Loreena McKennitt - Dante's Prayer

sexta-feira, abril 29, 2005

1º de Maio


História*

No dia 1 de Maio de 1886 realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América. Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação centenas de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA. No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de um dos protestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos polícias que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.

Três anos mais tarde, a 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.

A 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adopta o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países.

O Dia do Trabalhador no mundo*

Alguns países celebram o Dia do Trabalhador em datas diferentes de 1 de Maio:

· Austrália: A data de celebração varia de acordo com a região: 4 de Março na Austrália ocidental, 11 de Março no estado de Vitória, 6 de Maio em Queensland e Território do Norte e 7 de Outubro em Canberra, Nova Gales do Sul (Sidney) e na Austrália meridional.

· Estados Unidos da América: Celebram o Labor Day na primeira segunda feira de Setembro

Portugal

Com a reconquista da Liberdade em 25 de Abril de 1974, o Povo Português, realizou a primeira grande manifestação de massas, após quarenta e oito anos de privação dos seus direitos fundamentais.

Cerca de uma centena de manifestações eclodiram por todo país. O dia do Trabalhador mobilizou mais de um milhão de pessoas que expressaram o seu contentamento e adesão popular à Revolução levada a cabo pelos militares de Abril.

Há trinta e um anos, pessoas de vários quadrantes ideológicos, deram pela primeira e também, na maioria dos casos, pela última vez, as mãos, naquele dia pleno de emoções e fervor fraterno, com milhares, milhões, de cravos vermelhos em riste.

No dia seguinte a Festa acabou para alguns…

Mas, contra “ventos e marés”as gentes deste País, que sempre Lutaram com coerência, determinação e, (porque não confessa-lo?) com uma certa forma romântica, na defesa dos seus direitos, não olvidando as suas obrigações perante a sociedade, continuarão a sua caminhada, que será certamente prosseguida por um número crescente dos seus descendentes, que trarão com eles "outro Amigo também".

A Unidade é possível, obrigatória e imprescindível.

Viva o 1º de Maio!



* Fonte de apoio: Wikipédia


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quinta-feira, abril 28, 2005

Memórias de um “país inventado”


Caro José Manuel Fernandes

Li na vossa edição de hoje, o trabalho «Memórias de um “país inventado”», assinado por Carina Branco.

Recordar o passado de ocultação é sempre um exercício de saúde e meritório que esclarece o presente. Todavia, é um olhar parcial e incompleto sobre a Censura à imprensa nos anos da ditadura.

Sem desmerecer da censura que outros sofreram, outros jornais houve que foram mais metodicamente perseguidos pelo regime fascista.

Refiro-me ao Notícias da Amadora, dirigido por Orlando Gonçalves, que sofreu o exame da Censura durante 16 anos. A sua edição chegou a ser suspensa nos anos 60 e as suas oficinas gráficas foram assaltadas pela PIDE e o director preso em 18 de Abril de 1974.

Refiro-me ao Comércio do Funchal, dirigido por Vicente Jorge Silva, que também dirigiu o seu jornal.

Refiro-me ao Jornal do Fundão, de António Paulouro.

Três jornais regionais, mas com expansão nacional, que eram referência para os antifascistas e para aqueles que lutavam pela liberdade de expressão e de informação.

O Notícias da Amadora era daqueles que acolhia a colaboração da esquerda em geral, mas também dos deputados da ala liberal do regime. A sua importância no jornalismo crítico português é reconhecida quer pela esquerda quer pelo próprio Marcelo Caetano, que ao jornal se refere no seu «Depoimento», editado no Rio de Janeiro, em 1974.

Mas além de argumentos vários que aqui poderia aduzir, o testemunho mais eloquente reside nos 3.173 textos censurados, com cortes parciais ou totais, que fazem parte do nosso património editorial. Peças de jornalistas, colaboradores e leitores com 502 autores e autoras identificados.

Durante 40 meses, entre 27 de Setembro de 2001 e 16 de Dezembro de 2004, publicámos 40 cadernos, nos quais divulgámos 28 por cento das nossas provas censuradas.

Entre elas, a crónica de Baptista Bastos, «Com os dentes cheios de amargura», cujo fac-simile reproduzem na vossa edição, sem sequer terem a gentileza de solicitarem autorização ou sequer darem conhecimento.

Envio-lhe esta informação não solicitada para eventual conhecimento dos leitores do Público ou da redacção do seu jornal.

Estou seguro que o vosso trabalho traduz um esquecimento do Público, mas não reflecte o esquecimento público.

Cordiais saudações

Orlando César



'Grande parte desses “Educadores do Povo”, depois de passados os seus devaneios de verborreias e acções pseudo revolucionarias, alojaram-se no seu lugar, deixando cair a mascara e são hoje em dia, muitos dos protagonizam praticas que diziam combater'.

O parágrafo anterior, está inserto no meu recente texto Os Cravos e os cardos.

Considerei oportuno destaca-lo, a propósito desta "carta aberta", que eu subscrevo na integra, dirigida ao director do Público, José Manuel Fernandes, em 27/04/2005, pelo meu prezado Amigo Orlando César, Director do Notícias da Amadora.

Nota: Os links incluídos na referida carta são da minha responsabilidade.


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quarta-feira, abril 27, 2005

Saudade


Várias pessoas já me pediram para escrever sobre a Saudade.
O tema é realmente apaixonante.
Ela mora dentro de cada um de nós.
Nos olhos marejados de lágrimas de mães.
Nas cãs prateadas dos velhos.
Na face lívida das donzelas sonhadoras.
Nas palpitações nervosas dos jovens.
Na circunspecção introspectiva do monge.
Nos lábios em prece.
No silêncio envolvente das necrópoles.
Nas tardes que morrem numa agonia de luz.
Somente Deus e a criança não sentem saudade.
Tem o misticismo de um ritual sagrado.
Tem a doçura encantadora das harmonias musicais.
Tem a eloquência altissonante da poesia.
Tem o timbre dos sinos que plangem ao entardecer.
É espiritual como o perfume das flores.
Inocente como as crianças.
Ingénua como as meninas .
Sonhadora como as donzelas.
Experiente como os adultos.
Triste como os velhos.
Da saudade falaram os poetas.
Cantaram-na os músicos.
Com ela os namorados enfeitam de ternura
e de encanto os seus dias e de literatura suas cartas.
Com a saudade as mães se compensam
e se indemnizam de seus
sofrimentos e de suas amarguras.
Os velhos amenizam e iluminam as trevas dos seus dias.
..................................................
A saudade é como um mistério de eucaristia.
É a presença do que está ausente.
É a ressurreição do que está morto.
É a única coisa que fica daquilo que não ficou.
É o perfume do Amor que se evaporou.
As letras que formam a palavra SAUDADE
são 7 notas musicais.
Escala diatónica que faz vibrar no teclado do
coração as mais doces e tristes canções.
Todas as emoções da alma, todas as vibrações do coração,
todos os encantos do sentimento,
todos os idílios da imaginação se condensam
e se manifestam na saudade,
que é tortura que consola,
que é dor que suaviza,
que é sofrimento que alegra.
Nada crucifica tanto a alma do homem como a saudade.
Nada mitiga tanto as duas dores como a saudade.
É sofrimento e é alívio.
É dor e é riso.
É noite e é dia"

Padre António Vieira, in
O verbo amar e suas complicações



Texto e imagem, enviados pela minha Amiga Guida. Resolvi publica-lo, porque, para além do meu próprio entendimento sobre a Vida, considero existirem nestas palavras, muita Verdade e como tal, tenho todo o prazer de o partilhar convosco.

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segunda-feira, abril 25, 2005

Os Cravos e os cardos


Foi há trinta e um anos. O acordar da Esperança dos nossos Sonhos, depois de uma longa letargia permitida pelo conformismo e pelos gritos mudos da maioria dos nossos concidadãos, que remetiam para o sacrifício de um punhado de gente que trespassava o medo, a tarefa da reposição da dignidade de todos nós.

Há três décadas, esse punhado de gente, vislumbrou a luz por entre as trevas, quando os primeiros acordes de marchas militares, interrompeu a programação de algumas Emissoras.

Naquela noite, como habitualmente, ao deitarmo-nos, ligámos um pequeno rádio que estava numa das mesas-de-cabeceira. O hábito de saltar da Rádio Renascença para o Rádio Clube Português, mantinha-se e acabámos por adormecer com o rádio sintonizado numa daquelas estações. No quarto ao lado, dormia a nossa filha, quase a completar 4 anos no mês seguinte.

Quando de repente eu acordo ao som de uma marcha militar. Achei estranho e mantive-me atento. Quando acabou aquele tema, outro igualmente militar. Acordei a minha mulher e dei-lhe conta da situação. Comecei a juntar as peças do puzzle. Ela não, por uma questão da sua preservação e segurança, mas eu sabia que estava para acontecer alguma coisa, a qualquer momento. Já há algum tempo que eu tinha reiniciado a minha actividade politica “subterrânea” através de um “inocente” grupo de trabalho sindical, no Sindicato “Nacional” dos Empregados de Escritório, como, creio, então se designava. Algum tempo antes do 25 de Abril, o nosso “grupo” teve de se dispersar, pois uma noite, o Zé Manel foi a nossa “tábua de salvação”, quando nas proximidades da Rua Castilho, em Lisboa, nos fez sinal, entrando no meu automóvel. Eram eles, os pides que estavam à nossa espera. Passado algum tempo o Zé Manel, foi “engavetado”, noutro local, só alcançando a liberdade com a Revolução.

Depois das marchas militares, as “canções de protesto” e a nossa ansiedade aumentava. Até que ouvimos o primeiro comunicado. “Aqui Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas”…

Como uma mola levantámo-nos da cama e gritámos em uníssono Viva a Liberdade! Devemos ter acordado muitos dos nossos vizinhos. Continuávamos a gritar, indiferentes ao facto se o Movimento seria bem sucedido ou não. A Sandra acordou e associou-se na sua inocência à nossa Festa. “Biba a Bibedade”, repetia ela tentando imitar-nos. Comecei a acordar pelo telefone os meus familiares e amigos. Preparámo-nos e saímos com a miúda, deixando-a à guarda dos avós maternos.

Seriam cerca das seis horas da manhã quando iniciámos a nossa jornada. Da casa dos meus sogros, muito perto do Panteão Nacional, dirigimo-nos ao Terreiro do Paço (ou Praça do Comércio). Ao chegarmos à Rua da Alfandega vimos os primeiros militares na confluência com a Rua da Madalena por onde de forma simpática e cortês nos mandaram seguir. E o nosso périplo na baixa lisboeta começou. As pessoas iam-se apercebendo do que estava a passar-se. Erguiam o braço direito levantando-o em frente aos militares e desenhavam o V de Vitoria com dois dedos da mão. Não sei de quem é que teria partido a ideia, mas o que é certo, é que ainda durante aquela manhã, os jovens militares, começaram a receber de presente belos Cravos Vermelhos, o abraço fraterno da gente masculina e muitos beijos de mulheres de todas as idades.

Estacionámos o carro num lugar qualquer e a pé fomos percorrendo aquela zona da Cidade. Terreiro do Paço, Largo do Carmo, Rua António Maria Cardoso, onde se situava a sede da pide/dgs, da qual, alguns facínoras, sentindo-se acossados, disparam indiscriminadamente na direcção dos militares e dos muitos populares que os apoiavam e incentivavam, manchando aquela rua de sangue e morte.

O que se passou a seguir, alguns sabem, outros esqueceram e, infelizmente, a maioria dos Filhos (e agora os Netos) da geração de 60, ou pelo silêncio dos seus progenitores ou por muitas outras e variadas razões, não entendem a razão de ser dos valores por que Lutámos. Foram crescendo, assistindo ao triste espectáculo protagonizado por oportunistas ditos de esquerda, que em 1974, logo começaram a fazer grande alarido, arrastando até com o seu aventureirismo, muitas pessoas crédulas, que momentaneamente se deixaram embalar pelos seus cânticos enganadores.

Grande parte desses “Educadores do Povo”, depois de passados os seus devaneios de verborreias e acções pseudo revolucionarias, alojaram-se no seu lugar, deixando cair a mascara e são hoje em dia, muitos dos protagonizam praticas que diziam combater.

Evidentemente que nada disto constituirá surpresa para aqueles que procuram estar minimamente informados e estudam o processo de evolução da Humanidade. Pois sabem que uma Revolução também produz oportunistas e traidores. Mas de igual modo, sabemos, que o trigo se separa do joio e assim, ainda encontramos muita gente que nunca se vendeu, nem nunca traiu os seus ideais. Muitos dos “Filhos de Abril” têm adquirido consciência cívica e continuado a luta dos seus progenitores, não ignorando os novos desafios que permanente e progressivamente se vão colocando no seu dia-a-dia.

Continuar a Lutar pela edificação de um Homem novo, é, não só possível, como obrigação de todos nós. Para tal não precisamos de pessoas providência a quem prestaremos culto. A unidade, dentro da diversidade de conceitos é possível entre todos aqueles que verdadeiramente desejem colocar as suas capacidades e potencialidades ao serviço do colectivo, em detrimento do egoísmo individualista.

Não há verdades absolutas, mas certamente encontraremos um conjunto de princípios que nos permitirão dar a nossa quota-parte de serviços prestados ao colectivo, permitindo assim, para além de algumas diferenças de pormenor ideológico, encontrarmos pontos comuns para partilharmos, defendendo o essencial que nos une, deixando de lado, embora não ignorando, o acessório que nos separa.

Pessoalmente, reconheço, nas suas diferenças naturais, a beleza de muitas flores, independentemente dos odores emanados. Todas requerem a nossa atenção e os nossos cuidados. Mais umas do que outras. Os cravos não são pertença exclusiva de ninguém. Não são flores aristocráticas. Pelo contrário, eram e são carinhosamente cultivadas e acarinhadas pela gente simples (aqui ultrapassando o conceito meramente económico-financeiro).
Mas os cravos, com a sua beleza e fragrância plebeia, simbolizam a vontade de um Povo que despertou e que deve permanecer atento aos cardos de diferentes colorações, sempre prontos a destruir o seu símbolo de Luta e Resistência.

Viva a Liberdade!

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sexta-feira, abril 22, 2005

Minha Senhora de Mim


Aqui estou eu de novo, sentado por entre estas pedras, contemplando o extenso Lago, como sempre coberto pela densa neblina que oculta a outra margem da ilha dos nossos Sonhos. Como habitualmente, tenho a solidão por companhia, exceptuando os momentos em que acordo desta letargia e chamo o meu fiel Pegasus, para juntos pairarmos por entre estas Brumas, na esperança de te encontrar.

Quando por vezes emerges das águas cristalinas entoando o teu cântico de Amor eterno, penetras-me a Alma envolvendo-a com a tua doce fragrância de um toque suave de maçã intemporal e eu envolvo-te com os meus cravos carmim, que procuro manter vivos neles a chama da minha Resistência.

Sou e sempre serei, enquanto uma réstia de lucidez permanecer em mim, um eterno apaixonado por Ti, Mulher, Amante, Natureza, Deusa e Mãe, dos meus por vezes tormentosos delírios utopistas, que me têm preenchido a Vida com lapsos de Felicidade e muitos sabores ao fel do meu desencanto.

Sou teu prisioneiro, meu Amor, eu, que tenho percorrido a Vida empunhando a Chama da Liberdade, nunca me vergando a quimeras disfarçadas por entre as cabeças das inúmeras Hidras que pululam o Universo, resistindo às suas cantatas, purgando-as das minhas entranhas. Mas contigo é diferente, deixando-me enlear nos elos em que me envolves, abandonando-me em Ti, delicada Flor, ficando inebriado pelos Encantos que te ensinei.

E para aqui estou eu, no Tempo, sem cuidar do meu espaço, cogitando nas incertezas da minha solidão, procurando escutar o uivar dos nobres lobos, que não são mais do que um entoar de belas canções de Amor para as suas Deusas. Eterno Aprendiz no Compasso do tempo e quanto mais este vai rodopiando na sua eterna espiral, maiores são as duvidas que me preenchem.

A única prisão que aceito, é a tua, meu Amor. Ambos saborearemos o líquido da Vida Eterna, contido no cálice, que juntos havemos de encontrar.

Amo-te, Minha Senhora de Mim. Minha Deusa (des)Conhecida, mesmo quando estás envolta por entre as Brumas.

Merlin

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terça-feira, abril 19, 2005

A Corrente


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ex-libris da tugoesfera

Uma cadeia de literatura surgiu na blogosfera portuguesa - o ex-libris da tugosfera -por iniciativa do barrie de the pink bee, a 7 de março, seguida pelo guy do non tibi siro conferindo-lhe o sabor do sul da europa.

Seguem-se as perguntas e as minhas respostas:

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?

Nenhum.

Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por um personagem de ficção?

Pelo Merlin, da Marion Zimmer Bradey. Tinha de ser...

Qual foi o último livro que compraste?

Dicionário de Medicina, de Peter Wingate, Edições Dom Quixote. (Usado).

Qual o último livro que leste?

O Rei Lear, de William Shakespeare, Editorial Caminho.

Que livros estás a ler?

Consulto vários de Psicologia.

Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?

O Principesinho. Ensaio sobre a Cegueira. Mais dois de Freud e um de Carl Jung.

A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?

  • À Lualil do Traduzir-se, uma grande Amiga do outro lado do Mar, que muito prezo e estimo. Companheira de muitas lutas, por quem nutro um grande carinho e Amizade.

  • Ao Augusto do Klepsidra, um jovem Amigo da minha faixa etária e um Mestre na Arte da partilha do Conhecimento.

  • Ao Victor da Oficina das Idéias, meu estimado Amigo e Compadre. Mestre, entre outras coisas, na Arte das imagens.



  • Quero agradecer a passagem deste testemunho a dois Amigos:

    Ao Nietzsche do Blog com o mesmo nome, de onde copiei a imagem inicial e a estrutura deste inquérito, com toda a minha simpatia e Amizade.

    À Amita do Branco e Preto II, uma grande Amiga, com quem tenho o enorme prazer de conversar, quase diariamente.


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    sábado, abril 16, 2005

    Idiossincrasia

    O Congresso do PSD representa o primeiro acto público e colectivo, expiatório, após a derrota eleitoral de Fevereiro. Embora os congressos sejam cada vez mais conversas em circuito fechado, com mensagens subliminares e códigos de conduta esotéricos, há que não esquecer os largos milhares de cidadãos, militantes ou simplesmente eleitores, que, embora não tendo assento neste conclave, deveriam constituir uma das suas prioridades.”…

    De facto, para lá das razões próximas – a opção pessoal de vida do Dr. Durão Barroso, a sua substituição feita no âmbito do partido em vez de no âmbito do Governo, e a idiossincrasia do Dr. Santana Lopes…”

    Não se assustem, porque estas não são palavras minhas. O que acabaram de ler é parte de um texto intitulado E Agora? da autoria de Maria José Nogueira Pinto, publicado no jornal A Capital, na passada quarta-feira, 13 de Abril de 2005. Se não leram o citado artigo cliquem aqui.

    Há muito tempo que eu andava a embirrar com um “palavrão” que vejo por aí estampado em vários locais, nomeadamente, pelos jornais e em alguns Blogues que são referenciados amiúde em A Capital.

    Idiossincrasia. É este o “palavrão”, que só não me põe à beira de um ataque de nervos porque eu sou um cidadão muito "auto controladinho" e se por acaso algo me enfurece momentaneamente, faço por relaxar, respirando fundo e cogitando com os meus botões, não com “E Agora?”, mas com “Que Fazer?”, como o mestre Lenine.

    Mas a Dr.ª. Maria José não se limitou a “idiossincratizar” a minha paciência, a Senhora, que até não é das mais antipáticas às “direitas”, enveredou por “mensagens subliminares e códigos de conduta esotéricos”… Mas o que é isto? Será que a velha Lusitânia se transformou numa Feira de Ciências Ocultistas? Fico na dúvida se o Dr. Durão Barroso antes de se mudar para Bruxelas terá ou não ouvido os sapientes conselhos do Alexandrino, aquele do “firme e hirto”, ou se o Dr. Santana Lopes tem sido assistido por diferentes Mães ou Pais de Santo, ou ainda, se o Dr. Paulo Portas, confrade da Dr.ª. Maria José, recorre com frequência ao “Oráculo de Belline” do tarologo Miguel de Sousa.

    Será que os nossos distintos pensadores/escribas, quais “educadores do Povo”, pretendem imbuir na Alma Lusitana o culto idiossincrásico?

    Eu não tenho nada contra a utilização de tão “in” palavra, mas já é Idiossincrasia a mais, talvez reveladora de um hiato alojado em algumas cabeças pensantes cá do burgo, superando-o com expressões pouco usuais do nosso dia-a-dia, transportando-as assim para o palco iluminado pelas Luzes da Ribalta do seu protagonismo.

    Desculpa-me, Charles Chaplin

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    quarta-feira, abril 13, 2005

    Nove Meses na Blogosfera

    Nove meses. O tempo previsto, salvo alguma anomalia, para a gestação de um designado ser humano racional e de algumas outras espécies de mamíferos a que a maior parte dos cientistas classifica de irracionais.

    Nestes duzentos e setenta dias o Fraternidade tem partilhado o inato e o adquirido, deste vosso fraterno Amigo. Resultado de seis décadas de vivência no Mundo externo, com a carga genética herdada dos seus progenitores, que constituiu um elemento importante no seu desenvolvimento e compreensão do Universo em que se encontra inserido.

    Alguns Amigos, através de mensagens dedilhadas ou pessoalmente, têm-me dito que a minha escrita denota uma certa amargura e tristeza. Têm toda a razão. Poucas são as vezes em que estou predisposto a soltar-me, ainda que momentaneamente, de toda a problemática deste mundo que nos envolve.

    Espectador atento e actor interveniente em todos os actos dramáticos que afligem o colectivo, através da escrita e não só, procuro dar a minha quota-parte na edificação ou reconstrução de uma sociedade mais justa e fraterna, respeitando aqueles que pensam de uma forma diferente, mas que estão de igual modo empenhados na defesa dos valores conducentes ao respeito e ao correcto desenvolvimento e aperfeiçoamento do Ser Humano.

    Sensível qb, nunca deixarei passar em claro toda e qualquer espécie de injustiças de que os meus semelhantes sejam alvo.

    Agradeço os simpáticos comentários aqui deixados e aproveito para esclarecer que não tenho por habito responder-lhes, como fazem alguns dos meus prezados/as Amigos/as e Companheiros/as da Blogosfera, por uma questão pessoal, embora respeite e compreenda os que o fazem.

    Para terminar, por hoje, e, descomprimindo um pouco, sugiro uma visita à pagina onde coloquei umas imagens captadas (e posteriormente trabalhadas) por mim, com uma vulgar maquina fotográfica, no passado dia 2, no jantar comemorativo do aniversário do Pandora’s Box.

    Até Sempre Companheiros!


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    domingo, abril 10, 2005

    AMOR - O Inato e o Adquirido


    Todo o ser Humano é fruto do inato e do adquirido. Se o factor genético tem muita importância, o meio ambiente em que o individuo se vai desenvolvendo, as relações sociais, condições sócio económicas etc., constituem de igual modo muita importância na formação da mentalidade de cada indivíduo e consequentemente no seu comportamento em sociedade.

    Nos valores adquiridos, haverá alguns, tais a como a assunção de dogmas ditados pelas diferentes religiões, castradores de um saudável desenvolvimento do seu Eu, condicionando e limitando o modo de encarar a Vida e de que muitos indivíduos nunca conseguem libertar-se.

    Todas estas variáveis são importantes quando estudamos o comportamento de um indivíduo. É evidente que haverá muitas outras a ter em linha de conta, que não enumero aqui e que serão mais adequadas a uma abordagem mais exaustiva noutros locais.

    Será o Amor, fruto, única e exclusivamente de uma reacção química? Não. A ser assim, estaríamos perante um acto meramente gerado por impulsos irracionais. Na minha concepção da Vida, o Amor constrói-se a partir do nosso Eu e é esta variável que vai provocar o desencadear de várias reacções em cadeia, culminando nas pulsões físicas que o sublimarão.

    A expressão “fazer amor” na maior parte dos casos é errónea. O que se passa na maioria das vezes é a “troca de prazeres sexuais” ditados por um momentâneo impulso irracional.

    Não existem formulas magicas para Amar. O Amor, para quem tem a capacidade de o entender, vai-se construindo dentro de nós e o acto sexual decorrente desse entendimento será a procura da sublimação do Amor.

    Claro que todos nós, exceptuando eventuais malformações genéticas, nascemos com a capacidade de Amar. Mas tudo o que disse nos primeiros parágrafos deste texto, é, na minha perspectiva, muito importante para a aquisição da sensibilidade do Saber Amar.

    Termino com o título de um Poema meu: Saber Amar é Arte!



    O Friedrich do Babuska com o seu magnífico texto O que é o Amor, inspirou-me este que acabaram de ler.

    Um Abraço Companheiro.


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    sexta-feira, abril 08, 2005

    Fé, Morbidez ou Delírio Colectivo?

    Aquilo a que temos assistido nestes últimos dias a propósito da “morte anunciada” no passado sábado do Papa João Paulo II, mais uma vez, provocou em mim uma repulsa e uma condenação por tudo quanto gira à volta desse acontecimento e do seu aproveitamento por quem o considera útil para os seus mais variados fins, não olhando, como sempre foi sua pratica corrente, aos meios utilizados para os alcançar.

    Fui, tal como a maioria dos que me lêem, criado num meio envolvente pelos desígnios da chamada Igreja Católica Apostólica Romana. No final da minha adolescência, coloquei um ponto final na crença dos valores que nos eram incutidos, precisamente pelo que via e ouvia, continuando, contudo, a respeitar todos aqueles que sinceramente praticavam e praticam a sua Fé com lisura e um verdadeiro e fraterno Amor aos seus semelhantes.

    Sou, como costumo auto definir-me, um agnóstico não fundamentalista, um observador, tão atento quanto possível, de tudo o que se passa ao meu redor ou longe de mim e daí, em consciência, considerar que não devo deixar passar em claro tudo aquilo que julgo ser atentatório do bom senso e da dignidade humana.

    Quase que assistimos a uma morte em directo. Objectivas apontadas para as janelas de um quarto de um moribundo. Captam-se imagens de uma mó de gente, a rezar pela Vida e a esperar pela Morte. Colocam-se pessoas a carpir perante as câmaras. Finalmente anuncia-se o passamento de João Paulo II e aquela multidão, de câmaras e microfones apontados, reza, chora, grita, gesticula, para gáudio de muitos espectadores de emoções.

    Segue-se o espectáculo dos restos mortais num andor passando perante toda aquela gente, até ao local para a sua exposição pública. Organizam-se excursões para assistir às cenas finais da Morte de um ser humano. Roma rebenta pelas costuras. Milhares, milhões, tentam ver o que resta de um Homem. Muitos aproveitam para fazer piqueniques pelas ruas da cidade e dormem ao relento. As diversas cadeias de TV, Rádio, Jornais, registam o máximo que podem para satisfazerem as suas audiências ou os seus leitores.

    Show Must Go On!

    Fé, Morbidez ou Delírio Colectivo?

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    terça-feira, abril 05, 2005

    O Jantar do Pandora's Box



    Foto do Quim Nogueira do Lobices

    No passado sábado realizou-se o jantar de confraternização blogueira, promovido pela São, por ocasião do 1º aniversário do seu Pandora’s Box.

    Foram momentos inesquecíveis que proporcionaram o conhecimento físico da maioria daquelas ou daqueles, companheiras ou companheiros, da Blogosfera.

    Sem desprimor para as Amigas ou Amigos com quem não tive oportunidade de dizer mais que um simples olá, gostava de realçar aqueles que privaram mais de perto comigo. Começo pelo Augusto Dias do Klepsidra, que ficou mesmo ao meu lado na mesa e que foi a segunda pessoa a chegar ao restaurante. O primeiro fui eu…

    O Augusto e eu, tínhamos uma enorme curiosidade recíproca de nos conhecermos pessoalmente. Ele já manifestou no seu Blog a sua simpatia para comigo e eu quero deixar aqui expresso, que, para lá de algumas diferenças ideológicas que nos possam distinguir, elas não constituem qualquer óbice para uma saudável Amizade que logo ali estabelecemos e que será certamente duradoura. Ler os textos do Augusto para mim é um exercício de estudo e reflexão. Bem Hajas prezado Amigo.

    Em frente a mim e ao Augusto ficou um simpático casal, o Bertus do Porquinho da Índia e mulher. Ao meu lado direito a Penelope do Penelope42's Photos, seguindo-se a MJM do Baby lónia e a irrequieta Blimunda do ante mare, undae. Em frente a estas "beldades", o Luís do Sinto-me Livre para Fracassar e a Vanrose (sem Blog actualmente), uma amante de Teatro, com muito talento, que em conjunto com a Blimunda, nos proporcionaram um alto momento da Arte de Talma.

    Também falei com o simpático Quim Nogueira do Lobices; com a doce Menina Marota do Eternamente Menina; tive o prazer de finalmente conhecer o Luís Ene do Ene Coisas; o meu homónimo Fernando do Cidadão do Mundo; o mestre das imagens Ognid do Catedral; a Lique do Mulher dos 50 aos 60; esse homem de peso que dá pelo nick de ZecaTelhado do Tadechuva, um divertido e simpático companheirão; Cid, o jovem Cidadão Jornalista; o divertido Alex de O Blog do Alex; a Mitsou do Tijolices; o Luis Bonifácio da Nova Floresta; e todos as outras e os outros, Amigas e Amigos, que constam da Lista do jantar e a quem peço desculpa de não mencionar, por não ter tido a oportunidade e a felicidade de com eles conversar um pouco.

    Deixou para o final uma referência à São Alves, a grande organizadora do evento com quem tive a oportunidade e o prazer de colaborar. A felicidade e a emoção da nossa querida Pandora estavam bem estampados no seu rosto.

    Sãozinha, quando precisares de ajuda para mais alguma coisa é só dares um toque.

    Fotografias do jantar nos blogues:

    Praça da República em Beja e Catedral

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