Loreena McKennitt - Dante's Prayer

domingo, abril 10, 2005

AMOR - O Inato e o Adquirido


Todo o ser Humano é fruto do inato e do adquirido. Se o factor genético tem muita importância, o meio ambiente em que o individuo se vai desenvolvendo, as relações sociais, condições sócio económicas etc., constituem de igual modo muita importância na formação da mentalidade de cada indivíduo e consequentemente no seu comportamento em sociedade.

Nos valores adquiridos, haverá alguns, tais a como a assunção de dogmas ditados pelas diferentes religiões, castradores de um saudável desenvolvimento do seu Eu, condicionando e limitando o modo de encarar a Vida e de que muitos indivíduos nunca conseguem libertar-se.

Todas estas variáveis são importantes quando estudamos o comportamento de um indivíduo. É evidente que haverá muitas outras a ter em linha de conta, que não enumero aqui e que serão mais adequadas a uma abordagem mais exaustiva noutros locais.

Será o Amor, fruto, única e exclusivamente de uma reacção química? Não. A ser assim, estaríamos perante um acto meramente gerado por impulsos irracionais. Na minha concepção da Vida, o Amor constrói-se a partir do nosso Eu e é esta variável que vai provocar o desencadear de várias reacções em cadeia, culminando nas pulsões físicas que o sublimarão.

A expressão “fazer amor” na maior parte dos casos é errónea. O que se passa na maioria das vezes é a “troca de prazeres sexuais” ditados por um momentâneo impulso irracional.

Não existem formulas magicas para Amar. O Amor, para quem tem a capacidade de o entender, vai-se construindo dentro de nós e o acto sexual decorrente desse entendimento será a procura da sublimação do Amor.

Claro que todos nós, exceptuando eventuais malformações genéticas, nascemos com a capacidade de Amar. Mas tudo o que disse nos primeiros parágrafos deste texto, é, na minha perspectiva, muito importante para a aquisição da sensibilidade do Saber Amar.

Termino com o título de um Poema meu: Saber Amar é Arte!



O Friedrich do Babuska com o seu magnífico texto O que é o Amor, inspirou-me este que acabaram de ler.

Um Abraço Companheiro.


Comentários Alternativos - Haloscan:

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Comments:
Ler este texto, ao som da música da Rita Lee... uma boa escolha... parabéns por isso!

Eu sou uma apaixonada convicta!

Sou uma apaixonada pela vida, pela música, pela Primavera, pelo Mar (sempre o mar), pelo Sol...

Sou uma apaixonada pelas minhas colecções, pelos meus livros, pelas minhas memórias.

Sou uma apaixonada, pelas pequenas coisas, que constroem uma amizade. Que a transformam dum pequeno sentimento, num sentimento grande, único, fraterno, leal, corajoso.

Mas o amor é diferente.

Tens razão quando dizes que o amor se constrói a partir do nosso EU.

E, não vou falar, do amor nas suas mais variadas formas. Ou seja, o amor familiar, ou, aquele que dedicamos aos amigos excepcionais, aqueles amigos, que nos acompanham pela vida fora.

Vou falar do amor carnal, aquele que desperta todo o nosso desejo, toda a nossa paixão.

Nunca fiz sexo por sexo.

Quando não quero, não quero mesmo.

Mas quando me entrego, a entrega é total, porque a desejo, porque o meu corpo e a minha alma, gritam por isso.

Nada deve ser mais defraudante, especialmente para uma mulher, sentir-se apenas, objecto de sexo. Saber que está a cumprir uma parte, porque é “obrigada” a fazê-la.

E, em quantas mulheres, isso não acontece? Para muitos homens, faz “parte” do casamento, a obrigatoriedade de fazer sexo. Mesmo que a mulher, por alguma razão dela, não o queira.

Isso para mim não é amor, nenhuma forma de amor.

Não concordo com a tua frase: “A expressão “fazer amor” na maior parte dos casos é errónea. O que se passa na maioria das vezes é a “troca de prazeres sexuais” ditados por um momentâneo impulso irracional.”

Talvez isso, seja assim para o homem e, para algumas mulheres (actualmente)

Mas acredita que o não é para a maioria das mulheres.

Elas não querem sexo. Querem amor.

Muito mais teria a dizer, mas o tempo é curto e a família espera...

Um abraço e bom domingo.
 
Ia dizer umas coisas mas depois de ler o comentário da M.M.... está lá tudo o que queria dizer.
Vale então para te enviar...

Um abração
Zectelhado
 
Amar
Apaixonar
Compreender
Amizade
Fraternidade
Eis tantas lindas e belas palavras
Eis tantos motivos para viver em harmonia....
 
Partilho aqui contigo, pela oportunidade do assunto, uma página de um blog, de alguém que partilhou comigo os seus sentimentos...

Talvez seja uma boa reflexão, sobre a chamada "instituição do casamento", ao qual eu pertenço também...

"… Acordei contrariada.
Estava deitada de lado, encostada à beira do colchão, braços cruzados e traçados, fortemente, sobre o peito, pernas encolhidas.
Como sempre, aliás!
Ainda sob o efeito de um sono, desperto há pouco, consigo perceber que algo acontece paralelamente ao meu estado de sonolência.
Uma mão insinua-se junto ao meu corpo, dedos tocam, pressionam, rodeiam e penetram o meu sexo.
A sensação não é má.
De uma forma lenta e manhosa ajeito o meu corpo, tentando receber mais.
Uma boca toca o meu pescoço, um respirar rápido sobre mim, um hálito quente e desagradável atinge-me.
Acordo.
Definitivamente não é um sonho.
Afasto-me daquela mão, daquele corpo, daquele homem.

Não desiste, mau grado, e encosta o seu corpo em mim.
O sexo duro e proeminente faz-me raiva.
Mete-me nojo sentir aquelas mãos que me rodeiam, tocam e apalpam.
Tento, mais uma vez afastá-lo de mim.
Empurro-o, sou até bruta e rude.

Fica quieto no seu lado da cama, num silêncio ensurdecedor, castigando-me com as palavras que lhe pressinto mas que não revela.
“Merda, que porra de vida!”– penso eu, desesperada.
Tento não me mexer, é uma luta perdida, pois parece que tudo quer mexer, tudo dói, tudo tem vida.

Numa voz de cachorrinho a quem lhe tiraram o osso, quase choroso diz:” …faz amor comigo, porque não queres fazer?...”.
….
Humilhante para ele, raiva infinita para mim.
Afinal o que me custa deixá-lo tocar-me?
È um direito que tem, é um dever que tenho.
Dever insuportável.

Fazer amor!
E ele não sabe que para isso seria necessário amá-lo?

O corpo quente encostasse em mim.
Resisto a um novo empurrão que iria, pela enésima vez, findar numa discussão em que apenas me ouviria e certamente mais desprezo lhe riria ganhar.
Covardes que somos.
Covarde que sou.

Sente-me menos resistente e vira-me, aproveitando logo para levar a mão ao centro do meu corpo, quase me rasgando o string que não deixei de usar, mesmo sabendo que ninguém o iria apreciar.

Magoa-me com as mãos duras e ásperas.
Magoa-me porque não o quero.
Tenta beijar-me, sinto a língua a tocar-me no pescoço, no peito.
Não aguento.
Tenta aproximar-se da minha boca.
Viro o rosto.
O escuro do quarto esconde a minha repulsa.
Desce por mim, seguindo o ritual esperado.
Não o desejo, mormente o meu corpo deseja ser tocado, explorado…
Invoco as minhas últimas forças, engulo o pouco orgulho que me resta e toco-lhe nos braços, faço-o subir sobre mim, e digo-lhe numa voz embargada por lágrimas que ele não sabe sentir, nem perceber, e que nunca irá ver “entra em mim…”.
Ele não espera, e penetra-me, forçando um caminho que conhece e reconhece.
Não me vai beijar, não me vai lamber, mamar.
A minha boca e o meu sexo só suportam o amor que não é dele.
Espero que se venha depressa, pois assim satisfeito poderá adormecer, deixando-me livre.
Esse é o meu desejo.
Tenta de novo beijar-me.
Tenta, mas não consegue.
Frenética apresso os movimentos que o levarão ao alívio do corpo.
E ele vem-se, estremecendo a cada impulso, a cada movimento, a cada instante.

Sinto-o a vir-se, demasiado triste para ficar feliz por ele, miserável por não ter o mínimo de compaixão por ele, sobretudo não consigo ficar feliz.

Sai de mim, respirando a tropeções, satisfeito, leve, aliviado.
Tento não sentir nada, não respiro, não cheiro, não me toco.
A parede que criei para ele, é o muro que me rodeia.
- Vais ao banheiro? – Pergunto lentamente, sem emoção.
- Daqui a pouco – responde.

Levanto-me, devagar, sem movimentos nenhuns.
A luz da casa de banho brilha, nítido contraste com o olhar que lhe dou.
Faço correr a água, espero que aqueça, enquanto sinto o líquido que me corre pelas pernas, prova desnecessária de um tesão que não pedi.

Quente, a ferver, deixo escorrer a água pelo meu corpo, lavando-me.
A água é pura, como puro deveria ser o desejo de quem dá
E de quem recebe.

Automaticamente enxugo-me, sem me tocar – mais uma vez o meu corpo enoja-me, como se o simples facto de existir não fosse já castigo suficiente.
Enfio um pijama quente, enorme na sua largura e no conforto que preciso.
Apago a luz, fecho os olhos, deito-me.
Estava deitada de lado, encostada à beira do colchão, braços cruzados e traçados, fortemente, sobre o peito, pernas encolhidas.

Não vou sonhar.
Não quero.
Adormeço."

(texto "Uma noite fria e escura"
lido em http://enigmasolitarios.blogs.sapo.pt/arquivo/2005_03.html

Um abraço fraterno ;-)
 
Boa tarde. Vim cá ter através de uma dica da "menina-marota" que agradeço.Quanto ao teu post apenas dois comentários: 1º. consideras os "dogmas ditados pelas diferentes religiões, castradores de um saudável desenvolvimento do seu Eu", penso que deverias acrescentar a palvra "eventualmente", pois cada "eu" é único e o seu crescimento como bem dizes é fruto de tudo o que nos rodeia, e não devemos "à partida", e de uma forma não linear, renegar seja o que fôr... devemos sim "pôr em causa", mas é apenas a minha opinião; - 2º.Escreves "A expressão “fazer amor” na maior parte dos casos é errónea", penso que o que queres realmente dizer é que a expressão em causa é usada indiscriminadamente, em toda e qualquer situação de partilha de fluxos corporais. Hoje em dia as relações são de tal forma rápidas e até descartáveis que atribuir ao simples acto sexual uma expressão tão bela é errado. Mas como sempre a educação e moral instituídas, do dito " socialmente correcto", fazem ainda do Ser Humano um ser inibido na sua sexualidade. De tal forma que seria incómodo e até "mal visto" dizer "dei uma queca", "fodi", e outras que tais. E tantas vezes dizemos "fiz amor" apenas e só porque era mesmo isso que gostávamos de ter feito. melhor dito: ter vivido. E sim, saber é amar é uma arte. talvez a mais desejada, e a menos aprendida.
Fica bem,
 
O teu texto é excelente mas depois de tantos e tão bons comentários só me resta dizer-te que realmente saber amar é uma arte (muito mais descurada hoje em dia). Bjinhos grandes meu amigo
 
Porque é que o Primeiro Ministro ofereceu Galinhas aos Membros do Governo?

Toda a Verdade em:

www.riapa.pt.to
 
Qd o sexo puder ser apenas sexo... na nossa mente... talvez possamos aprender a amar...

O texto q a menina marota aqui colocou é arrepiante... n se sabe o q está para trás de uma história destas...
 
Um abraço Fernando...
O comentário deixado pela menina marota traz lágrimas aos olhos de quem sabe, de quem tem consciência e consegue perceber quantas e quantas mulheres, ainda hoje, continuam a deixar que lhes façam isso...
Temos uma série de preconceitos, de tabus, de dogmas enfiados nas nossas cabeças por anos e anos de educação para ser boas esposas, devotas e dedicadas, boas mães de família, boas fêmeas sempre preparadas para satisfazer os desejos carnais dos machos... BASTA!
 
Amigo Fernando!
Sou uma amante inveterada... Amo como respiro, mas nao falo aqui em amor físico unicamente, mas em todas as formas de amor, que sao tantas e tao belas, e como nos enche a Alma, o Ser de tudo o que há de melhor nesta vida!
Nao há dúvida alguma de qua Amar é uma Arte, a mais bela, a mais completa, a mais perfeita!
Lindo ler-te! Adorei!
Beijos fraternos para ti!
 
Hoje não dá para te ler. Estou cansadinha... mas não quis deixar de te deixar um beijinho.
 
Fernando, o texto trazido pela menina_marota traz o testemunho contrastante e ilustra de forma arrepiante o desamor. Não gostarias de, de algum modo, continuar este tema, continuando a abordagem?
Kiss
 
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