Loreena McKennitt - Dante's Prayer

segunda-feira, novembro 28, 2005

Lares ou Campos de Concentração?

Auschwitz


Foi há quase trinta anos, em 1976, quando pela primeira vez tomei contacto com um Lar de Terceira Idade.

Em Junho desse ano, o meu Pai, com 68 anos de idade, viu agravada a sua arteriosclerose de que padecia precocemente há alguns anos. Rolou pelas escadas do prédio onde vivia com a minha Mãe. Nunca mais se levantou sozinho. Nove meses de sofrimento para ele e para nós que o víamos mirrar, definhar, a cada dia que passava.

Como os filhos e as noras tinham os seus compromissos profissionais, a minha Mãe, falando connosco, diligenciou no sentido de internar o meu Pai num Lar. Embora com bastantes reservas os filhos aceitaram tal decisão.

Tratou-se da papelada com a Segurança Social, para a respectiva comparticipação nos custos e comprometemo-nos com o respectivo remanescente. Assim, passados poucos dias da queda do meu Pai, internamo-lo num Lar, que existe, ou existia na chamada zona nobre de Lisboa, entre o Saldanha e o Campo Pequeno.

Era um palacete oitocentista, de fachada artística, com amplos salões no piso térreo e quartos largos nos pisos superiores. A responsável pelo Lar e julgo que proprietária deste palacete, era uma mulher de estatura média alta, morena, seca, postura dinâmica, que revelava para um observador mais atento, um jogo gestual e verbal próprio de pessoas sem uma réstia de humanidade e que através do seu comportamento social humilham, dominam ou tentam dominar os outros, o que, por sorte desse tipo de gente, raramente encontram quem lhes faça frente e as desmascare.

A referida “Fraulein” era coadjuvada nas funções de gestão do Lar, por um filho, um rapazote trintão, bem nutrido, com um sorriso imbecil a iluminar-lhe o semblante de menino bem comportado, cumpridor dos ditames da mamã.

Passados dois ou três dias, das nossas visitas diárias, foram o suficiente para nos apercebermos do “inferno” (aparentemente dourado) onde o meu Pai estava internado.

O meu Pai estava num quarto junto com outros utentes, logo na primeira cama. Mesmo antes deste acontecimento era uma pessoa introvertida, afável perante os outros, mas de parcas palavras. Durante as visitas mantinha-se calado, como que ignorando-nos. Incentivávamo-lo a falar, mas ele, com a sua grande miopia, corpo a encarquilhar-se em forma de C, respondia-nos praticamente por monossílabos e com os olhos perdidos no vazio, como que a pedir-nos em silêncio que o deixássemos definhar em paz. Nunca tinha sido um lutador. Sempre foi um resignado perante a Vida.

Aquele Lar, tal como tantos outros que pululam por aí actualmente, sejam eles em apartamentos de habitação normais, em que os idosos (e não só), se amontoam como num curral de caprinos ou sediados em mansões ou moradias, destinados a utentes da chamada classe média alta, não têm responsável clínico ou médico assistente. O pessoal recrutado que presta assistência aos utentes, na sua grande maioria, não tem habilitações profissionais ou sensibilidade humana para desempenhar tal tarefa.

Em relação ao meu Pai, desde o encontrarmos com a fralda encharcada de urina e defecação, a formigas a passearem-lhe pela cara, já para não falar da alimentação ministrada, foi o suficiente para ao fim de uma semana o retirarmos daquele “campo de concentração” e o levarmos de volta para a sua casa.

Foram longos e penosos nove meses, em que a minha Companheira, após terminar o seu trabalho numa multinacional, se dirigia a casa dos meus Pais para tratar do Sogro, principalmente na parte referente à higiene. Foi uma enfermeira diligente e carinhosa para o meu Pai.

Passados esses nove dramáticos meses, em Janeiro de 1977, o meu Pai sossegou. E foi impressionante de constatar como a morte física lhe devolveu a flacidez ao corpo. Cuja forma de C já estava praticamente fechada, formando um O. Endireitámos-lhe o corpo. O rosto, antes crispado pela longa agonia, readquiriu o seu usual ar sereno que tinha em Vida, antes daqueles nove meses.

Esses nove dramáticos meses e a experiência de uma semana naquele “inferno” de fachada senhorial, marcaram-me para sempre ao longo de quase 30 anos passados.

Através destes anos, fui conhecendo alguns Lares onde se encontravam internados familiares ou pessoas amigas. Uns, como referido atrás, implantados em casas de habitação sem um mínimo de condições para o desempenho da sua função. Outros, os tais para utentes da classe média alta, mais ou menos imponentes.

É evidente que existem raras e honrosas excepções. Uma delas, encontrei-a num Lar situado na zona da Graça, em Lisboa, situado num antigo complexo senhorial, onde a minha Mãe, por decisão própria, decidiu passar os últimos anos da sua Vida. Foi ela que deu todas as voltas necessárias para a respectiva admissão naquele local, que escolheu no início dos anos 90. As instalações, muita embora se tratasse de uma antiga residência senhorial não tinham a imponência do palacete onde fora internado o meu Pai em 1976, mas as condições, sob o aspecto humanístico: trato com os utentes, alimentação, higiene, etc., eram bastante aceitáveis. E o pessoal, de um modo geral, era carinhoso e diligente para quem estava ali à espera de alcançar a sua “etapa final”.

Já no início deste ano, foi a vez do meu único irmão, mais velho 12 anos, passar uma “temporada” de uns quatro meses num desses Lares para utentes da classe média/alta. Situado na região Oeste, este complexo moderno, de atraentes linhas arquitectónicas, foi do melhor que encontrei. Quartos individuais ou duplos, com casa de banho, limpos e arejados. Salas de convívio e de refeição bastante amplas e harmoniosas. Pessoal bastante competente e de um modo geral afável para utentes e familiares. Enfim, todo um conjunto de serviços prestados que justificarão os 1750 Euros (mil setecentos e cinquenta Euros), valor mínimo cobrado à maioria dos utentes (ou seja, aos seus familiares). Passados esses quatro meses o meu Irmão voltou para casa, mercê das consideráveis melhoras dos seus órgãos de locomoção e, da persistência psicológica e afectiva que o Irmão mais novo lhe devotou. Desculpem-me a presunção.

Mas, caros/as leitores/as, referi atrás duas das excepções encontradas no panorama que se pode constatar nos chamados Lares de acolhimento, prestadores de serviços, não só a pessoas seniores, como em alguns casos, a doentes de outras faixas etárias dependentes de terceiros.

Mas, quanto à grande maioria destas entidades prestadoras de serviços, o panorama não é dourado, nem sequer prateado. É sim um verdadeiro e escandaloso atentado à dignidade humana.

Tive oportunidade de conhecer alguns destes Lares. Alguns, como já referido, implantados em minúsculas casas de habitação sem um mínimo de condições, tanto no que respeita à acomodação dos utentes, como em salubridade e no trato com aqueles Seres dependentes de terceiros. Tive até conhecimento de alguns casos de maus-tratos físicos. As pessoas proprietárias destas casas a que chamam de Lares, são, de um modo geral, pessoas sem qualquer tipo de preparação para aquelas funções, não só do ponto de vista profissional, como humanístico. Neste tipo de “casebres” cobram, pelo menos, valores mensais superiores ao dobro do salário mínimo nacional.

Depois, vêm os outros, os da chamada camada média alta, onde a mensalidade mínima é de 1750 Euros (mil setecentos e cinquenta Euros), como também já referi atrás. Em grande parte destes, em relação aos dos “casebres” só se verificam mudanças cosméticas. Normalmente implantados em moradias de fachadas atraentes, hall, recepção e sala de visitas devidamente cuidados. Quanto aos quartos e ao que se passa no seu interior, a conversa já é outra. Os quartos poderão ter condições, mas os utentes, principalmente os acamados ou com disfunções psíquicas, são muitas vezes votados ao abandono, sendo vulgares as quedas, manterem-se vomitados, com urina ou defecação, que por vezes lhes cobre todo o corpo.

No que respeita à alimentação, grande parte destes Lares da designada classe média alta, prestam de igual modo um péssimo serviço. Não tanto pela quantidade (que muitas vezes é insuficiente), mas pela qualidade de alimentação fornecida. Um pequeno exemplo: à hora do lanche servem finíssimas fatias de pão de forma em torradas, com uma pequena camada de margarina de um dos lados – margarina sim, não manteiga.

Sabemos que estes Seres Humanos, com idade avançada ou outros dependentes mais novos, dado o não dispêndio de energias e a outros factores, não necessitam de ingerir grande quantidade de alimentos. Mas a alimentação que lhes é ministrada deve ter um mínimo de qualidade. O que, repito, não acontece em muitos destes Lares.

Não quero ser exaustivo, mas lembro-vos aquilo que escrevi no meu texto
Autópsia. Entre os muitos exemplos, falei, embora superficialmente, acerca das pessoas que falecem em Lares. Não falei de cor. Nunca extrapolo os temas de que falo e eu sei porque dei esse exemplo.

Assim como sei porque escrevi o presente texto. Como tal, sugiro a quem me está a ler, que retire as devidas ilações do seu conteúdo.

Termino com um apelo aos meus leitores. Caso tenham condições de espaço e/ou financeiras, evitem a todo o custo internar os vossos entes queridos num Lar. Por melhores condições que este tenha, não irá nunca substituir coisas tão importantes como o Afecto, o Calor Humano e o Amor.

Mas se for de todo impossível manter os vossos entes queridos convosco, pelo menos tenham em atenção aquilo que escrevi, estando permanentemente atentos a tudo o que se passa na casa de acolhimento designada por Lar. Visitem-nos com a máxima regularidade possível. Prestem-lhes atenção. Ainda que muitos destes Seres não estejam no pleno uso das suas faculdades mentais, eles sentem o Afecto, o Calor Humano e o Amor que lhes devotamos.

Só mais um exemplo para terminar: Durante o período de internamento do meu Irmão, visitava-o três vezes por semana. Aos outros dias ele tinha a visita da minha Cunhada e da minha sobrinha, sua Filha. Quando ele me via chegar, todo o seu semblante se iluminava.

Ser Fraterno e Solidário, faz-nos felizes e não custa absolutamente nada.


Comentários Alternativos - Haloscan:

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Comments:
E um dia destes é a nossa vez de passarmos pelo inexorável envelhecimento e sentirmos na pele o facto de que a velhice não está na moda.
Bom artigo este e muito actual.
 
Amigo, ler-te fez-me recordar os últimos momentos da minha mãe. Apenas na última, mas mesmo última instância é que decidimos colocá-la num lar. Depois de lá entrar, e apesar de já ir bastante debilitada, o seu comportamento deteriorou-se bastante, nomeadamente na sua forma de relacionamento connosco. Havia procurado bastante um Lar que fosse o melhor possível para ela, e que simultâneamente estivesse próximo da minha casa, para facilitar as nossas deslocações lá. Mas tudo é uma fachada. O que é certo é que três meses depois de lá entrar veio a falecer no hospital, para onde a levaram e onde a acompanhei nas últimas horas. Há pouco tempo uma amiga perguntou-me qual o Lar onde ela tinha estado porque uma amiga dela tinha um caso semelhante. Disse-lhe, mas não pude deixar tb de lhe dizer que não recomendo a ninguém essa solução como alternativa. Sempre fiquei com a impressão de que a minha mãe, a partir do momento em que lá entrou, desistiu de querer viver. Vou sempre ficar com um peso no coração, por ter tomado essa decisão.
Lares, só o nosso, onde há atenção e carinho. Os outros não merecem a maior parte das vezes esse nome.
 
Tema extremamente actual, principalmente nesta sociedade, onde se tem o culto do Jovem, e onde cada vez ha menos lugares para os anciões, q são depreciativamente apelidados de velhos.....
O tema dos lares da 3ª idade e do modo como tratam as pessoas q lá estão internadas toca-me e impressiona-me muito, mas por vezes impressiona-me mais o modo como os familiares agem, pq mts ha q lá colocam os seus "velhos" e passam meses sem os visitar. Será q as pessoas se esquecem q se não morrermos em novos, morremos em velhos......
 
Vim aqui por recomendação de uma pessoa amiga comum.

O que nos contas é arrepiante. Acredito e já tinha a noção de que havia lares onde as condições eram muito más.
Já vivi experiência semelhante, mas muito mais grave, mas por dentro do sistema.
Em 2 palavras:
Fui presidente da direcção de uma IPPS durante 8 anos, na área dos jardins de infância. Fiquei a saber que muitas instituições eram armazéns de crianças quase sem actividades pedagógicas. E que são as próprias Instituições (a maioria) que desencadeiam o processo de dificultar ao máximo as adopções para não perderem receitas (o Estado subsidia por criança).
Isto é ainda pior, porque condiciona todo o futuro de milhares de crianças.
Parabéns pelo teu blogue. É muito bom.
Abraço.
 
Li atentamente e estou de acordo com esta triste realidade embora também conheça um ou outro lar que possui condições satisfatórias de funcionamento. Mas muitas vezes os familiares de certos idosos recorrem a interná-los em lares para não se chatearem muito com o problema. Eu conheço algumas pessoas que recentamente optaram por contratar empregados para tomarem conta dos seus familiares e nesse caso acabam por gastar menos do que se os internassem num lara, além deles poderem continuar a desfrutar do prazer de continuar nas suas próprias casas. Uma das razões porque muitas os familiares optam por internar os seus pais ou avós em lares é exactamente porque a fraternidade não é um sentimento que comunguem. Com um abraço do Raul
 
Os Lares (pq se chamarão assim?) são, salvo raríssimas excepções, autênticos depósitos. Sem qualidade, sem humanismo.
E é muito estranho que hajam tantos desses chamados lares a funcionar sem autorização, sem licença e, o que torna a coisa mais grave, com conhecimento público e oficioso, se não mesmo oficial.
This is Portugal!
Um abraço, Amigo Fernando.
 
É um problema danado grande amigão.

Pois cá está este teu amigo de regresso após um tempo bastante assoberbado com outros afazeres. Espero voltar ao "ritmo normal" outra vez.
Aquele abração do
Zecatelhado
 
Não percebo porque chamam LARES a estas instituições?
Ou sou muito burra ou algo está errado no uso deste termo, porque lar em latim significa a pedra onde se fazia o fogo que aquecia a quem morava em redor, daí o termo lareira...

Só se por comparação nos lembrar os fornos crematórios dos tais campos de concentração do regime Nazi!!!

Não será que a nossa sociedade é que permite que estes "campos de extermínio" proliferem?

Já pensáste que com as reformas a passarem para os 60 e muitos anos, se está afinal a incentivar a morte prematura dos anciãos?

Já pensáste que reduzindo os salários se promove também uma reforma miserável para a grande maioria da população e consequentemente a incapacidade de encontrarem soluções para cuidar dos mais idosos?

Não seria mais vantajoso, incentivar as famílias a cuidarem dos seus idosos dentro do seu próprio lar apoiando-as com subsídios ou aumentanto os benefícios fiscais às famílias que optassem por esta solução?

Gostei muito do artigo e acho que tens aqui ainda pano para mangas para bater neste sector.

Beijos
 
Li atentamente. Tenho a mesma idéia formada sobre essas empresas que são empresas que muitas vezes as pessoas se esquecem que o objectivo final delas...é O LUCRO. São tributadas em IRC, o produto (mau produto) que vendem? O Internamento.... é triste, muito triste. Obrigada por compartilhar este texto.
 
Amigo Fernando;
Li este texto todo e, embora já soubesse o que estas casas "gastam", fiquei com um nó no estômago. É tudo triste, desde a vida hoje em dia não se compadecer com os velhotes - os filhos estão ocupados atrabalhar para os senhores do bananal- até ao despejar deles para estes campos de concentração à espera que a morte os liberte da angústia. Eu felizmente, não tive necessidade de fazer o meu paizinho "provar" dessa caca. A minha mãe ainda pôde cuidar dele até morrer. Quanto a ela, garanto-te que nunca a submeterei a esse tormento. Como vou fazer não sei mas, NEM QUE TENHA QUE IR ROUBAR, da minha casa não sairá nunca!
Gosto muito de ti meu amigo, porque és um homem bom e solidário.
Aquele @bração do
Zecatelhado
 
Olá Fernando. Não tenho experiência directa nestes "Lares" de acolhimento, embora saiba de muitas atrocidades que lá são cometidas, da falta de carinho, da desumanidade com que tratam as pessoas que para lá vão. É revoltante que não se tomem medidas urgentes para alterar esta situação e dar dignidade às pessoas que têm necessidade de recorrer a estes serviços. Quem detem o poder deveria lembrar-se que o nosso país está a envelhecer ano após ano, a percentagem de nascimentos tem vindo a diminuir drasticamente. Será que não acordam, que continuamos um país de sonâmbulos? Tanta coisa há a fazer, meu amigo, e não se lembram que o amanhã é já hoje. Tanto dinheiro se gasta inútil e desnecessariamente. Para quê? Para estrangeiro ver? E nós, o que somos? O velho povo brando e sereno que quase não tem dinheiro para comer? Desculpa este grito, esta revolta que não pude conter. Um bjinho, Fernando, e espero que tudo esteja bem contigo.
 
Este texto é um murro no estômago, apesar de não trazer novidade alguma, infelizmente.
E com a tua sensibilidade, Fernando, consegues transmitir-nos a ambiência destes locais de "punição" como parecem ser ...
Existem excepções mas ... muitos poucas e incomportâveis para a maioria dos portugueses. E o Estado demite-se das suas responsabilidades... e nós afivelamos a indiferença na maior parte das vezes ... enquanto não nos toca à porta...
Mais uma vez, Obrigada por nos trazeres estes quadros bem reais da nossa sociedade.
Obrigada pelas tuas felicitações dia 1, foi pena não teres ido.
 
Fernando, este teu texto é - como sempre - muito oportuno. É chocante... mas infelizmente verdadeiro!

Desejo-te um excelente resto de Domingo...
 
Pungente! Não o drama em si, mas a escrita. Não se arranja melhor estilo literário? Fez-me lembrar os velhos romances de cordel, Corin Tellado e Cª...
 
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