxos”.

Mas, ainda que o Estado lhes proporcionasse acompanhamento psico-terapêutico, de que lhes serviria, se os seus problemas são reais e não há terapia que possa ser eficazmente ministrada numa pessoa deprimida por situações de miséria ou de ausência de horizontes para o futuro?

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domingo, maio 29, 2005

Parabéns Querida Lualil

Hoje, eu tenho muitos cravos vermelhos para enviar a uma Amiga muito especial que vive do outro lado do Mar.

Hoje, eu quero partilhar convosco aquilo que me vai na Alma, revelando-vos o carinho e a Amizade sem limites que eu sinto por essa garota do Recife.

Hoje, quero pedir-vos que brindem comigo à Mulher de nobres palavras escritas, em prosa ou em forma de Poema.

Hoje, eu quero lançar bem alto o meu grito de saudação à grande Lutadora, à Mãe Coragem, que faz de cada momento, a construção de um amanhã Fraterno e de Liberdade.

Hoje, quero dizer-te minha adorada Lualil, que este mar imenso que nos separa, não é suficientemente grande para nos barrar a nossa grande Amizade e Cumplicidade.

Hoje, dia do teu aniversário, quero dizer a todas as nossas Amigas e a todos os nossos Amigos, que tu és uma pessoa muitíssimo especial, que a todos encantas com o perfume do teu olhar e com a Arte das tuas palavras.

Hoje e sempre, o teu Traduzir-se... não será, é, pura Arte!

Muitos parabéns, minha querida Companheira de Luta.


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quinta-feira, maio 26, 2005

A Outra Face do Espelho dos Blogs


Post Secret

Os comentários porcos

Os mails velhacos

A Provocação

Make it easy on yourself, Baby!


Ver



A minha muito prezada Amiga Stillforty colocou este post no seu Blog.

Para ela toda a minha solidariedade. Para os outros, aqueles que cobardemente, a coberto do anonimato destilam veneno, a melhor resposta que lhes poderemos dar é o nosso desprezo, porque mais não merecem tais tais reles criaturas.

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terça-feira, maio 24, 2005

O Ovo da Serpente


Danilo é um profissional de sucesso. Director de departamento de uma empresa de transportes aéreos, onde foi admitido nos anos 70 com cerca de trinta anos de idade, vindo de uma outra Empresa Publica.

Razoavelmente culto, de estatura média alta, sempre impecavelmente vestido, bem penteado, usando o corte da época, Danilo aparentava, se assim o podemos definir, um misto de intelectual e de burocrata bem polido. Mestre na arte gutural, as palavras que articulava meticulosa e prudentemente, por vezes impressionavam os seus interlocutores. Bastas eram as vezes que, a propósito de um qualquer assunto, se expressava como se estivesse à boca de cena, representando um papel dramático.

Casou-se logo após o regresso da guerra colonial. Helena, com quem namorara desde os bancos da secundária, era a antítese de Danilo. Filha única e serôdia, nunca cortou o cordão umbilical, continuando a viver o universo limitado dos seus progenitores.

Helena, nunca foi uma rapariga do seu tempo. A sua maneira de vestir, era de uma notória falta de gosto. Mais alta que Danilo, de andar desengonçado, impulsiva e estouvada qb, o seu QI denotava de igual modo um coeficiente muito baixo. Quando se empregou, o seu relacionamento com as colegas por vezes era alvo de situações caricatas e de chacota. As colegas riam-se e ela muitas das vezes chorava.

Antes e depois do casamento, Danilo demonstrava muita paciência. Ele aplacava de uma forma aparentemente doce, as posturas irreflectidas da sua “amada”, pacientemente corrigindo-a e dizendo-lhe vezes sem fim: “minha princesa, minha rainha, tu és tudo para mim, amo-te…”

Nasceu um rapaz. Danilo foi ascendendo dentro da empresa, até chegar a director de departamento. Tinham uma vida confortável, burguesa, eram aquilo a que costumamos ouvir designar por uma família equilibrada e feliz. Ele, o Rei, ela Rainha que ele idolatrava perante os outros até à exaustão. E o pequeno Príncipe ia crescendo naquele ninho de “paz e amor”.

Um dia, Danilo chega ao seu “doce lar” e com uma voz metálica e fria diz para a idolatrada Helena: “A nossa relação acabou. Vamo-nos separar imediatamente. O meu advogado já tem tudo preparado, portanto, se aceitas o comum acordo, muito bem, caso contrario arranja um advogado e vamos para o litigioso”.

Helena ficou paralisada e estupefacta, de olhos muito abertos, olhando para Danilo. Indiferente à reacção dela, ele continuou: “Parece que fui bem claro no que disse. Acabou-se. Tu já nada significas para mim”…

O filho tinha ouvido parte da conversa. Já era um adolescente. Agarrou-se às pernas do pai chorando convulsivamente e de joelhos, pediu-lhe para que não os abandonasse. Danilo de semblante petrificado, afastou o filho de forma abrupta e saiu daquela casa para sempre.

Danilo, após a ascensão a tão confortável lugar, libertou-se da mascara utilizada durante muitos anos. Revelou aquilo que tinha bem guardado no cofre do seu (in)consciente e começou a fazer jorrar o sangue que ele considerou necessário fazer verter. Os subalternos não lhe tinham respeito. Nutriam por ele ódio e medo. Mas, Danilo, qual réptil viscoso, continuava a garrotar as suas presas.

Marina, a sua secretária, uma mulher invulgarmente bela, elegante, de andar suave e angelicamente provocatório, desde sempre conduziu o relacionamento com o seu chefe com inteligência e determinação. Olhava-o nos olhos, envolvendo-o, mas sempre com um ar natural, de uma subalterna, responsável e excelente profissional. Conseguiu tornar-se sua confidente. Falava-lhe nos seus problemas conjugais. Dois filhos, uma vida, de desafogo económico, mas marcada pela rotina dos silêncios.

O frio e calculista Danilo, foi abandonando a postura hirta e fechada que o caracterizava, permitindo que Marina o envolvesse, progressivamente abandonando-se nos elos das escamas tentadoras daquela bela serpente que se tinha revelado quando ela acedeu a que ele a retirasse do refugio do seu ovo.

Danilo e Marina ainda vivem, ou sobrevivem uma vida comum. Socialmente, bem talhados um para o outro. Duas cobras sibilantes que percorrem as florestas urbanas, rastejando, de forma sempre ascendente, pelas arvores de grande porte.

Quanto a Helena, foi o desmoronar do seu castelo de sonhos limitados. Vive a solidão de um rainha destronada, degredada para um qualquer casarão bafiento, pleno de aranhas que vão tecendo teias para atraírem as suas presas.

Helena, tardiamente compreendeu a estratégia dos aracnídeos.

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segunda-feira, maio 23, 2005

Redescobrir Joy Division




Capa do livro agora editado

Encerrar o Desconhecimento*

Tal como escrevi no texto anterior, no passado sábado estive presente na Discoteca Carbono em Lisboa, para assistir ao lançamento do primeiro livro do meu Amigo Carlos Pereira.


O Carlos tem 40 anos de idade. Exerce a profissão de Técnico de Radiologia. Desde muito novo, que um dos seus principais hobbies é a pesquisa e o estudo de alguns grupos dos chamados “de culto”, sendo os Joy Division aqueles que mais têm merecido a sua especial atenção.

Como seu velho, mas de espírito jovem, Amigo, ainda que leigo na matéria que o Carlos nos oferece, mas sempre sensível a tudo quanto me rodeia, não podia deixar de referir este seu (na minha opinião de leigo) trabalho, feito com muita paixão.



Carlos junto à campa de Ian Curtis. Manchester, 2001.

Nas 125 páginas de formato A4, para além dos relatos cronológicos, desde a fundação à extinção dos Joy Division, os leitores encontram uma profusão de imagens, tais como: várias fotos dos elementos do grupo, reproduções de bilhetes dos concertos, programas, etc. Destaco de igual modo a inclusão de poemas dos diversos temas da banda.

Um dos aspectos que mais me fascinam neste trabalho, são os componentes sociológicos ou sociopolíticos e psicológicos, que não foram descurados.

Não me vou alongar mais. Irei sim, ler e estudar o trabalho do Carlos, pois ele irá certamente incorporar algumas mais-valias à minha eterna condição de Aprendiz.


*Titulo do 1º capitulo do livro

Nota: Custo do Livro - 15,00 Euros. Oferta de portes para o territorio nacional. Faz o teu pedido aqui.


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sexta-feira, maio 20, 2005

Ian Curtis

Fã português edita livro e organiza homenagem

Fenómeno de culto em todo o Mundo, Ian Curtis e os Joy Divison serão, hoje e nos próximos dias, alvo de inúmeras homenagens em vários países.

Em Inglaterra, por exemplo, abundam as festas, noites temáticas, encontros de fãs ou, até, visitas guiadas ao cemitério de Macclesfield ou a locais que eram habitualmente frequentados pelo cantor.


Ian Curtis
Campa de Ian, em Macclesfield

As televisões e as rádios preparam emissões e programas especiais e as galerias abrem as portas para exposições de fotografias inéditas.

Em Portugal, a homenagem mais visível acontecerá na tarde do próximo sábado, na discoteca Carbono, em Lisboa. Carlos Pereira, fã da banda desde 1980, é o organizador. Promete um convívio entre dezenas de fãs da banda e a audição de muita música dos Joy Division, com particular relevo para raridades e muitas versões interpretadas por outros nomes.

Na ocasião, Carlos Pereira apresentará "Redescobrir Joy Division", misto de livro/dossier de sua autoria. São 125 páginas com a história da banda analisada à lupa. "Tentei fugir, ao máximo, a um fanatismo", diz o fã dedicado, que até já visitou a campa de Ian Curtis.

Responsável pelos "Encontros temáticos da Tomb Factory", o português consegue, no livro, reunir uma série de pormenores e informações fundamentais para quem queira saber mais sobre a banda.


Cristiano Pereira*



* Texto e imagem publicados no Jornal de Noticias em 18 de Maio de 2oo5.

O Carlos Pereira e a Elsa são um casal de Amigos muito especiais, por quem nutro um enorme carinho, considerando-os meus Filhos espirituais.

O Carlos vai lançar, amanhã, sábado, 21, pelas 15h00, o seu primeiro livro. Eu vou lá estar para lhe dar força e vocês se puderem apareçam também.

Discoteca Carbono
Rua do Telhal, 6 – Lisboa


Carlos PereiraElsa Pereira
Carlos e Elsa Pereira

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quinta-feira, maio 19, 2005

Ao Encontro da Utopia

Vem. Anda comigo. Acompanha-me na minha loucura. Vamos correr por aí ao encontro da Utopia.

Ajuda-me a continuar a acreditar que o peso dos anos nada significa para este espírito que teimosamente se recusa a envelhecer.

Diz-me que eu também tenho direito ao cansaço e ao desencanto pelas lutas que encetei e continuo a travar.

Procura-me nos olhos, mas não me mintas por piedade. Responde-me se ainda encontras neles a força de que me tenho desapossado, repartindo-a por quem gesticula gritos mudos na escuridão.

Estou cansado, mas se me ofereceres o teu ombro, para nele repousar um pouco e retemperar energias, com a ajuda da tua fraternidade continuarei o meu Caminho e tu virás comigo ao Encontro da Utopia.

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terça-feira, maio 17, 2005

Ovos, Omoletas e outras Tretas


Senhores, estou farto! A Inteligência expressa pelos escribas do lusitano burgo, voltou, à falta de outros rasgos semânticos, a inundar tudo quanto é revistas, jornais, rádios e TV’s, com o relevantíssimo problema dos ovos e dos cestos.

Não sei quais terão uma carga maior de colesterol. Se os rosa desmaiados ou os laranja azulados.

Dizem-nos agora, os Iluminados, que a solução está encontrada. O Desejado Professor, de alfarroba na mão, introduzirá no cesto uma pitada de açafrão para condimentar a omoleta dos ovos da confusão.

O Poeta, que é Alegre, hesita na tentação, de empunhar outro cesto, com estrofes de contestação. Põe-te a pau ó Manel, não entres nessa opereta, por que a conversa dos gajos, é mesmo essa, a da treta.

A brincar a brincar… É o fim da macacada, com a devida vénia para os respeitados símios.

Querem que imaginemos no Palácio de Belém, um Vate tecendo loas às augustas esposas de Presidentes, Reis e Imperadores.

Mas depois de tão doce e imaginária proposta, os Escribas da Nação, por entre as novenas emanadas da Cova dos Leões, perdão, da Cova da Iria, com a Opus em grande ebulição, dão-nos a solução final, o grande Irmão Centrão, consubstanciado pela fecundação dos óvulos rosa desmaiados pelos espermatozóides laranja/azulados, dando assim início a uma nova espécie, fecundada dentro do mesmo cesto/alcova de onde emanará tão ditosa omoleta para comandar a Pátria Lusitana.

Meu querido Companheiro Vasco, cada Povo, tem os ovos que merece… (onde é que eu já ouvi isto?)


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sexta-feira, maio 13, 2005

Dez Meses na Blogosfera

Passou mais um mês. Faltam dois, para, se não surgirem quaisquer acidentes de percurso, este espaço completar um ano. E digo isto porque a Vida já me tem pregado algumas partidas…

Nestes últimos dias tenho andado a “chocar” uma gripe, que teve a sua máxima expressão hoje, abalando meu sistema imunitário e obrigando-me a ficar de “molho”. Lá fiz um esforço para me levantar e aqui estou a confraternizar convosco, no dia em que o Fraternidade completa dez meses.

Tinha planeado para hoje, abordar alguns assuntos que nos afectam a todos, mas decidi adiar e faze-lo quando as minhas condições físicas estabilizarem.

Agora a tal “proposta” que vos falei ontem. O Fraternidade completará um ano no próximo dia 13 de Julho. É a uma quarta-feira. Já há dias que eu tenho preparado, uma maneira de comemorar esse evento, promovendo a realização de um jantar, em 16 de Julho, sábado.

Espero que as minhas Amigas e os meus Amigos possam comparecer e me apoiem nesta iniciativa, divulgando-a nos respectivos Blogs.

Beijocas e Abraços!




Por favor cliquem na imagem em baixo para saberem mais pormenores acerca do projectado Jantar.

Chefe Fraterno

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quinta-feira, maio 12, 2005

Amanhã, sexta-feira 13


Desde o último texto até hoje, não me apeteceu escrever absolutamente nada, sobre coisa alguma e garanto-vos que tenho muito sobre o que escrever.

É o direito à preguiça. Melhor dizendo, à reflexão.

Mas, amanhã, sexta-feira 13, lá terei que escrevinhar qualquer coisa, mas não em especial sobre o culto mariano ou sobre a Maria vai com as outras

No final da minha prosa, terei uma proposta (decente) para vos fazer.

Aguardem por favor.

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domingo, maio 08, 2005

Um dia acordaremos?



Agradeço à minha querida Amiga da Blogosfera, Raquel de Vasconcelos, esta imagem que ela compôs de forma magnífica, publicando-a no seu novo Blog Annie, enriquecendo assim o meu Poema abaixo publicado.

Bem Hajas Raquel!

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sexta-feira, maio 06, 2005

Sociedade de Consumo


A sociedade de consumo
É um aborto
Mal parido
Anónimo
Ilimitado
Consomem-se parasitas
Putas e proxenetas
Consomem-se políticos
Burgueses e traidores
Consomem-se neutrões empacotados
E gringos empalhados
Consomem-se a trampa
O chicote, a fome
Consomem-se cadáveres
E sexo aos quadradinhos
Consomem-se consumidores
De capital consumido
Consomem-se as merdas enlatadas
Do capitalismo!


f. b.

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terça-feira, maio 03, 2005

Parabéns Companheiro Vasco

Vasco Gonçalves nasceu em 3 de Maio de 1921. Surgiu no Movimento dos Capitães em Dezembro de 1973, numa reunião alargada da sua comissão coordenadora efectuada na Costa da Caparica. Coronel de engenharia viria a integrar a Comissão de Redacção do Programa do Movimento das Forças Armadas. Passou a ser o elemento de ligação com Costa Gomes. Elemento da Comissão Coordenadora do MFA, foi, mais tarde, primeiro-ministro de sucessivos governos provisórios (II a V). Tido geralmente como pertencente ao grupo dos militares próximos do PCP, perdeu toda a sua influência na sequência dos acontecimentos de 25 de Novembro de 1975. (*)

(*) Texto e imagem do Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra.

O General Vasco Gonçalves completa hoje 84 anos de idade.

Não obstante eu ser completamente avesso a qualquer tipo de culto da personalidade, não quero porém, deixar passar em claro a oportunidade de dizer algumas palavras acerca de um Homem vertical, que durante 31 anos foi alvo dos mais torpes e repugnantes ataques, perpetrados não só por gente de Direita ou do Centro, como, de igual modo, por muitos iluminados de uma certa Esquerda.

Vasco Gonçalves é a espinha atravessada na garganta dos que nunca suportaram a sua verticalidade e honradez como Homem e como Politico.

Militar de carreira, nunca se deixou acorrentar pelos elos de um cinzentismo castrense, como a maioria dos seus camaradas das Forças Armadas. A par do cumprimento dos seus deveres como militar, não estagnou no tempo, nem se acomodou às benesses que lhe eram colocadas à disposição. A sua riqueza foi adquirida no aprofundamento de valores culturais e humanistas, deixando de lado, os outros pseudo valores, os supérfluos da Vida.

Os seus detractores, adversários e inimigos, não lhe suportam a coerência e honradez de princípios. Como tal, ainda hoje destilam o seu fel pelo que eles classificaram de gonçalvismo. Eles lá saberão porquê e nós também o sabemos.

A parcimónia que sempre caracterizou a sua postura pode ser constatada por qualquer cidadão que com ele se cruze em qualquer lugar, nomeadamente num transporte público da capital. Misturado com a multidão, sem guarda-costas ou quaisquer outras mordomias, segue um Homem, como qualquer outra pessoa, um cidadão normal, Companheiro e Amigo, junto com o Povo que sempre respeitou e amou.

Pois é meus Amigos. Quem não deve não teme. Por isso Vasco Gonçalves tem todo o direito de manter a cabeça bem erguida e olhar de frente para todos. A sua praxis foi sempre a de um Homem que se empenhou pelo colectivo em detrimento do individual e é essa postura que muita gente aberrante, não só não compreende ou compreendendo e por isso mesmo, tenta manchar a sua Honra e Verticalidade.

Passaram já trinta e um anos, mas a dureza do aço das convicções daqueles que sempre dedicaram a sua Vida a princípios humanistas, sem sinuosidades ou oportunismos de qualquer espécie, mantém-se firme, embora não estática, perante os novos tempos e desafios, na defesa da nossa muralha.

Parabéns e Força, Companheiro Vasco!



Sugestão de consultas:

VASCO GONÇALVES - O general do povo que fez história por Miguel Urbano Rodrigues
No 31º aniversário da Revolução de Abril por General VASCO GONÇALVES
Entrevista ao general VASCO GONÇALVES, líder histórico da Revolução dos Cravos por Néstor Kohan
VASCO GONÇALVES um Homem na revolução por Manuela Cruzeiro

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