Loreena McKennitt - Dante's Prayer

terça-feira, julho 05, 2005

Sementes de Violência

Por tudo quanto os Investigadores nos têm dado a conhecer, a violência vem do tempo até onde eles conseguiram chegar com as suas preciosas investigações, que tem sido objecto de um estudo contínuo, suas consequentes interpretações, análises históricas, antropológicas, sociológicas e mais recentemente da componente psíquica que, na minha modesta opinião, nunca poderá estar dissociada das áreas referenciadas.

Basta começarmos por atentar na história recente, de há uns mil e tantos anos atrás. Quantas nações existiam? Em que áreas geográficas? Quais as etnias que as compunham?

Mas se quiserem fazer o favor de seguir o meu raciocínio, vamos reduzir ainda mais esta análise, escolhendo como ponto de partida formação de Portugal.



O Condado Portucalense

Legenda:

1. Limites actuais de Portugal
2. Limites das dioceses
3. Sedes de arcebispado
4. Sedes de bispado
5. Principais centros não eclesiásticos
6. Burgos
7. Burgos eclesiásticos
8. Aldeias novas
9. Vilas novas

Fonte: Wikipédia

Relembrando um pouco, tudo começou quando em 1096, um conde francês, Henrique de Borgonha, veio auxiliar o rei de Leão e Castela, Afonso VI, na reconquista de terras aos Mouros. Como prémio, Afonso VI, concedeu-lhe a mão de sua filha Teresa de Leão e uma parcela de terras que iam desde o Rio Minho até ao Sul do Rio Mondego.

Deste enlace, nasceu em 1109, aquele que se tornou o primeiro Rei de Portugal: D. Afonso Henriques. Henrique de Borgonha morre em 1112 e a sua viúva Teresa de Leão sucede-lhe na gestão do Condado até 1127, data em que Afonso Henriques se rebela contra a mãe, tomando-lhe o poder e depois de muito sangue derramado, declara a independência do Reino de Portugal em 1139, que foi aceite pelo rei Afonso VII de Castela e Leão em 1143, mas só tendo sido reconhecida pelo Papa Alexandre III em 1170. Afonso Henriques ou D. Afonso I, morre em 1185. A sua vida foi marcada por lutas constantes, começando por rebelar-se contra a sua mãe. Expulsa os mouros que então ocupavam uma extensão grande da Península, empurrando-os progressivamente para sul, até parte do Alentejo. Os seus sucessores haveriam de fazer o resto até à conquista do Algarve.

A partir de então, guerras com os mouros e com os nossos vizinhos do lado foram “mais que muitas”. Conspirações e traições intestinas etc., etc. Veio a época dos Descobrimentos e com ela o tempo das “vacas gordas”. Foi-se formando uma nova classe social, a dos mercadores, a burguesia endinheirada, que admitiu ao seu serviço servos portugueses e, os escravos, arrancados à força das suas terras de Africa. Estes também foram forçados a povoar o Brasil descoberto por Cabral. Agrilhoados, espancados, mortos e mal alimentados, estes Seres, foram até quase aos nossos dias, pessoas sem quaisquer direitos até se livrarem, nas condições que conhecemos, das nações colonizadoras.

Entrando um pouco no panorama internacional, também sabemos que a maior parte do povo Africano, após a independência dos respectivos Países e em grande parte mercê da herança legada pelos antigos colonizadores, Reino Unido, França, Espanha, Holanda, Portugal, etc., se envolveu em lutas internas fratricidas, a maior parte das quais fomentadas pelas grandes potencias, que procuraram e procuram, à custa do sacrifício de milhões de vidas, sacar as riquezas naturais desses países, deixando os seus povos na miséria mais degradante.

Para além do povo Africano, outros povos colonizados tais como os da Índia, Paquistão, China, etc., etc., obtiveram, a maior parte deles, a sua independência, nos anos seguintes ao fim da II Guerra Mundial. As antigas colónias portuguesas foram das últimas a alcançar a sua independência e pelos motivos que também conhecemos. Timor ou Timor-leste, foi o último território de administração portuguesa, a ver reconhecida a sua autodeterminação. A Republica Sul-africana, após longos anos de domínio, principalmente, britânico e holandês, passou finalmente, após muita luta e sangue derramado, para administração dos seus autóctones.

Voltando a Portugal, que se manteve como monarquia até 1910, data em que como todos também sabemos se implantou um regime republicano, com todas as contradições que se conhecem, sabiamente aproveitadas pelas forças mais conservadoras da sociedade lusitana, que estabeleceram em 1926 um regime ditatorial que durante quase meio século sufocou o Povo Português.

Muito sangue suor e lágrimas correram durante esses quarenta e oito longos anos. Apesar do regime ter tremido com o final da II Guerra Mundial, o ditador Salazar ainda sobreviveu, mais de vinte anos. E nem a invasão e anexação dos antigos territórios de Goa, Damão e Diu, em 1961, o derrubaram da cadeira do poder. As estruturas do regime corporativista de inspiração nazi-fascista há muito que denotavam um caruncho em acelerado estado de putrefacção. Mas mantiveram-se miraculosamente de pé.

Nesse mesmo ano de 1961, eclode a primeira acção armada em Angola, contra os ocupantes portugueses. Seguiram-se os levantamentos na Guiné e em Moçambique. O autor destas linhas, esteve em comissão de serviço militar, em Angola, de Outubro de 1965 a Dezembro de 1967.

Pelo que pude constatar a posição dos colonos brancos era simultaneamente de reconhecimento da manutenção das forças militares portuguesas para sua salvaguarda e o desejo, que por vezes alguns não conseguiam calar, de uma independência branca, tendo como modelo os vizinhos do sul ou seja, o país de Nelson Mandela, a Republica Sul-africana, que vivia e ainda viveu por muitos anos o drama do apartheid, com toda a violência que se sabe.

Durante os dois anos e dois meses da minha comissão, apercebi-me do estado saturação denotado por alguns oficiais do Quadro, especialmente entre os alferes, tenentes e alguns capitães. A Pide também andava lá pelo mato, os seus agentes devidamente protegidos pelas forças militares, iam aparentemente em missão de captura dos então designados terroristas, aprisionados pelos militares, mas pelo que constatei, a razão principal da sua presença seria outra. De um modo geral afáveis, insinuavam-se principalmente entre os oficiais e, nós, os da classe de sargentos, também éramos objecto dos seus “sorrisos”. Mais palavras para quê?

No ano seguinte ao meu regresso de Angola, o decrépito Salazar dá uma misteriosa queda da sua cadeira de braços no terraço do Forte de Santo António. Depois de algumas hesitações, com leituras de boletins médicos para a RTP e para as Emissoras de Rádio e demais órgãos de comunicação social, a figura cimeira do Estado, o decorativo e inarrável Américo Tomás, após convocação do Conselho de Estado, nomeou seu substituto, aquele que foi um dos ideólogos do regime, mas que nos últimos anos que antecederam o fim de Salazar, era visto como “persona non grata”, pelos ultra-direitistas (vulgo fascistas) do regime: o Professor Marcello Caetano.

Marcello e a sua evolução na continuidade, ainda fizeram umas tímidas lavagens de cara ao Regime. Rebaptizando por exemplo, a União Nacional (UN), como Acção Nacional Popular (ANP) e a PIDE, como Direcção Geral de Segurança (DGS). Mas nem por isso os opositores ao Regime deixaram de ser perseguidos. A censura prévia aos órgãos de informação afrouxou tenuemente e nos escaparates das Livrarias faziam um pouco de “vista grossa” aos títulos apresentados, muito embora as apreensões continuassem a suceder-se com regularidade.

Em 15 de Maio de 1969 realiza-se em Aveiro o II Congresso Republicano, que reuniu resistentes de várias tendências. Nesse ano de eleições para a designada Assembleia Nacional, efectuadas em Outubro, Marcello Caetano convidou para integrarem as listas da Acção Nacional Popular, herdeira da decrépita União Nacional e como tal assente nos pilares podres do Corporativismo de inspiração nazi – fascista, como referido atrás, figuras de jovens licenciados, tais como: Pinto Balsemão, Magalhães Mota, Sá Carneiro, Miller Guerra, etc., não comprometidas com o Regime, mas também e até então, sem uma intervenção contestatária. Bem como para cargos de chefia em grandes empresas de, igualmente jovens licenciados, tecnocratas, como João Salgueiro, um dos impulsionadores da SEDES, instituição, que apesar de apolítica nos seu princípios programáticos, era motivo de grande desconfiança e ferozes criticas dos ultras, como Cazal Ribeiro o "manda chuva" da defunta Sacor e Henrique Tenreiro, o "grande pescador" e comandante da Brigada Naval, "delegação marítima" da Legião Portuguesa fundada por Botelho Moniz, em 1936. Um arremedo "saloio" das SS de Hitler.

Marcelo Caetano esforçava-se por mostrar aos seus comparsas, democratas ocidentais, que Portugal se ia adaptando aos novos tempos e até já poderiam constatar o seu simulacro democrático, com a permissão de um Congresso Oposicionista e a realização de eleições livres para a Assembleia Nacional. Para consumo interno eram as suas paternalistas Conversas em Família, que levaram muito boa gente a acreditar que a Democracia vinha a caminho...

O Congresso de 1969 terminou e como previsível, muitos dos congressistas passaram uma temporada nos calabouços da Pide. O mesmo acontecendo com a farsa eleitoral de Outubro desse ano, com a posterior prisão de muitos dos membros integrantes das listas, finalmente unitárias, CEUD / CDE.

A CEUD – Comissão Eleitoral de Unidade Democrática, impulsionada pelos posteriores fundadores do Partido Socialista (PS), em 1973, na Alemanha, também continha figuras independentes e católicos progressistas. A CDE – Comissão Democrática Eleitoral, era apoiada pelo Partido Comunista Português (PCP), único partido organizado, com largos anos de luta clandestina e, também, por católicos progressistas e outras pessoas de tendências de esquerda, não comprometidas ou mesmo criticas do PCP.

Passaram-se mais quatro anos nas condições habituais, Marcello permite um novo Congresso oposicionista, mas com a condição, como a já tinha imposto no anterior, de não se falar na Guerra Colonial. Cargas policiais, prisões, foi o rescaldo desse evento, em ano de novo simulacro de eleições livres para a Assembleia Nacional.

Finalmente em 1974, a Liberdade, mercê da luta de um punhado de homens e mulheres, que durante os anos da ditadura, semi-clandestinos ou em plena clandestinidade, deram a força anímica necessária, para na madrugada de 25 de Abril, um grupo de jovens oficiais, desse a machada final nos pilares do Regime.

O Regime realmente caiu de podre, mas muito germens carunchosos conseguiram sobreviver.

Suspenderam-se as acções militares contra os nacionalistas africanos. Nos meses conturbados que se seguiram, com a oposição de muitas figuras que aderiram ao derrube do Regime, encetou-se, com a metodologia possível, o caminho conducente à total independência dos territórios africanos, as chamadas colónias, também elas rebaptizadas ainda no consulado salazarista por Ultramar. Na Ásia, o longínquo Timor, foi ocupado pela Indonésia durante vinte e quatro longos e sangrentos anos, culminando, finalmente, com a intervenção da ONU, o que permitiu ao Povo timorense votar a sua independência em 1999, assumida integralmente em 2002, após um período de transição de três anos, supervisionado por aquele Organismo Internacional.

Com os preparativos para a independência das antigas colónias africanas, iniciou-se o regresso da grande maioria dos colonos residentes, muitos deles nascidos naqueles territórios. Foram tempos difíceis, em que muita dessa gente teve de reintegrar-se na sua terra mãe e outros tiveram que adaptar-se às condições proporcionadas pelo continente de origem dos seus progenitores.

Não foram só brancos que regressaram. Mestiços, que lá em Angola eu ouvia designarem por euro-africanos e negros, muitos deles colaboracionistas da extinta PIDE/DGS. Algumas destas pessoas, após o impacto inicial provocado pelas mudanças, concordo que muitas vezes dramáticas, foram-se integrando na sociedade portuguesa e aceitando a vivência democrática que então se passou respirar. Mas, muitos outros, nunca perdoaram ou nunca conseguiram acertar o relógio histórico dos novos tempos.
Após Abril de 1974, também foi significativo o grande número de cidadãos de origem indiana e paquistanesa, na sua maioria vivendo em Moçambique, a maior parte deles comerciantes, que refizeram as suas vidas no nosso País.

Portugal, que durante anos e anos, se habituou a ver os seus Filhos emigrar, principalmente para França, Alemanha, Brasil, Venezuela e Estados Unidos, em busca de condições dignas negadas pela Pátria mãe. Contudo, mesmo após o restabelecimento do regime democrático, alguns ainda o continuaram a fazer e ainda fazem.

Por ironia do destino, passámos também a ser um País receptor de imigrantes, com a vinda de naturais das ex-colónias, também eles na procura de melhores condições de Vida. Destes, o grupo de cidadãos mais expressivo, são os naturais do arquipélago de Cabo Verde e os seus descendentes, que passadas três décadas, poderemos presumir, que pelo menos, duas gerações já nasceram no nosso território. Os filhos e os netos.

Maioritariamente, os cidadãos imigrantes provenientes dos antigos territórios coloniais e muitos dos seus descendentes, empregaram-se na construção civil e as suas mulheres na prestação de serviços domésticos. Poderemos também constatar que a maioria destes cidadãos, os não nascidos em território português, teriam uma formação escolar deficiente ou nula, principalmente os elementos femininos.

Ao contrário do que muito boa gente poderá pensar, estas pessoas, prezam muito o conceito de Família e a entreajuda entre os familiares e amigos mais próximos era uma pratica comum e suponho que ainda o será. Mas estando os dois elementos do casal a trabalhar e não tendo condições de custearem as mensalidades de uma creche ou de serem motivados a faze-lo naquelas estatais ou das misericórdias, de custos simbólicos ou até mesmo gratuitas, não lhes restou outra alternativa senão resolverem este problema entregando os seus filhos ao cuidado de vizinhos ou a eles próprios, cuidando os mais velhos dos irmãos mais novos. É evidente que este não é um problema exclusivo dos pais de origem africana. Temos muita gente da chamada etnia caucasiana que vive em condições similares ou piores. Tudo isto é um problema de fundo que terá ser resolvido pelas autoridades competentes.

Com o desmembramento da URSS e dos países limítrofes, que deram origem a um número significativo de novos estados e com as convulsões político sociais que passaram a verificar-se nessas regiões, obrigaram milhões de cidadãos destes novos estados a emigrarem para outros países e, particularmente, os da Comunidade Europeia, foram o seu destino preferido.

Portugal foi um dos destinos escolhidos por estes cidadãos do Leste Europeu. Também eles, os homens, procuraram maioritariamente a construção civil para sobreviverem. A maioria veio só. As mulheres que os acompanharam e as que seguiram posteriormente para junto deles, tal como as cidadãs de origem africana, escolheram o serviço doméstico para trabalhar. Contudo, há aqui algumas diferenças que poderemos constatar. A maioria dos casais do Leste que cá vivem e trabalham, não têm os filhos consigo. E os que os têm, são jovens já adolescentes, com uma apreciável formação escolar e isto porque os pais destes jovens têm uma formação académica, na maioria dos casos bastante elevada, sendo, como sabemos, muitas destas pessoas, formadas em Medicina, Economia, Engenharia, etc.

Para não ser mais exaustivo, refiro aqui, somente mais outro exemplo, que é a apreciável comunidade de cidadãos brasileiros que vivem e trabalham aqui. Estas pessoas empregaram-se maioritariamente no sector da restauração e são, de um modo geral, de uma faixa etária bastante jovem. A sua integração na sociedade portuguesa foi muito facilitada pelo pormenor da identificação da linguística e pela sua maneira de ser descontraída e simpática. É evidente que, como em tudo, não há regra sem excepção.

E a propósito de regras e excepções, diz-se que o povo português não é racista nem xenófobo. Efectivamente, se compararmos os cidadãos portugueses de etnia caucasiana, com, por exemplo, outros da mesma etnia, mas de origem germanófila ou anglo-saxónica, temos provas dadas em relação a estes últimos, de tolerância e até de fraternidade. O que não quer dizer que em Portugal não haja um crescendo de manifestações racistas e xenófobas, que deviam merecer a atenção e preocupação de todos nós.

Os crimes, violentos ou não e a agressividade gratuita, são praticados por todas as classes sociais e de diferentes etnias. Os crimes do chamado “colarinho banco” e a violência a que se assiste nos campos de futebol são exemplo do que acabo de referir.

Mas os furtos por esticão, os assaltos a viaturas e a residências, de um modo geral praticados por indivíduos de etnia africana ou cigana, são os que nos são apresentados com maior visibilidade pelos meios de comunicação social. É certo que também referem os crimes praticados por brancos toxicodependentes e os assaltos cometidos contra dependências bancárias ou em lojas de produtos de fácil transacção ou receptação, executados por alguns indivíduos originários dos chamados países de Leste, que são a tal excepção, dado o comportamento exemplar da maioria dos seus conterrâneos.

Todos os crimes devem ser punidos de acordo com a sua gravidade. Porém, este é um problema de fundo que deve merecer da parte das autoridades competentes um estudo profundo e sério. A repressão ao crime representa parte da resolução dos problemas, não os erradica, porque a génese destas situações raramente são tomadas em linha de conta. E isto passa pela tomada de consciência do próprio Estado, tanto da parte da classe dirigente que escolhemos, como de todos nós enquanto pessoas “ditas de bem”.

As desigualdades sociais incentivam ao crime e à violência. É certo que existe muita gente a viver em condições degradantes que nunca tomou esse caminho, assumindo uma atitude conformista perante a sociedade recolhendo-lhe as migalhas. Mas seria bom, se os detentores do poder político em Portugal, abandonassem atitudes jactantes, como as de projectos de linhas para comboios de alta velocidade, novos Aeroportos, aquisição de material bélico, etc. e investissem na educação, saúde, reinserção social e procurassem uma forma de deter o encerramento uniformemente acelerado de Empresas. Que se investisse a sério na formação profissional, mas não para criar um país composto de pequenos empresários, onde só uma minoria consegue sucesso, ficando a maioria ainda em piores condições do que aquelas em vivia anteriormente.

Todas estas situações dramáticas podem conduzir ao desespero tais como atitudes suicidas ou ao caminho do crime e da violência.

Iniciei este texto com alguns detalhes históricos acerca da formação de Portugal. Mencionei algumas fases marcantes da sua história, deixando propositadamente para o final deste artigo uma fase hedionda, que marcou a nossa nação, embora não fosse um exclusivo português. Refiro-me à violência e aos crimes praticados pela Inquisição. Hitler foi o Inquisidor do século XX. Esta sinistra figura limitou-se a aprimorar ensinamentos da Idade Média legados pelos carrascos do Povo Judeu.

Os movimentos racistas e xenófobos, não são tão inocentes no que toca à perigosidade da sua disseminação como alguns cronistas da nossa praça querem fazer-nos crer. Dada a situação político-social que atravessamos, as forças de extrema-direita de inspiração nazi-fascista, têm um campo fértil para semearem o ódio entre os desencantados da Vida. Nós temos exemplos na nossa Historia recente que confirmam isto mesmo.

O crime ou a violência não têm cor. Antes de qualquer julgamento sumário, é obrigação de todos nós, analisarmos o porquê das coisas e darmos a nossa quota-parte de intervenção cívica para as solucionarmos.

Somente com o empenhamento de todas as pessoas amantes da Liberdade e do respeito por toda a Humanidade, poderemos edificar uma sociedade mais justa e mais fraterna, aprendendo com os erros do passado, aquela que deverá ser a nossa postura no presente.

Se o fizermos, certamente que erradicaremos as Sementes de Violência

In Voz das Beiras.

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