Loreena McKennitt - Dante's Prayer

sábado, fevereiro 26, 2005

Sonhos de Outono

Com as folhas caídas
No Outono da Vida
Amores passados
Por vezes recordados
Pela memória esfumada
Na longa caminhada
De quem quis viver
Recusando por Ela só passar

Sonhos traídos
No Compasso do Tempo
Pelos cantos silentes
Pulsões dormentes
Sofridas no silêncio
De uma sala muda
O negro aconchega
Um Vendedor de Sonhos

Silêncio quebrado
Por breves momentos
No dedilhar escrevinhado
Do desencanto partilhado
Por Irmãos e Irmãs
De rosto marcado
Pelas angustias contidas

Beijos trocados
Carícias furtivas
Na fragrância agridoce da maresia
Libido esquecida
Num Corpo esquálido
Que tentamos despertar
Obrigando-a a Viver

E o Sonhador
Repleto de Amor
Percorre ternamente a sua Pele
Na esperança de um frémito
De uma Flor delicada
Pelo Verão já entrada
Que os Sonhos de Outono
Ao som das Valquírias
Enlaçando-A, procuram no éter
Rolar os seus Corpos
Em pegasus montados
Rodopiando em voos rasgados
Tendo por rota o Amor sublimado

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terça-feira, fevereiro 22, 2005

Tempo de Reflexão


Passados que foram estes dias de grandes emoções, agitação, promessas, não promessas e, noutros casos, de reafirmação de coerência de princípios, penso que é tempo de todos nós reflectirmos no próximo futuro, tendo em conta o bom e o mau de tempos passados, corrigindo o que houver para corrigir e seguir em frente.

O Povo Português expressou maioritariamente o seu desejo de mudança, direccionando o caminho do Centro para a Esquerda.

Uma politica de Esquerda significa levar a efeito acções básicas tais como: Trabalho, Saúde e Educação, entre muitas outras coisas de igual modo prioritárias, como é evidente.

Grande parte das pessoas que proporcionaram a actual maioria tem preocupações sociais e desejos comuns tal como as de outras, identificadas com os princípios programáticos de diferentes formações ideologicamente situadas mais à esquerda, o que quer dizer, que existem muitos pontos coincidentes entre nós.

O que nos une é muito mais importante do que aquilo que nos separa. Daí considerar necessário e urgente procurarmos algum Tempo de Reflexão.

Considero que é dever daqueles que sinceramente lutam em prol da dignidade do Ser Humano, procurarem o diálogo necessário com outros Irmãos de Luta, relegando para segundo plano, sem as trair, as diferenças programáticas que nos separam, unindo-nos nos pontos coincidentes, que são, afinal de contas, a batalha pela Liberdade, contra as desigualdades e pelo bem-estar social.

Entendo, que só assim conseguiremos combater o adversário comum, que muitas vezes, surge mascarado de preocupações pseudo humanísticas, sabendo nós que o seu objectivo é prorrogar o Poder, de quem são serventuários, dos que sempre nos coarctaram os nossos direitos.

Como para bom entendedor meia palavra basta, creio que todos entenderam o objectivo desta mensagem.

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sexta-feira, fevereiro 18, 2005

Treinadores Políticos de Bancada


Não estava nos meus planos, escrever o que quer fosse até à próxima segunda-feira. Mas no derradeiro dia do actual momento político, li algumas prosas venenosas de uns certos treinadores políticos de bancada, de tal forma odiosos e torpes, que não resisti em expressar aqui o meu repúdio contra tal fauna viscosa, rastejante e senil.

Amanhã, será o tal dia de reflexão. Sugeria a esses espécimes, que vistam os fatos que viraram há algum tempo atrás e que vão rastejar na lama das suas consciências.

Até Sempre Companheiros!


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quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Sete meses na Blogosfera


Cravos de Abril


No passado Domingo, dia 13, este espaço completou 210 dias. Sete meses de partilha. De encantos e de alguns desencantos. Mas “quem anda à chuva molha-se”, embora eu não tema resfriados, o que não quer dizer que por vezes não me falte a paciência com algumas bactérias virulentas.

Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar”. Pois não. Sempre procurei o diálogo, com toda a gente, independentemente da sua faixa etária, sexo ou concepções ideológicas diferentes. Entendo que este meio de comunicar, pode e deve ser um saudável veículo de partilha, expressão de ideias e de confraternização entre todas as pessoas, respeitando-se mutuamente, não obstante a natural óptica com que cada um entende defender os seus princípios, com o objectivo de dar o seu contributo para a edificação de uma Sociedade mais justa e Fraterna.

Refiro frequentemente, principalmente em alguns comentários que deixo nalguns Blogs, a necessidade de nos unirmos em torno do essencial, remetendo para segundo plano os aspectos acessórios que nos separam. Por tudo isto, considero inaceitável que alguns Companheiros “blogueiros” usem os seus espaços, para estarem constantemente a descarregar ódios, que eu diria, talvez motivados por certas frustrações que não conseguem ultrapassar ou impelidos por alguns sentimentos de culpa residentes no seu subconsciente, que normalmente provocam recalcamentos e daí a sua praxis comportamental.

De igual modo reprovo atitudes de intolerância da parte de algumas pessoas, que se identificam com as minhas concepções politicas. O endeusamento de figuras que nos são queridas, o sectarismo e a arrogância, não conduzem a parte alguma, antes pelo contrário, contribuirão para atrasar a Luta por um futuro melhor.

Já disse aqui há pouco tempo, que o Fraternidade não é um espaço eminentemente político, ressalvando de igual modo, que a expressão apolítico não entra no meu conceito de estar na Vida, porque sempre recusei limitar-me a passar só por ela. Como observador atento de tudo o que apreendo e do que se passa ao meu redor, intervirei sempre que a minha consciência assim o ditar.

Daqui a poucos dias vamos ser chamados uma vez mais, para pronunciarmo-nos sobre o Caminho a trilhar nesta Lusa Pátria. Faço votos para que todos cumpram o seu dever de acordo com a sua consciência, resistindo a utilidades inúteis.

Para todos desejo o melhor e envio o meu habitual Fraterno Abraço.

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sexta-feira, fevereiro 11, 2005

A Fauna e os Faunos

Fauno

Portugal, parente pobre da Comunidade Europeia é muito “rico” na diversidade da sua Fauna.

Nunca pensei ser possível encontrar tantos e tão requintados espécimes neste solo lusitano. Socorri-me do Darwin mas não tive sorte nenhuma. A sua Evolução das Espécies não contempla tais criaturas. Voltei-me para a Mitologia e penso ter encontrado alguma resposta.

Portugal tem a maior variedade de Faunos por metro quadrado do planeta. Admirados? O FAUNO/Capital (amigo Marx, desculpa-me, eu sei que com estas coisas não se brincam, mas o que é que queres, deu-me para aqui), dedilhando a sua Harpa ou soprando a flauta do seu amigo , desde há uns trinta anos atrás, foi deixando a sua prole de Faunos multicores (quase todas, à excepção do Vermelho e pouco mais) principalmente pelas urbes litorais. Inicialmente, de forma muito ténue e discreta, mas a partir da pré-adesão à então designada CEE, foi cá um rodopio uniformemente acelerado destes especímenes

No início foram rosas, senhores foram rosas, não daquelas que saíram milagrosamente das vestes da Isabelinha, mas da “faunicultura” que enfiou o Karl no sótão. Os seráficos azulinhos apareceram do lado direito com setinhas (que não são as do CUPIDO) a apontar para o centro, contraindo matrimónio a prazo com os faunos rosa. Foi sol de curta duração e os rosinhas lá tiveram de desenrascar-se sozinhos durante mais algum tempo. Os faunos rosa, muito a contra gosto, lá tiveram de dar corda aos sapatinhos, Pelo meio intrometeram-se outros faunos, de cor indefinida, talvez “cor de burro quando foge”. E a bagunça foi de tal ordem que foram todos para o Olimpo das cores para escolher o tom que mais se adequava à sua condição.

O FAUNO/Capital, já não estava a achar graça nenhuma aos seus rebentos. Que diabo, então esteve ele sarapintado as criaturas com aquelas cores todas – Crescei, multiplicai-vos e matai-vos uns aos outros - e os gajos não haviam maneira de acertarem o passo? Frank o “ciososo”, fez uma pausa e foi pregar para outras freguesias. Mais uma vez reuniram os Faunologistas Mediadores Internacionais.

Eis que, saído de terras mouriscas, aparece o Desejado Fauno Alfarroba Laranja. O FAUNO/Capital aplacou a sua ira durante uns anitos. Não sei lá porque carga de água, o emergente Fauno Azul Crispado, começa a atirar-se com unhas e dentes ao Desejado Fauno Alfarroba Laranja e à sua confraria. Os rosinhas iam esfregando as mãos de gozo.

Após uma década de reinado conturbado o Desejado Fauno Alfarroba Laranja, retira-se para a calidez serena do seu Sul, para um longo período de meditação, tendo à cabeceira o CDAi estes são a reserva da Nação”. Enfim, enquanto um Fauno Sonha, ou há marrada ou contradança…

Devidamente ungido com a bênção da Santa Madre Igreja, filho de terras marranas, embalado pelo som de Vangelis, com as Sagradas Escrituras sob o braço esquerdo, entra triunfalmente em cena o Seráfico Fauno Rosa Central. Mais uma vez o FAUNO/Capital suspirou de alívio. Os livros do tio Karl foram para um sótão mais distante.

Vai acima, vai abaixo, vai ao Centro e bota abaixo. E era tal a promiscuidade de Faunos Rosa Alaranjados e de Faunos Laranja Rosados, que até o próprio FAUNO/Capital tinha sérias dificuldades em distingui-los. Até que o Seráfico Fauno Rosa Central, não aguentando a pedalada, num momento de alta depressão, desapareceu-lhe do rosto a sua beatifica postura e exclamou: “E Jesus Cristo disse:” (batendo com o punho sobre a mesa) “porra p’ra isto! Desandou dali e foi tentar converter alguns profanos resistentes internacionais.

Foi a oportunidade do Zé Manel, um Laranja Fauno que há uns anos atrás era um Menino Rabino Pintando Paredes. Coisas da juventude. Então o Fauno Pacheco quando era uns anitos mais novo, não fez tropelias idênticas? Mas as coisas também não correram bem ao Fauno Zé Manel. Mas, tal como diz o ditado popular: “todos os diabos têm sorte” e o Zezinho, manhoso, tecendo loas ao Fauno Vitorino Rosa, foi enganando toda a faunaria, propagando aos quatro ventos que o compadre Vitorino teria toda a sua poia, perdão, o seu apoio, para o lugar hierarquicamente cimeiro da CE, enquanto ia engendrando com os seus Internacionais Faunos liberais comparsas, a maneira de alcançar tão honroso lugar

E eis que, “bruscamente no Verão passado” a noticia colhe de estupefacção as lusitanas gentes. O Zezinho ia ser o novo chefe da Eurolandia. Felicito-o pela destreza das suas manhas. Por (de)mérito seu, o barco lusitano estava (está) ingovernável e o Fauno Zé foi (des)governar para outras bandas. Descanse em Paz.

Fauno Pedro Laranja, um fogoso jovem de currículo invejável de obras inacabadas e incontornável verborreia, foi por conjunturas circunstanciais várias, o sucessor do Fauno Zé, na chefia da Irmandade dos Faunos Laranjas e da governação Lusitana, mantendo os compromissos assumidos pelo seu antecessor com a Irmandade dos Faunos Azuis, na pessoa do seu chefe Fauno Azul Crispado.

Cada um a (des)governar para seu lado, até que o chefe Jorge deu um murro na mesa e disse: “alto e pára a dança!”. O Irmão Ferro (não lhe chamo Fauno por parecer-me ser injusto) aproveitou a boleia e pôs-se a milhas.

Das bandas da Irmandade Fauno Rosa, cada vez mais desbotadas , depois de muita discussão, encontraram a solução para as suas maleitas. O Fauno Engenheiro Rosa desbotado, que até tem nome de filosofo, boas gravatas e tudo (como dizia o Solnado) foi o eleito para conduzir a Irmandade Fauno Rosa. Novo suspiro de alivio do FAUNO/Capital. Duas Irmandades bem no Centro, embora uma incline levemente para a Esquerda e a outra fortemente para a Direita, amparada pelos direitíssimos Faunos Azuis Crispados.

No âmago deste enorme caleidoscópio (excluindo os tons Vermelhos, Vermelhuscos e uma certa tonalidade de Verde) encontra-se a nata de confiança do FAUNO/Capital, que em vez da tradicional configuração, meio homem, meio bode, é caracterizado por um enorme Polvo de incomensuráveis tentáculos, através dos quais os Faunos de coloração Rosa, Laranja e Azul, lhe vão prestando os seus valiosos serviços.

Que Fazer? Como dizia o outro que vocês sabem qual é. Talvez… (não é isso que estão a pensar) por exemplo, continuar a caminhar de acordo com a nossa consciência, não nos deixando embalar por suspeitas Harpas e Flautas, recusando a falsa maviosidade dos seus cantos.

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segunda-feira, fevereiro 07, 2005

Relações Púbicas

Desde os primórdios da Historia, que muitos dos acontecimentos, bons ou maus (mais maus que bons), ocorreram por motivos sexuais.

Eunucos, cortesãs, odaliscas, “odalascas” e “ofícios correlativos”, sempre povoaram as cortes de Imperadores, Reis, Imperatrizes, Rainhas, Ditadores, Democratas ou assim-assim

Guerras, Traições, Duelos, Assassinatos, etc., etc., quantas vezes aconteceram por causa das pulsões sexuais dos seus protagonistas?

Por falar em assassinatos, agora ouve-se frequentemente a expressão “assassinato político” ou à minha maneira: canalhice, rasteira torpe e quejandos.

Já sabem porque é que hoje me deu para escrever isto. Pois é, foi por isso mesmo. Uma certa e “iluminada classe politica” vazia de ideias, situada principalmente, do centro para a direita, vai acusando-se mutuamente, copiando pacoviamente tudo o que de mais negativo se faz nos USA e seus comparsas, procurando assim, suprir a ausência de ideias, para derrotarem os seus adversários.

Quase tudo na vida nacional, tal como na internacional, assume a postura redutora daquilo a que um Amigo meu, pessoa com um QI muito razoável e com formação académica, há uns anos atrás, classificava por relações púbicas.

Um outro Amigo, mais prosaico e muito arguto, de origens proletárias, quando estava com o seu copito, dizia: “Cada um é como cada qual e cada qual é como a puta que o pariu”. E assim expressava a sua indignação, quando ouvia falar nos tartufos da nossa Sociedade.

Penso, que ambos, o doutor e o proletário, têm razão. Ressalvando a mãezinha de cada um, cada pessoa é como é e ninguém tem nada a ver com isso, desde que não nos afecte a nossa vidinha.

Falem-nos de Trabalho, Saúde, Educação, Segurança Social e de outras matérias prementes para a sociedade Portuguesa. Isso sim, interessa-nos. Porque as vossas relações púbicas resvalam na couraça da indiferença de um Povo deprimido, que não consegue vislumbrar a saída do túnel em que vocês o encurralaram.


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terça-feira, fevereiro 01, 2005

Salvemos o Notícias da Amadora

No dia 25 de Outubro de 2004, o semanário Noticias da Amadora (NA), completou 46 anos de publicação. Efeméride a que eu dediquei um texto nesse mesmo dia.

Não vou aqui repetir tudo o que disse no referido texto, mas tão e somente dizer-vos que o NA necessita urgentemente da atenção de todos os que amam a Liberdade e que não fazem dela uma mera palavra de retórica.

Desde a sua fundação em 25 de Outubro de 1958, até quase 16 anos depois, o NA lutou com muita força e determinação para ultrapassar os inúmeros obstáculos que se lhe depararam.

Não tendo o suporte de qualquer grupo económico o NA só sobreviveu graças ao trabalho abnegado de todos os seus colaboradores e o contributo dos seus fiéis leitores.

O lápis azul dos esbirros Coronéis da Censura Salazarista e Marcelista; Os assaltos frequentes dos torcionários da antiga Pide/DGS; Os entraves burocráticos ao funcionamento do Jornal, impostos pelas diversas estruturas do regime corporativista, arremedo pacóvio, mas de igual forma violento, do nazi-fascismo; etc., etc. Não foram suficientes para dobrarem a inquebrável determinação de um punhado de gente, disposta a lutar pela Liberdade do Povo Português até às últimas consequências.

O NA nunca limitou as fronteiras, à sua, agora cidade, da Amadora, ou ao Concelho em que se encontrava inserido. Os problemas nacionais e internacionais sempre lá estiveram presentes, com leitores espalhados por todo o País e abrangendo muitas pessoas que viviam no que são hoje designados por PALOP’s.

Quase dezasseis anos após o seu surgimento, o NA pôde finalmente desfrutar a almejada Liberdade. Sem sectarismos, nem rancores, abrindo as suas portas a varias sensibilidades de opinião. Mas entretanto, o grande Capital, de antigos e novos senhores, que se apressaram a vestir roupagens de democratas envernizados, cedo começou a reorganizar-se, praticando novas formas de exploração e de moldagem de consciências.

Antigos e novos grupos empresariais vieram para a ribalta, com a sua nova cosmética e a par da reorganização das velhas e novas empresas ou grupos económicos com a pomposa designação de holdings, os velhos e novos senhores do Capital (re)descobriram o filão da Comunicação Social colocando-o ao serviço dos seus desígnios. Tal como a mitológica Hidra de Lerna, com as suas sete cabeças, os novos e os velhos detentores do Capital pariram as suas Hidras. E assim, não há holding que se preze, salvo raras excepções, que não tenham as suas Rádios, TV’s e vários títulos de Jornais e Revistas.

Sabemos, a quase trinta e um anos da revolução de Abril, as razões que permitiram tal situação e como tal não vou agora dissertar sobre essa matéria. O que me levou a redigir o presente texto, foi o facto de conhecer, quase desde a sua fundação o NA e a sua postura deontológica. Uma das poucas vozes da palavra escrita, não dependentes de qualquer poder económico.

O NA sempre foi um defensor acérrimo da Liberdade e um arauto na Luta contra as injustiças Sociais. Nunca se vendeu, nem nunca rendeu. Tem prosseguido a sua caminhada sempre de cabeça bem erguida.

O NA está a atravessar momentos bastante amargos, pagando o preço da sua isenção e independência. Tem sobrevivido com a ajuda dos seus fiéis leitores, que pagam anualmente uma assinatura de 20 Euros, por quarenta e tal jornais, o que não chega a perfazer cinquenta cêntimos por edição. O valor de um simples café. Adicionando alguma publicidade institucional do Poder Autárquico e do comércio local ou circundante, é tudo o que tem entrado no magro cofre deste Jornal. Mesmo assim, a sua direcção meteu ombros a uma tarefa hercúlea, tendo publicado desde Setembro 2001 um conjunto de 40 Cadernos de Censura 16, sem quaisquer acréscimos monetários para os seus leitores e assinantes. São documentos de uma grande riqueza histórica, que todos os amantes da Liberdade deviam ler e dar a conhecer às novas gerações.

Estimadas Amigas e Estimados Amigos, penso que não preciso acrescentar mais nada. Está nas nossas mãos desencadear-mos uma grande onda de Fraternidade para com o Noticias da Amadora.

Por favor, não permitam que se cale uma voz da Liberdade.



Uma das maneiras imediatas de ajudar o NA, poderá ser, por exemplo, fazer-se assinante. Para mais detalhes click aqui.


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