Loreena McKennitt - Dante's Prayer

quarta-feira, junho 22, 2005

Memórias de prisão e a ignomínia da traição


Zita Cruela Devil, segundo dizem, iniciou-se nas lides politicas ainda adolescente. O mesmo aconteceu com este vosso escriba, que foi encarcerado quinze dias antes de completar os vinte anos de idade. Durante seis meses. Três na prisão Aljube, em Lisboa, e outros três nos cárceres do forte Caxias.

Era o mais novo dos presos políticos nesse ano de 1963. Nos primeiros dois meses, enfiaram-me nos chamados “curros” do Aljube. Um rectângulo muito estreito de onde pendiam suspensos da parede por correntes, dois miseráveis catres alinhados horizontalmente. A cela possuía duas portas. A que estava junto ao primeiro catre, tinha umas grades e a sua altura, segundo me recordo, seria a de pouco mais de dois metros. Entre esta porta e a outra, um pequeno espaço quadrangular, que julgo que era para albergar alguns pertences dos prisioneiros. Ao contrário da primeira referida, que tinha um espaço livre até ao teto, a porta de acesso à cela, estava hermeticamente encaixada nas grossas paredes. Não tinha grades. Em vez delas, um pequeno postigo, que estava quase sempre cerrado, deixando os prisioneiros às escuras a maior parte do tempo e que só viam um pouco da luz do dia há hora das refeições ou quando tocavam a campainha para irem aos sanitários. Dentro do “curro” haviam dois escarradores. Duas peças em lata, com uma pega, para recolher a expectoração dos residentes.

A maior parte desses dois meses estive sozinho. Passaram por lá, por breves dias, três companheiros: Um funcionário publico, um delegado de propaganda médica e um fragateiro. Destes três companheiros, encontrei, depois de “Abril” e às vezes ainda me cruzo com ele, aquele que referi em segundo lugar e que, por motivos óbvios omito o seu nome.

Quando estava só, o meu entretimento era tentar comunicar com os companheiros das celas vizinhas através de toques nas paredes. Só para que se tenha uma ideia, imagine-se as 23 letras do alfabeto (omitia-se o K, o W e o Y). Para construir uma palavra, davam-se tantos toques quanto o posicionamento numérico de cada letra. Chegados ao fim da palavra fazia-se um pequena pausa e recomeçava-se construindo outra palavra. Quando acabávamos a frase, dois toques rápidos.

Ninguém me ensinou esta forma de comunicar. Isto surgiu naturalmente quando comecei a ouvir batidas na parede e depois me apercebi dos movimentos cadenciados. É fantástico como a mente humana face a determinadas situações nos dá a respectiva solução para determinados problemas. E depois eu também “inventei” umas simplificações como por exemplo: bom dia = b d; boa tarde = b t; boa noite = b n; etc.

Ao terceiro mês, enviaram-me, ainda no Aljube, para uma sala comum. No quarto mês para Caxias. Aqui, estive no reduto norte, numa cela comum subterrânea, durante dois meses e finalmente no sexto e último mês transferiram-me para o reduto sul para outra cela comum, com dois compartimentos mais ou menos amplos. Um, com várias camas alinhadas em beliches e o outro que servia de local de refeições, arrumações e convívio. Neste local existia uma mesa comprida com bancos corridos, uma pequena dispensa e um antigo móvel com gavetas. Tudo que recebíamos dos nossos familiares era devidamente arrumado ali. Bolos meticulosamente esquartejados pelos guardas, antes de nos serem entregues e outros artigos alimentares. Os maços de tabaco eram devidamente arrumados por ordem de marcas no referido móvel. Quando algum fumador necessitasse de um maço dirigia-se à gaveta e tirava-o. O mesmo acontecia, com os pedaços de bolo, sandes, etc.

Junto às grades, nessa zona de “lazer”, existia uma improvisada mini-cozinha, com um pequeno fogão eléctrico. Aí se faziam os petiscos, com os artigos alimentares levados pelos familiares. O principal cozinheiro era o “D”. A limpeza das duas salas eram efectuadas por nós, através de uma escala devidamente organizada.

E assim passávamos os dias. Conversando, debatendo ideias, por vezes acaloradamente. Durante este período em que estive junto com outros companheiros de luta, ouvi esses homens mais velhos, alguns já com idade bastante avançada, contarem as histórias da sua vida privada e da luta contra o fascismo. Uns eram proletários, outros corticeiros, fragateiros, trabalhadores da Carris e da CP, dois alfaiates e finalmente, eu e o ex-camarada que foi preso comigo, estudantes.

Da boca desta gente, ouvi, entre muitas outras coisas falar do “culto da personalidade”, repudiando-o, da dureza da luta clandestina e de traições. Sim, de traições. Há uma coisa que temos que reconhecer, é que a Pide, sabia muito bem “radiografar” cada um de nós e como tal, diagnosticava, aquelas ou aqueles, receptivos às suas propostas de traição e como sabemos algumas e alguns, não hesitaram em trair e renegar os ideais por que diziam lutar passando-se de “armas e bagagens” para o outro lado da “barricada”.

Desde muito novo, que digo que as pessoas não mudam. Revelam-se, quando para isso têm oportunidade. É qualquer coisa que virá do inato e do adquirido que se aloja no inconsciente, fazendo um compasso de espera no pré-consciente e quando os factores internos e externos o propiciam, o seu verdadeiro EU revela-se através do consciente, soltando-se-lhes a mascara por vezes muito bem moldada durante anos e anos.

Não havendo verdades imutáveis, existem realidades inegáveis. A Historia da Humanidade é fértil em exemplos de luta de oprimidos contra os seus opressores. Assim como também é verdade, que as ideologias surgidas mercê desta Luta, sendo puras na sua essência, poderão ser adulteradas ao invés de aperfeiçoadas, por muitos dos que são proclamados ou se auto proclamam seus executores.

Os seis meses que estive encarcerado, embora dolorosos, foram uma “gota de água” em comparação com muitos daqueles companheiros, que durante anos a fio, alguns deles, passaram pela prisão de Peniche, pelo campo de concentração do Tarrafal e pelo degredo do longínquo Timor. Este período da minha Vida, apesar das circunstâncias, foi bastante enriquecedor em termos de aprendizagem sobre o comportamento humano.

É evidente que a condição de ex-preso político, por si só, não confere a ninguém o estatuto de imunidade, coerência ou honestidade. É a sua pratica quotidiana, em liberdade, que se encarregará de o ajuizar.

Não sei se a cidadã Zita Seabra, conheceu os cárceres pidescos. Nem isto será relevante. Pois muita gente, que nunca esteve encarcerada ou que despertou para a Luta após o 25 de Abril, tem-se revelado como excelentes combatentes pela Liberdade e pela dignidade do colectivo em detrimento de benesses individuais.

Sei que essa cidadã, após a Revolução de Abril, esteve presente na Assembleia da Republica durante algumas legislaturas como deputada do Partido Comunista Português e que fez parte de órgãos de direcção deste Partido, até à sua suspensão em 1988, tendo sido expulsa dois anos depois.

Não é minha pretensão escalpelizar as razões que levaram o Comité Central do PCP a tomar tal medida. Mas é minimamente estranha ou talvez não, a travessia ou o transformismo politico protagonizados pela cidadã Zita. Revelou-se, caiu-lhe a mascara, quando assentou no lugar que certamente há muito ambicionava – o outro lado da “barricada”. Mas quem trai, os valores que dizia defender, pode fazer o mesmo em relação às novas amizades adquiridas e decerto que as individualidades mais argutas do PPD/PSD estão bem atentas e conscientes acerca da malabarista que “contrataram”.

Sobre Álvaro Cunhal, já tive oportunidade de escrever algumas linhas, realçando a sua Verticalidade como Homem e como Combatente Honesto pela Causa da Liberdade e Dignidade dos concidadãos, do seu PORTUGAL, sem descurar em momento algum a Fraternidade Universal que devotou a outros Povos, igualmente humilhados e ofendidos.

Certamente que teria os seus defeitos. Mas as virtudes reconhecidas não só pelos seus camaradas de Partido, como pelos seus mais ferozes adversários, superavam as suas eventuais imperfeições.

Quando aqui há dias, após o falecimento desse grande combatente anti-fascista, pediram à cidadã Zita um comentário, esta ignóbil senhora, depois de breves palavras mais adocicadas, classificou Álvaro Cunhal como “dogmático, sectário e cruel… o que é natural num comunista”.

Pois é, dona Zita Cruela Devil, você além de torpe, é uma pobre de espírito arrogante, uma trampolineira que não perde a oportunidade de revelar a sua verdadeira face de camaleão fêmea, permanentemente com o espelho em frente da sua cara crispada. O que quer dizer, que você foi naturalmente até 1990, uma reles “dogmática, sectária e cruel” criatura.

Nós, os que permanecemos fiéis à Luta, sempre atentos às mutações da Humanidade, não nos quedamos estáticos, de olhos, ouvidos, ou com os nossos cérebros cerrados. Ao contrário do que você vocifera, nós nunca permitimos quaisquer vendas nos olhos ou que nos amordacem as bocas. Todos podemos exprimir livremente a nossa opinião e dar individualmente a nossa contribuição para o colectivo.

Falando por mim, nunca ninguém ousou calar-me. Sempre disse o que pensava. Mas nos locais próprios, sem procurar protagonismos na praça publica.

Sempre, decidindo o que havia para decidir, colectivamente. E as decisões do colectivo eram isso mesmo, nossas. A esta praxis dona Zita, eu classifico de Democracia.

Tenha vergonha, dona Zita. Já que está comodamente instalada nas mordomias que lhe ofertaram, aproveite. Pare de vomitar o seu traiçoeiro fel para a praça pública.

Divirta-se com os seus amigalhaços e deixe-nos em Paz de uma vez por todas!


In Voz das Beiras.

Comentários Alternativos - Haloscan:

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Comments:
Fernando
Escrito com a qualidade, desassombro e firmeza que admiro em ti. A dama merceu-as todas. Muita gente já lhe tinha visto o c... há muitos anos. Acho, ainda assim, que ela demorou tempo a mostrar a verdadeira face.
Beijos
 
Fernando, abordagem dura e realista e certamente muito aquém do que passaste...
Ainda hoje me parece ser tão difícil falar, dizer, gritar o que nos vai na alma...
Já ouvi, eu que me reconheço como "apolítica", não digas isso aqui...
És um homem corajoso, a vida deu-te certamente.
Beijinho Amigo


MUITO bem escrito!
 
É um privilégio para o jornal poder contar com o amigo Fernando.
Um abraço e a minha gratidão
 
Fernando
Adorei...!
 
gostei muito desta tua crónica... eu só a li hje porque prefiro lwer em papel impresso...
 
Estou a gostar imenso de ler as tuas crónicas. Excelente texto. Beijinho e bom fim de semana
 
Conseguiste inserir o "Pequenos deuses caseiros"...há seculos que não a ouvia...Gosto muito
Beijo
 
Fernando, acabei de ler a tua crónica que foi publicada na Voz das Beiras. É uma verdade tão cruel e inaceitável que vou comentar em tom humorístico, pois há certas coisas na vida, por serem tão más, que só a comédia tem a arte de as criticar.

Começaste por ser o benjamim da prisão, e como qual caloiro recém chegado, submeteram-te às praxes habituais, uma mísera cela sem luz, isolado e condições higiénicas deploráveis, praxes de mau gosto, concordo, mas eram as praxes deles. Nesse período apercebeste-te que na tua instrução havia uma grande falha, não tinhas aprendido o código Morse. Não se pode saber tudo.

Passado o período das praxes, 3 meses, eles não acham tanta graça que nunca fazem por menos, Passaram-te para um sala comum, uma melhoria considerável, e como te portaste bem ofereceram-te umas férias em Caxias, não a da paria que estava poluída, eles zelavam muito pelo vosso bem estar, mas do campo.

Para complementar a tua educação, os piquenos obrigaram-te a frequentar um curso de espeleologia, mas como não havia nenhuma caverna à mão para praticar, num gesto de boa vontade cederam-te um cela subterrânea.

Como passaste no curso com distinção, como prémio, mudaram-te para o hotel instalado no reduto sul, onde tinhas, suite colectiva, sala comum de estar e comer, arrecadações e kitchenet, em suma um autêntico luxo, no entender deles.


Claro que a Pide podia ser tudo menos estúpida. Dar tanto luxo sem motivo aparente seria ridículo. “Meus senhores isto é uma pequena amostra do hotel de 5 estrelas que podemos oferecer se trabalharem para nós”. Tal como hoje, há sempre uns papalvos que acreditam em promessas e só pensam neles próprios e pegavam não em “armas e bagagens”, muita confiança, mas não exageremos, só de “bagagens” e lá iam alegres e contentes para o outro lado da “barricada” na esperança de que o hotel de 5 estrelas, valesse mais que a solidariedade, disse solidariedade? Será que sabiam mesmo o que isso?

Foi um período enriquecedor, o retiro forçado, ajudou a moldar o espírito, o que torna as ideias em firmas convicções, mas como não dão diploma da estadia, há muita gente que indevidamente se assenhoreia da aprendizagem dos outros.

A Zitinha nunca quis ir de gaiola, argumentando que era uma grande chatice, pois não havia nem cabeleireiro nem manicura na prisão, como boa comunista light, eram condimentos indispensáveis, as mãos sujas eram para os outros.

Mas era tão light, tão light, que um dia alguém espirrou no Partido Comunista e ela evaporou-se. Coitada o Partido Comunista não tinha os cuidados mínimos para ela, nem ao menos um engraxador.
Só mas com ela fisgada, foi à procura para outras bandas dos tais cuidados indispensáveis e fundamentais para ela, não importando o preço das convicções se é que alguma vez teve algumas além das que podia usar em proveito próprio.

Calar-te? Nem pensar, além de seres um coerente falador eu até gosto de ouvir o que dizes.
 
Soube-me a mel ler-te, Fernando! Sabes que nunca fui do PCP (já to disse) e que sempre fui de esquerda. Nasci numa família anti salazarista, os meus avós e tios arranjavam os discos do Zeca, do Manuel Freire e tantos outros que estavam proibidos cá, e eram leitores clandestinos do Ávante (não sei se já se chamava assim, eles diziam que por vezes não passava de umas parcas folhas publicadas com muitas dificuldades e riscos). Agradeço-lhes tanto por não me terem metido na cabeça minhoquices parvas de menina-bem! Lembro-me de adolescente livre, tocar guitarra e cantar a "Pedra Filosofal", algumas canções do Zeca e também Moustaki e Serge Regiani, em grupos de revolucionários com o dobro da minha idade, mas eram os meus melhores amigos! Custou-me sempre um bocado entender os rapazes da minha idade, talvez por ter crescido nese ambiente!
Ainda novita, alertaram-me para o Companheiro Vasco, para o Camarada Cunhal :) Tive dois grandes desgostos com o desaparecimento deles, sabes? Não, não sou, de facto, do PCP (apenas continuo esquerdista). Mas as melhores pessoas que conheço... são. E tu és uma delas!
Olha, deu-me para discursar, nem vou reler, detesto emendar coisas espontâneas.
Deixo-te um beijo grande e um abraço fraterno.
 
Caro amigo Fernando à medida que ia lendo a sua crónica, foi-se apoderando
de mim uma repulsa maior pelo execrá
vel regime que espero nunca mais o voltemos a viver.
Curiosamente nutri alguma simpatia por alguns membros do PCP, nomeadamente o lider recentemente desaparecido, mas inexplicavelmente tive sempre uma aversão à Zita, talvez porque me inspirava como militante então do PCP uma falsidade que veio mais tarde a confirmar-se. Aliás não consigo compreender, nem sequer ajudado,
como é que alguém dum partido de extrema esquerda pode de repente inverter completamente o seu percurso
político. E atenção que esse tipo de pessoas quanto a mim são até bastante
perigosas. Quanto ao caro amigo referir a dada altura que o tempo que passou nas masmorras não foi nada comparável ao que outras pessoas passaram, claro que sim, mas eu nem sequer me consigo imaginar com 20 anos
preso político. Foi importante o seu relato, quanto mais não seja um contributo para que as novas gerações
entendam o quanto é indesejável uma
ditadura. Receba um forte abraço do Raul
 
Obrigado pela visita lá pelo Micróbio. A "camarada" Zita tem tido realmente uma exposição mediática desde a morte de Álvaro Cunhal e não se percebe porquê. Assim como o mediatismo provocado pela morte de Cunhal... porquê? Aconselho-o a ler um artigo do Vasco Pulido valente no jornal "Público" de 17.06.05... "Nenhum democrata lhe tem de agradecer coisa nenhuma".
 
Foi um privilégio ler este texto!
Apesar de não ser de esquerda (não é espanto, já o disse muitas vezes!) tenho uma admiração muito grande por todos aqueles, que sem fazerem da política profissão, lutam por ideais em que acreditam! Lutam com convicção, com honestidade e sem falsas modéstias. Uma vez, disse num local público, que acreditava mais num relatório apresentado pelos comunistas, do que por outro partido qualquer. É verdade, tenho a convicção (e, porque trabalhei de perto com eles) que os políticos de esquerda, fazem muito melhor o “trabalho de casa” do que qualquer outro. Daí a minha admiração e respeito. Quanto à Zita…bem…há pessoas que não merecem a minha perda de tempo. Ela é uma delas!
Grata pela tua partilha.
Um abraço:)
 
Cheguei aqui ,por acaso,andava á procura de música do Regiani...
Mas li e gostei.
Testemunhos como o teu ,deveriam ser do dominio publico.
Os comunistas têm de voltar a sair da "clandestinidade".Temos de aparecer mais,partilhar as nossas experiências de vida ,ter orgulho em pertencer a uma vanguarda .
Precisamos de mostrar quem somos ,todos os dias.

Após o 25 de Abril eu descobri que os vizinhos de quem mais gostava ,afinal eram comunistas.

É bom dar a mesma alegria a todos os vizinhos

Beijos

Lola
 
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